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sábado, 29 de março de 2008

Morte de Elvis Presley traumatizou os EUA

Elvis: polêmicas continuam 25 anos depois de sua morte - 09.08.02 - Os Estados Unidos relembram na próxima semana a perda de um de seus mais queridos ídolos. A notícia da morte de Elvis Presley, há 25 anos, gerou uma das maiores repercussões da história americana. Para milhões de pessoas, a notícia foi mais traumática do que a do assassinato de John F. Kennedy, na década anterior - fato comprovado principalmente pelos números de vendas de jornais e revistas nas duas datas. Uma avalanche de flores foi despachada para a mansão de Graceland, a família recebeu condolências até do governo russo e dois homens foram presos sob acusação de estar planejando um complô para roubar o corpo do ídolo. O episódio garantiu meses de boas vendagens para veículos como o ´National Enquirer´ e um dos maiores vexames para a revista ´People´, que preferiu dar apenas uma nota sobre a morte de Elvis, por achar que o público já não tinha muito interesse no cantor. A movimentação que se desencadeou minutos depois que o rei do rock foi encontrado caído em um dos banheiros de casa, em 16 de agosto de 1977, foi impressionante. Para os jornalistas que foram enviados a Memphis, o trabalho foi equivalente ao de uma cobertura de guerra, já que todos os hotéis da cidade foram tomados e o clima de competição se instalou por toda a região. A disputa por entrevistas com pessoas que conheciam Elvis foi uma das mais acirradas da história e até telefonistas dos hotéis foram "compradas" por veículos como o ´Enquirer´, que enviou 16 repórteres para o lugar, todos munidos de notas de US$ 100 para ajudar na coleta de informações. A última foto tirada do cantor, na madrugada do dia 16, por um fã que estava na frente da casa, com uma câmera descartável, foi comprada pelo tablóide por US$ 10 mil. O ´Enquirer´ também comprou os direitos de exclusividade para uma entrevista com a noiva de Elvis, Ginger Alden, e conseguiu convencer um primo a tirar uma foto do.Elvis no caixão, por um cachê de US$ 75 mil. A imagem, publicada na capa do jornal, fez com que mais de 6,6 milhões de cópias desaparacessem das prateleiras - a maior tiragem da história da publicação. O primo caiu no ostracismo dos Presley. A família fez tudo o que podia para manter a imprensa longe dos detalhes da causa da morte e principalmente do velório, mas a filha de John F.Kennedy, Caroline, fez o serviço sujo que todos estavam esperando. Na época, ela estava trabalhando como estagiária do jornal nova-iorquino ´Daily News´ e conseguiu entrar na casa para o velório - sem avisar os familiares de que ela estava no local a trabalho. Ela acabou descrevendo em detalhes o clima do velório em um artigo para a revista ´Rolling Stone´. "Elvis estava inchado e não se parecia nada com ele", disse, para desgosto da família. A ´People´, que tinha como filosofia não veicular imagens de pessoas mortas em suas capas, mudou depois de perder a história mais importante da década. No aniversário de um ano da morte de Elvis, a revista fez um especial anunciado com destaque e, três anos mais tarde, quando John Lennon foi assassinato, a notícia também foi parar na capa. Dois anos depois, os canais de TV americanos passaram a explorar os mistérios em torno da causa da morte do músico, dedicando várias edições de programas investigativos às suposições que não foram confirmadas em 1977. Vinte e cinco anos depois, ainda é forte a corrente que acredita que Elvis não morreu. - Guto Barra, de Nova York - PLANET POP

http://mtv.uol. com.br/clube/ drops/2002080914 4917o.htm

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