Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2001, 11:19 - Conversar com artistas que já morreram é mais uma das novidades da Internet. Elvis Presley, por exemplo, dá plantão no site http:// elvis.Alicebot. Com, endereço no qual é possível trocar mensagens com o falecido rei do rock - e, de quebra, ouvir sucessos do cantor como Jailhouse Rock e All Shook Up em uma juke box virtual. Por mais bizarra que possa ser, não há nada de sobrenatural na história. Em sua "reencarnação" on-line, Elvis é, na verdade, um robô programado para responder a perguntas com uma miscelânea de frases recortadas de depoimentos e entrevistas do cantor e com algumas "liberdades artísticas" do programador, inseridas para dar um toque contemporâneo à fala de quem está ausente do planeta já há alguns anos. O robô falante, cujo nome em inglês foi abreviado para "chatbot", foi desenvolvido com o objetivo de atrair visitantes - e anunciantes - para os sites. Em entrevista à versão on-line do jornal inglês The Guardian, o Elvis virtual revelou que é fã das Spice Girls, que sua canção favorita é Suspicious Minds e que ele ainda é incapaz de resistir à comida dos fast-foods. Faz companhia a Elvis no além cibernético o John Lennon chatbot (http://triumphpc. Com/john- lennon), desenvolvido pela Triumph PC, de Washington. Ao Guardian, Lennon disse que não é lá grande admirador do Oasis e que, é claro, pensa em Yoko Ono o tempo todo. Naturalmente, os chatbots despertam polêmica. Para muitos, não passam de uma maneira de explorar ainda mais celebridades mortas - e envolver seus nomes em conversações estúpidas. Ante as críticas, o porta-voz da Triumph saca o manjadíssimo chavão: "só queremos homenagear nossos ídolos". ESTADO DE SÃO PAULO.
sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Dave Grohl vai tocar com Paul McCartney em Liverpool
Revista elege as '100 melhores músicas com guitarra'
músicas com guitarra" de todos os tempos.
As músicas escolhidas têm todos os ingredientes para o bom e velho
rock 'n' roll, que segundo a publicação são: "um riff irresistível, um
solo que te leva às alturas toda vez que você o ouve e uma melodia que
faz você ouvir a música várias e várias vezes".
A "Rolling Stone" afirma ainda que todas as canções escolhidas têm
"apetite, fúria, desespero, felicidade, tudo ao mesmo tempo em seus
acordes".
No topo da lista está "Johnny B. Goode", de Chuck Berry (1958),
seguida por "Purple Haze" de Jimi Hendrix (1967).
Confira abaixo a lista dos 20 primeiros e a lista completa aqui.
1- "Johnny B. Goode" - Chuck Berry (1958)
2- "Purple haze" - The Jimi Hendrix Experience (1967)
3- "Crossroads" - Cream (1968)
4- "You really got me" - The Kinks (1964)
5- "Brown sugar" - The Rolling Stones (1971)
6- "Eruption" - Van Halen (1978)
7- "While my guitar gently weeps" - The Beatles (1968)
8- "Stairway to heaven" - Led Zeppelin (1971)
9- "Statesboro blues" - The Allman Brothers Band (1971)
10- "Smells like teen spirit" - Nirvana (1991)
11- "Whole lotta love" - Led Zeppelin (1969)
12- "Voodoo child (Slight return)" - The Jimi Hendrix Experience (1968)
13- "Layla" - Derek and the Dominos (1970)
14- "Born to run" - Bruce Springsteen (1975)
15- "My generation" - The Who (1965)
16- "Cowgirl in the Sand" - Neil Young with Crazy Horse (1969)
17- "Black Sabbath" - Black Sabbath (1970)
18- "Blitzkrieg Bop" - Ramones (1976)
19- "Purple Rain" - Prince and the Revolution (1984)
20- "People Get Ready" - The Impressions (1965)
http://br.noticias. yahoo.com/ indepth/id_ musica.html
Promocao McCartney - E-bay!

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So don’t miss out on your chance to grab a glorious chunk of rock history and at the same time help fund humanitarian de-mining – BIDDING STARTS 9th June 2008.
Zac Efron poderá interpretar Elvis Presley

Zac Efron e Elvis Presley De acordo com o jornal National Ledger, Zac Efron, protagonista da série de filmes High School Musical, poderá interpretar o músico Elvis Presley no filme Feitiço Havaiano.O filme seria uma regravação do original de 1961, protagonizado pelo próprio Elvis. Feitiço Havaiano é uma comédia musical que conta a história de Chad Gates (Elvis), que acaba de sair do Exército e volta ao Havaí, sua terra natal. Chad achou que seu retorno seria uma grande curtição com seus amigos, garotas e sua prancha de surfe. Porém, seu pai quer que ele arranje um emprego na Companhia de Frutas do Havaí, o que não é nada interessante para o jovem rapaz. Para contornar a situação, ele arranja um emprego como guia turístico na agência da namorada. De acordo com uma pessoa do estúdio, Zac Efron estaria negociando sua participação no filme e que foi escolhido por ser perfeito para o papel por já ter provado saber cantar e interpretar, tanto no filme High School Musical como em Hairspray - Em Busca da Fama. Essa mesma fonte revelou que Efron é um ótimo surfista e quer gravar suas próprias cenas no mar.
as melhores casas de espetáculos de São Paulo
A votação continua no site da revista: http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/casas-de-show/enquete.shtml. Vote!
Homenagem a George
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Nas telas ou nos palcos, eles se dão é bem!

Por Maria Clara Matos
Há quem diga que como atores eles são ótimos cantores, mas o fato é que muitos dos "nascidos nos palcos" fizeram e fazem grande sucesso nas telas. Ultimamente, Will Smith vem dando o que falar em sua vinda ao Brasil. Carismático e bem-humorado, o agora mais conhecido como ator começou sua carreira como rapper - você se lembra do sucesso Gettin’n Jiggy Wit It? - e ganhou as telas.
Smith estreou nas telonas em 1992, em A Lei de Casa Dia. Em 1995, começou a chamar a atenção em Bad Boys, atuando ainda em MIB - Homens de Preto (1997) e Hitch: O Conselheiro Amoroso (2005), para citar alguns de seus sucessos. Em 2002 e 2007, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator pelos filmes Ali e Á Procura da Felicidade, respectivamente, pelos quais ganhou o reconhecimento da crítica especializada. Agora, em Eu Sou a Lenda, ele repete a dose.
A lista dos que se aventuram no mundo dos cinemas não é pequena, mas difícil não lembrar de figuras marcantes, como o cara de topete lustroso e calça boca de sino que arrasou o coração das garotas na década de 60. Elvis Presley participou de 33 filmes, desde musicais à dramas, como Ama-me com Ternura (1956), O Prisioneiro do Rock (1957) e Estrela de Fogo (1960) .
Outro que dançou no compasso de Hollywood foi Frank Sinatra. O dono de cobiçados olhos azuis, além de ser um dos ícones da música do século 20, atuou em mais de 50 filmes e chegou a receber um Oscar por sua atuação em A Um Passo da Eternidade (1953). Como uma fofoca não faz mal a ninguém, vale lembrar que Sinatra foi casado quatro vezes, sendo que dois casamentos foram respectivamente com as musas Ava Gardner e Mia Farrow, o que comprova o sucesso do astro também longe das câmeras.
A música pop também tem sua candidata a atriz. Don’t Cry For me, Argentina... Foi cantando essa música que a polêmica Madonna faturou o Globo de Ouro de Melhor Atriz, em 1997, por Evita. Mas a loira já havia estrelado outras produções como Procura-se Susan Desesperamente (1985) e Dick Tracy (1990). Além de atriz, Madonna também aventurou-se na direção em Filth and Wisdom, que foi exibido no Festival de Berlim 2007.
Outra material girl (sem comparações, por favor!) que resolveu dar as caras como atriz foi Britney Spears. A cantora atuou em Crossroads - Amigas para Sempre e quem apostava que depois do mau resultado do longa a garota desistiria das telonas, perdeu. Britney parece estar mais decidida do que nunca a investir em sua carreira de atriz. A popstar negocia sua participação em Memoirs of a Medicated Child, em que viverá uma mulher que luta pela guarda dos filhos, e até Quentin Tarantino já demonstrou interesse por sua atuação.
São muitos os que viveram seus dias de glória nos cinemas. David Bowie começou a fazer pequenas participações como ator nos anos 60, em filmes experimentais, e não parou. Em 1976, protagonizou O Homem Que Caiu na Terra, mas seu papel mais marcante foi como o vilão da fantasia Labirinto (1986). Bowie atuou também, entre outros, em Furyo, A Última Tentação de Cristo, Basquiat e O Grande Truque.
A quente Beyoncé também não poderia deixar de ser citada. A bela arranca suspiros nos palcos e nas telas e, por Dreamgirls - Em Busca de um Sonho (2006), recebeu duas indicações ao Globo de Ouro.
Descendo para o hemisfério sul, as terras tupiniquins guardam seus tesouros. No Brasil, o maior exemplo de cantor que conseguiu seu espaço em frente às camêras é o sambista Seu Jorge. Trabalhando como cantor desde 1997, quando lançou seu primeiro CD com o grupo Farofa Carioca, ele nunca teve grande reconhecimento. Isso mudou quando atuou como o Mané Galinha em Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles e Katie Lund. A partir daí, foi chamado para o longa americano A Vida Marinha com Steve Zissou, do aclamado diretor Wes Anderson, em que contracena com Bill Murray. Depois disso, Seu Jorge fez Casa de Areia e o inédito The Escapist.
Parece mesmo que os cantores têm uma quedinha pelas telonas. De um jeito ou de outro, esses astros sempre acabam dando um show, seja nos palcos ou nos cinemas.
Paul McCartney fará show gratuito em Kiev em junho
Paul McCartney tem um 'concerto de vingança' em Liverpool
Leilão
Welcome John Ira Shepherd Hanson

Beatles ganham mural em sua homenagem em Liverpool
Paul circula em público com namorada
29/05/2008 : - CELEBRIDADESPaul McCartney circula em público com namoradaDepois de travar uma longa batalha judicial com a ex-mulher, HeatherMills , no fim de março, e uma semana depois ser flagrado com NancyShevell, de 47 anos, no Caribe , Paul McCartney , 65, mostrou que onovo namoro pode ser sério. Segundo a edição online do jornalbritânico "Daily Mail", o ex-Beatle circulou em público pela primeiravez com a socialite americana, nesta quinta-feira, 29.Ele recebeu honraria de doutor pela Universidade Yale, em Connecticut,nos Estados Unidos, por sua contribuição na indústria da música.Porém, durante o evento, Nancy preferiu não ficar muito perto deMcCartney.http://www2. opopular. com.br/ultimas/ noticia.php? cod=353462
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Formação clássica do Pink Floyd pode se reunir novamente, diz
O guitarrista David Gilmour não descarta a possibilidade de mais um show da formação clássica do Pink Floyd, conforme declaração ao site da rádio 6 da BBC de Londres. Segundo o músico, a banda que um dia foi formada por Roger Waters (baixo e vocais), David Gilmour (guitarra e vocais), Rick Wright (teclados e vocais) e Nick Mason (bateria) ainda pode se reunir futuramente para alguma apresentação eventual, mas a possibilidade de uma turnê ou atividades de longa duração é remota.O músico também ressaltou que, devido à idade avançada, conquistou o direito de parar para refletir um pouco, antes de decidir sobre os próximos rumos de sua carreira.Surgido na efervescência do cenário psicodélico londrino dos anos 60, o Pink Floyd é um dos principais grupos da história do rock e já lançou álbuns clássicos como "Ummagumma" (1969), "Dark Side of the Moon" (1973) e "The Wall" (1979), entre outros.Waters deixou o Pink Floyd no começo dos anos 80 e em 1986 tentou abrir um processo contra os ex-colegas. Liderado por David Gilmour, o grupo alcançou grande popularidade ao revisar seu repertório com lançamentos ao vivo -- como "Delicate Sound of Thunder" (1988) e "Pulse" (1995) -- e também com eventuais trabalhos de inéditas, como "A Momentary Lapse of Reason" (1987), "The Division Bell" (1992), entre outros.A única vez que a formação clássica da banda se reuniu foi em 2005 no Live 8, em Londres. Em 2007, os integrantes do Pink Floyd se apresentaram em Londres em um show de tributo ao fundador do grupo, Syd Barrett, morto em 2006, mas o baixista Roger Waters optou por fazer uma apresentação à parte.
Filme mostrará o homem por trás do mito de Elvis
Capa do livro, inéditono mercado brasileiroDa Redação http://www.cineclick.com.br/
De acordo com a Variety, os produtores David Permut (Charlie Bartlett) e Steve Binder compraram os diretos de adaptação do livro The Colonel: The Extraordinary Story of Colonel Tom Parker and Elvis Presley, escrito por Alanna Nash em 2003.A dupla desenvolverá o longa-metragem The Colonel, tendo como base o livro que conta a história do homem misterioso que se reinventou para ser a figura por trás da fama de Elvis Presley. Tom Parker, que costumava promover artistas de circo, transformou a carreira do Rei do Rock, fazendo com que Elvis se tornasse famoso com sua música e também no cinema
terça-feira, 27 de maio de 2008
Paul recebe título de doutor
26/05/2008 - 18h30McCartney recebe título de doutor honorário de YalePublicidadeda Efe, em WashingtonA Universidade de Yale concedeu a Paul McCartney, 65, o título dedoutor honorário de música, por considerar que o ex-Beatle despertoutoda uma geração com suas canções. A instituição de ensino afirma que McCartney merece este título porquenão há ninguém comparável com o compositor.O músico, indica a universidade situada em New Haven, no Estadoamericano de Connecticut, fez com que muitas pessoas escrevessemcanções com um som fresco de rock e rhythm and blues.Outros novos doutores honorários de Yale são o arquiteto argentinoCésar Pelli, e a ex-representante de Comércio dos Estados Unidos CarlaHills.O astrônomo britânico Martin Rees e o poeta John Lawrence Ashberytambém foram homenageados pela universidade.http://www1. folha.uol. com.br/folha/ ilustrada/ ult90u405600. shtml
Filme focará anos militares de Elvis

Capa de Sergeant Presley: TheUntold Story of Elvis' Missing Years De acordo com a Variety, a nova produtora cinematográfica norte-americana Cinema League comprou os diretos de adaptação do livro Sergeant Presley: The Untold Story of Elvis' Missing Years, escrito por Rex e Elisabeth Mansfield, com contribuição de Marshall e Zoe Terril. Os Mansfield acompanharam Elvis Presley durante suas viagens pela Alemanha entre 1958 e 60, a serviço do exército norte-americano. Inclusive, na época, Elisabeth teve uma ligação amorosa com o cantor, de acordo com os autores.De acordo com Milo Vrana, diretor da produtora, o filme focará o treinamento militar que Elvis teve no Estado do Texas e sua viagem à Alemanha, quando conheceu Priscilla Beaulieu, que, mais tarde, tornou-se sua esposa.As filmagens estão previstas para começar no fim de 2007, basicamente em locações alemãs. A equipe da produção ainda não definida.
Leiloadas 24 roupas de "Tony Soprano" com fins beneficentes
domingo, 25 de maio de 2008
Música Medieval
Melodia, um instrumento de fé
O cristianismo mostrou ao homem um mundo interior que ele desconhecia, e essa revelação transformou a sua visão de si mesmo, bem como a sua posição face às coisas.
Movidos por esse novo modo de ser, os primeiros cristãos desenvolveram sua própria arte com o objetivo de exteriorizar não somente sensações, mas sentimentos de integração religiosa. Esta ideologia que se generalizou nos séculos iniciais da Idade Média foi a causa de origem da monodia cristã. Os Hinos e Cânticos da nova concepção musical inspiravam-se nos Salmos da Bíblia. Solo e Coro, ou Coros alternados, dialogavam nas orações musicadas, sendo que a participação de um dos grupos vocais às vezes não ia além dos "aleluias" e "améns" que marcavam o fim de cada passagem. Aos poucos, formaram-se artistas profissionais que aperfeiçoaram o canto das melodias.
A princípio, dividiram o texto em sílabas, atribuindo apenas um som a cada uma delas (canto silábico). Mais tarde, por influência da música oriental, as sílabas já reuniam vários sons, enriquecendo-se com um ornamento vocal (melisma).
Os grandes centros da Igreja - Bizâncio, Roma, Antioquia e Jerusalém - eram também os grandes centros da música, cada qual com sua liturgia musical particular.
No século IV, em Milão, Santo Ambrósio criou um estilo que tomou o seu nome - ambrosiano. Na mesma época, Santo Hilário compunha na França uma música de características diferentes -, o chamado estilo galicano. E três séculos depois, na Espanha, Santo Isidoro seguiria uma terceira tendência - o estilo moçárabe. Contudo, foi em Roma que se estabeleceram os padrões que deram ao canto litúrgico da Igreja Romana uma forma fixa. Quem os organizou foi o fundador da Schola Cantorum, Papa Gregório Magno - o que explica o nome de Canto Gregoriano com o qual se tomou conhecido esse gênero musical. Caracterizava-se por uma melodia linear e plana - o "cantus planus". Por isso chamaram-no também, mais tarde, de cantochão.
"Ars Antiqua"
Ao longo dos séculos e sob a influência de novas maneiras de cantar, o Gregoriano se modificou, mas conservando o seu caráter monódico, uma vez que ele favorecia a concentração religiosa.
No século XIII, certos contracantos clandestinos se infiltraram na melodia tradicional, subvertendo a liturgia que fixava os Tons da Igreja. Com reprovação, os religiosos viram também que sua música começava a denotar traços da criação musical erudita que se cultivava nos castelos e até das canções populares dos aldeões. Livre da rigidez litúrgica, esta música profana que podia reunir várias melodias no mesmo canto era uma escapada na direção da polifonia. E o povo, ajudado pelos trovadores, acabaria impondo sua fusão com o canto tradicional.
Apesar de todos os progressos feitos no campo musical durante esse período, a história registrou-o com o nome de "Ars Antiqua".
Na verdade, ao fim do século a música já era uma arte nova. Grande parte dos avanços da "Ars Antiqua" deve ser atribuída ao Mestre Leoninus e a seu aluno, Perotinus, que trabalhavam na Catedral de Notre-Dame, em Paris. Mas esses dois compositores, assim como outros da Idade Média, não puderam ir muito longe, tolhidos pela precariedade dos meios de escrita musical. Havia sistemas de notação, mas eram ruins. O primeiro que apareceu baseava-se no alfabeto: as sete primeiras letras representavam os sete sons da escala, começando pela nota lá.
Depois, criaram-se os neumas, sinais oriundos dos acentos grave, agudo, circunflexo, e do ponto. Porém a notação neumática tinha o defeito de não indicar a altura nem a duração dos sons. Melhor que ela, era o método do monge Guido d'Arezzo (995-1050), que adotou uma pauta de quatro linhas e definiu as claves de fa e dó para registrar a altura dos sons. Além disso, d'Arezzo deu nome às notas, tirando as sílabas iniciais de um hino a São João Batista:
UT queant laxisREsonare fibrisMIra gestorumFAmuli tuorumSOLve pollutiLAbii reatumSancte Ioannes
Para que possam ressoar as maravilhas de teus feitos com largos cantos apaga os erros dos lábios manchados Ó São João.
(O UT mais tarde passou a chamar-se Dó. Mas não se sabe quem o batizou, assim como se ignora quem foi o padrinho do Si).
O Mensuralismo, inventado por Walter Oddington e Franco de Colônia no século XII, também ajudou a evoluir a técnica musical. Era um sistema que permitia medir o tempo sonoro, determinando uma duração específica para cada nota (breve, semibreve, mínima, semínima, etc.).
A Novidade da "Ars Nova"
Quando nasceu, na França, a polifonia erudita consistia numa forma bastante simples de tirar efeito de um som contra outro. Mas esse jogo de "punctus contra punctus" - o contraponto - facilitou a criação de novas formas vocais, como o Motete, o Conducto e o Rondó. Era uma .música diferente que se articulava. Receberia o nome de Ars Nova.
O grande teórico da Ars Nova foi o Bispo Filipe de Vitry. Entretanto muitos outros também cuidaram de dar precisão matemática às regras do canto coral, tornando já conscientes certas combinações harmônicas. Sem poder competir com as inovações da música profana, o canto católico se encerrou nas igrejas. Esse recolhimento não o prejudicou: ao contrário, foi a partir de então que ele se desenvolveu numa forma de expressão litúrgica, a Missa. Graças a ela, ganharam evidência os organistas e mestres de capela.
E ganhou celebridade um compositor - Guillaume de Machaut (c. 1300-1377). Poeta da corte francesa de Carlos V, criador de cantigas e baladas profanas, Machaut escreveu a Missa da Sagração, que é considerada até hoje uma obra-prima.
Contudo, o verdadeiro espírito da Ars Nova do século XIV se revela é na fusão da música erudita com a popular. Compositores também notáveis desse período foram Jacopo da Bologna, Gherardello da Firenze, Witzlav von Ruegen, Francesco Landino, Giovanni da Cascia, Jean de Grouchy, Jean de Garlande e Johannes Ciconia.
sábado, 24 de maio de 2008
Novo hotel temático movimenta Las Vegas
As cinzas de Elvis, 30 anos depois
Quinta-Feira, 16 de Agosto de 2007 - Coletâneas em CD e filmes em DVD lembram o cantor, que alguns acreditam estar vivo na Argentina - Há quem ainda duvide, mas hoje se completam 30 anos da morte do ''''rei do rock'''' Elvis Presley (1935-1977). E daí? A história, todo mundo que se interessa já conhece: a revolução sonora e comportamental, o envolvimento com drogas, a desilusão com a vida, o paladar de gosto duvidoso (bem como os figurinos), a despedida prematura. A voz e as canções continuam fazendo novos fãs e consolando os antigos por todo o mundo. Os negócios vão bem, como sempre. Um seguidor americano do cantor até comprou uma casa de veraneio que Elvis tinha em Palm Springs, Califórnia, e planeja transformá-la em atração turística, para competir com a famosa mansão Graceland, situada em Memphis, Tennessee. A combalida indústria fonográfica nem tem mais o que explorar em mais uma efeméride. Afinal, mesmo que ainda houvesse o que extrair das cinzas do mito, se fosse bom já não estaria mais enterrado. As últimas investidas certeiras foram dois bons remixes de canções obscuras. A Little Less Conversation, turbinada pelo DJ Junkie XL, chegou ao topo das paradas de singles e caiu muito bem nas pistas em 2002. No ano seguinte, Rubberneckin' ''', foi revigorada por Paul Oakenfold e também teve boa repercussão. No mais, são coletâneas e coletâneas, como Elvis The King, que a Sony/BMG lança esta semana no Brasil. Só que a versão nacional, com míseras e óbvias 14 canções que fizeram sucesso por aqui, é bem inferior à que foi lançada no exterior, em CD duplo com 52 faixas. Outro que também chega às lojas brasileiras é o registro de um show de 1972 em Las Vegas. Vários filmes estrelados pelo ídolo roqueiro estão disponíveis em DVD, como a caixa que reúne as aventuras Garotas!, Garotas!, Garotas!, O Seresteiro de Acapulco, Meu Tesouro É Você e No Paraíso do Havaí.Elvis É Assim também volta em ''''edição especial'''' em DVD duplo. Outro box, Coleção Hollywood, reúne outros dois musicais (O Prisioneiro do Rock, Viva um Pouquinho, Ame um Pouquinho) e a cinebiografia Elvis - O Ídolo Imortal (de 1981). Em mais uma biografia, Elvis: Coração Solitário (sem previsão de sair no Brasil), o autor Javier Márquez afirma: ''''O mito de Elvis tinha matado a pessoa antes de seu próprio falecimento. '''' Especulações mirabolantes sobre a permanência do cantor entre os vivos ainda se propagam mundo afora, tanto quanto a infinidade de imitadores patéticos. Recentemente a versão latino-americana da revista Rolling Stone publicou uma reportagem sobre mais uma dessas teorias conspiratórias. Testemunha de atividades ilegais de certas celebridades americanas (incluindo o então presidente Richard Nixon), Elvis teria sido morto ''''oficialmente' ''' para ter a vida salva, e enviado com pseudônimo pelo FBI para Buenos Aires, Argentina, onde vive até hoje aos 72 anos. Ah, fala sério!!!
Os Dez Mais
ELVIS PRESLEY (1956): Fundamental para entender por que é rei. Foi o primeiro disco de rock a entrar no topo das paradas americanas. Deu o primeiro milhão à RCA. Blue Suede Shoes, I Got a Woman, Tutti Frutti, Money Honey, Blue Moon. A DATE WITH ELVIS (1959): Gravado pouco antes de se alistar, tem inspirados momentos da primeira fase de Elvis (para muitos, a inspiração acabou quando ele voltou do Exército). Baby, Let''''s Play House, You''''re So Square, Young and Beautiful e Is it So Strange. ELVIS IS BACK (1960): Elvis mais dedicado ao trabalho de cantor, mais para Frank Sinatra do que para Little Richard. Um trabalho excepcional. Elvis tinha a voz. Reconsider Baby, Fever, Make me Know It. HIS HAND IN MINE (1960): Seu primeiro disco totalmente gospel. Com arranjos simples, poucas invenções, só a voz de Elvis é o que importa. Destaque para Joshua Fit the Battle. FROM ELVIS IN MEMPHIS (1969): Depois de 14 anos sem gravar em Memphis, Elvis mergulha no lamento negro. Flerta com a política em It the Ghetto, solta a voz em Long Black Limousine e Only the Strong Survive. ELVIS IN PERSON (1970): O melhor disco ao vivo de Elvis. Mistura Suspicious Minds com Mystery Train e My Babe com Johnny B. Goode e Hound Dog. PROMISED LAND (1975): O último álbum importante lançado por Elvis em vida. Versões apaixonadas de It''''s Midnight e a bela faixa-título, composta por Chuck Berry. ELVIS COUNTRY (1971): Aqui, ele mergulha no repertório que costumava cantar quando era criança, adolescente. Emociona em Snowbird e Faded Love. THE SUN SESSIONS (1987): Lançado dez anos depois de sua morte, essa coletânea traz o melhor e o mais completo material realizado por Elvis Presley na gravadora Sun. TIGER MAN (1998): Trinta anos depois da lendária apresentação no Comeback TV Special, o show foi lançado em CD. É aquele, com Elvis de couro negro, ao lado de Scotty Moore e DJ Fontana, reencontrando clássicos como Heartbreak Hotel, That''''s All Right, Blue Suede Shoes, Love Me Tender. Valor histórico. ESTADO DE SÃO PAULO.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Polônia acha 3 partituras atribuídas a Mozart
Segundo informou nesta sexta-feira o jornal "Polska", o professor Remigiusz Pospiech, que conduziu as pesquisas em Jasna Gora, está convencido de que Mozart é o autor das obras, no entanto, isso ainda deve ser confirmado por especialistas internacionais.
De acordo com o jornal, trata-se de três composições não incluídas no catálogo geral de todas as obras de Mozart, elaborado por Ludwig von Köchel. Entre elas aparece também uma ária para soprano acompanhada de clarinete e orquestra.
No arquivo musical do santuário, encontram-se 2.000 manuscritos musicais que séculos atrás eram usados pela capela dos frades paulinos.
Entre as obras, figuram também as cópias de 18 partituras manuscritas que levam o nome de Mozart colocado por copistas.
Apenas 15 destas obras são conhecidas enquanto as três remanescentes não aparecem no catálogo das obras atribuídas ao compositor.
Fonte: Folha OnLine - 23/05/2008
David Bilger
Técnica
A técnica pode ser dividida em 6 principais categorias: sonoridade, articulação, flexibilidade, agilidade, extensão e resistência. O que se segue são idéias e exemplos de exercícios e estudos que pode ser utilizada para melhorar estas habilidades necessárias para um trompetista. Idéias sobre aquecimento e rotinas serão oferecidos mais tarde.
Som: Uma boa sonoridade no trompete é uma combinação de uma embocadura funcional e a utilização adequada do ar. Assim, os seguintes exemplos irão concentrar-se na melhoria da resistência e do foco ou fluxo de ar (ou ambos!!!).
1 - Notas Longas: Tocar sustentando notas de pelo menos 12 batimentos em quatro = 60 certificando-se de que o som é bom e estável. Continue com a mesma sensação de fluxo de ar que você obteve com as notas longas enquanto toca Herbert L. Clarke Technical Studies (# 1-5). Chamo isso de "movendo notas longas". A idéia é manter o livre fluxo do ar que nós conseguimos com as notas longas. Também usar para Schlossberg Daily Drills e Claude Gordon Systematic Approach to Daily Practice.
2 - Estudos de Fluência: Estes também poderiam ser chamados estudos líricos. Assim como nós falamos sobre como manter o fluxo do ar no referido "movendo notas longas", praticando estudos de fluência continua a reforçar a idéia de sempre usar o ar suficiente. Materiais de uso para este fim são Stamp Warm - até Studies (também usada para notas pedais), Concone Lyrical Studies, Bordogni 24 Vocalises (também usado para a transposição), e Cichowicz Trumpet Flow Studies.
3- Notas Pedais e Bends: Utilizando as notas pedais e os bends podem-se reforçar a embocadura. Exercícios de notas pedais do Stamp Warm - de Estudos e Gordon Systematic Approach ao Daily Practice são um bom modo para começar. Bend será discutido em profundidade na classe, e exemplos podem ser encontrados no adendo.
4- Buzzing: Todos os estudos anteriores podem ser feitos com o bocal. Buzzing é uma parte importante do desenvolvimento saudável, porque obriga o trompetista a concentrar-se nas notas, em vez de basear-se no trompete para fazer isso para você.
Articulação: é uma combinação de equilíbrio adequado entre a língua e o ar. Ao praticar a articulação, um trompetista sempre deve concentrar-se em uma flutuação da língua sobre uma base de ar e, em seguida, trabalhar a língua em uma posição e uma movimentação fácil. Articulação simples e dupla são a base de todas as articulações, e deve ser praticado independentemente uma da outra. Sem uma rápida articulação simples, um bom triplo não é possível. Não há nenhum substituto para a prática de articulação. Seguem - se sugestões de exercícios, mas literalmente cada texto tem uma seção sobre articulação. Tente Charlier 36 Etudes (# 14, 16, 22, e 25), Goldman Practical Studies (1-4), e a maioria do livro Arban.
Flexibilidade: engloba todos os aspectos de tocar trompete, especialmente articulação e extensão. Exercícios de flexibilidade de lábios são realmente exercícios para a língua, uma vez que usa-se a língua para produzir as notas. O livro Arban é uma boa prática, mas outros materiais incluindo Colin Lip Flexibilities, Schlossberg Daily Drills e Irons 27 Grupos de Exercícios.
Agilidade: Agilidade na verdade refere-se à rapidez de um trompetista entre os dedos e cérebro. Incluído neste tópico está treino de habilidades, estudos de transposição e leituras.
1 - Habilidade com os dedos é extremamente importante, e muitas vezes esquecida. Para melhorar a habilidade, recomendo praticar grandes e pequenas escalas, cromática escalas, arpejos do Arban Complete Method. Nada pode substituir esses estudos. Outras fontes de melhorar a agilidade com os dedos são Nagel Speed Estudos e Vizzuti avançada Etudes.
2 - Transposição é uma habilidade necessária para qualquer trompetista profissional que tenha objetivos. É também um dos mais esquecidos, pois é muito trabalho e é não tem resultado a curto prazo. Comece com o Caffarelli 100 Studi Melodici e Bordogni 24 Vocalises, e mude para o Sachse 100 Etudes. Esteja ciente de que a transposição requer um investimento constante de longo prazo do seu tempo (anos!), E não deve ser menosprezada.
3 - Leitura a primeira vista é uma habilidade que pode ser praticada numa base diária. Pegue qualquer novo, velho ou desconhecida peça de música, e logo você terá uma leitura. Leia duetos com um amigo, ou um desafie - se apenas por diversão. Hickman Music Speed Reading é um texto de qualidade com dicas sobre como melhorar suas habilidades, como é Dufresne Develop Sight Reading.
Extensão: extensão (tanto aguda e grave) são funções de força na embocadura, posição da língua, fluxo de ar, e centragem. Muitos exercícios já discutido aumentarão a extensão, tais como notas pedais, bends, os estudos de flexibilidade, estudos de fluência, etc. Tente praticando ligaduras de oitava enquanto certifique-se de mudar o seu som de vogal Ah! para Eeee! partindo do grave para o agudo. Certifique-se de não usar demasiadamente pequenas ou grande pressão no registro agudo. Lembre se, se você não praticá-lo, não poderá fazê-lo -- o que se aplica às notas agudas também. Algumas coisas estão na prática de Stamp Warm - até Studies, Gordon Systematic Approach ao Daily Practice, Smith Top Tons, e Vizzuti Advanced Etudes.
Resistência: Como no caso da extensão, a resistência também é uma combinação de muitos dos temas já abordados e ajudará com a prática dos mesmos estudos. As duas outras coisas que vão mais rapidamente melhorar a resistência será a eficiência e a prática.
1 - Eficiência é uma necessidade para qualquer músico de metal. Tocar o trompete é muito físico e tocar eficiente irá reduzir as exigências sobre o trompetista. Eficiência pode ser alcançada pela atenção dos seguintes procedimentos:
A. Utilize sempre um bom volume de ar e de alta velocidade.B. Sempre toque com o conjunto de sua embocadura.C. Não use pressão excessivaD. Pratique com a parte superior do corpo relaxada.E. Sempre pense no que está fazendo enquanto toca
2 - Prática de Dinâmica é outra parte de tocar trompete que é muitas vezes esquecida. Lembre-se, quando praticado em níveis de dinâmica muito forte, sempre mantenha seu som sem distorção e nunca cause dor física sozinho. Não aplique pressão excessiva! Trechos Orquestrais são uma boa fonte para essa prática, como são também os Brandt Orchestral Etudes. Talvez o melhor recurso para a prática de dinâmica é o Schilke Power Exercises. Pratique 5 minutos destes no dia e será tudo o que você precisa para desenvolver a força necessária para aumentar a resistência.
Notas sobre Aquecimento
A primeira e talvez a mais importante parte da prática é o Aquecimento (Warm-Up). Aquecer é algo pessoal e toda as pessoas acatam a experiência com o que funcionam para eles, mas a seguir, algumas idéias e orientações para estabelecer o seu próprio aquecimento.
Pense no período de aquecimento como tendo dois objetivos principais, sendo o primeiro o de despertar o seu cérebro e o segundo a prática dos conceitos básicos da técnica. O aquecimento deverá iniciar-se lentamente e em seguida, passar a incluir os seis aspectos da técnica como discutido anteriormente. Naturalmente a prática específica dos problemas que você tem para tocar, mas uma certa quantidade de todas as técnicas devem ser abrangidas na primeira sessão do dia.
Eu gosto de começar com Clarke Estudos Técnicos e Cichowicz Trumpet Flow Studies. Até o momento tenho tocado uns 5 ou 10 minutos, tendo conseguido a primeira parte do meu aquecimento. Às vezes eu continuo com Stamp Warm - até Studies, que eu uso como um "centro médico" se eu sentir que preciso.
Então eu continuo com Ray Mase's 10 Semana Practice Routine, que é uma mera compilação de treinos técnicos de várias origens. Acredito que o livro de Ray é um excelente exemplo de como criar um aquecimento.
Sessões de práticas adicionais devem ser dedicadas a praticar fraquezas, aprendendo novos estudos, trechos, solos e outras peças. Não importa o que você está praticando, o seu metrônomo deve estar sempre acessível, já que ele pode atuar tanto como o "policial de ritmo" ou "treinador". O metrônomo pode ajudá-lo a se tornar consciente de inconsistências no seu ritmo e também ajudar na sua formação, tornando-lhe as coisas que em prática são mais difíceis, de modo que pareçam fáceis.
Outro aparelho que deve ser usado é o afinador, de modo que você crie o hábito de tocar afinado com você mesmo. É impossível para qualquer um tocar afinado com outro músico, se não puderem tocar afinado com ele. O afinador não mente!
Chris Gekker (American Brass Quintet) escreveu sobre prática, "cada músico, não importa quão bom, comete erros, mas muito melhores são os resultados quando fazem as duas coisas: que não tolerá-los em sessões de práticas, corrigindo o menor dos acidentes (também praticando com concentração e lentamente o suficiente para que os erros não sejam aprendidos); e na performance, reagem a qualquer erro imediatamente elevando seu nível de energia e concentração, permanecendo tranquilo e agressivo".
Estudos devem ser uma parte da sua prática diária e uma boa maneira perfeita de aborda-los é um por semana. Há infinitas fontes para estudos, mas alguns dos meus favoritos são Arban 14 Characteristic Studies, Charlier 36 Etudes, Bitsch 20 Etudes, Brandt Orchestral Etudes, Gates Odd Meter Etudes, Reynolds 48 Etudes, Wurm 40 Studies, e Longinotti Estudos em Clássica e Moderna Style. Seu professor será capaz de lhe dizer quais os livros são mais adequados para o seu nível e trompetistas de nível profissional vão beneficiar-se de todos os livros acima mencionados.
Os outros conselhos que tenho sobre praticar é investir na formação do seu ouvido e da alma. Cada músico precisa desenvolver uma compreensão sobre qual é o papel do trompete em cada peça da música, bem como para compreender quais emoções da música está a tentar exprimir. A melhor maneira de conseguir isso é ouvir todos os tipos de música e todas as oportunidades que você tenha como experiência e como um artista em seu instrumento. Técnica desenvolvida é um meio, mas não o fim!
Acima de tudo, manter-se praticando, manter-se a melhorar, e lembre-se de que somente você é responsável pelo que toca!
Notas sobre Performance, Recital e Equipamento
Cada situação de performance coloca exigências especiais e exclusivas em cima de um intérprete. Eu identifico seis maneiras em que você pode atender a esses pedidos, independentemente do estilo de música ou desempenho situação. O que se segue são habilidades que você deve desenvolver para atingir excelentes apresentações.
1. Pratique sua parte. Minuciosa prática, não só aumenta suas chances de acertar as notas certas, mas vai adicionar ao seu condicionamento físico. Seu cérebro pode aprender os ritmos próprios de cada passagem difícil.
2. Aprenda a música. Todo bom intérprete compreende o estilo da peça, assim como ter um sentimento sobre o que o compositor estava a tentar dizer com a música. A música pode realmente ajudar a abordagem técnica também.
3. Comunicação com os colegas. Comunicação é o que tem tudo a ver com desempenho. Nós nos comunicamos com o nosso público, através do conteúdo da música, mas é mais importante, comunicar-se com os músicos com quem partilhamos o palco. Isso é realizado por ouvir (os outros músicos do que você mesmo!), Líder quando necessário, movendo seu corpo para ditar entradas e ritmo, e contato visual -- ambos com outros músicos e maestro.
4. Ter reação. Todo bom músico deve ouvir e reagir à afinação, conjunto, e estilo; especialmente articulação, comprimento de nota etc.
5. Concentrado em todos os momentos. A maior parte dos erros que ocorrem na performance são resultado de uma falta de concentração. Cada músico deve desenvolver alguns truques que possam usar para concentrar-se quando perdem a atenção.
6. Tocar com confiança. Tocar com confiança resulta em uma boa utilização do ar e melhor técnica e é o primeiro passo para prevenir e melhor o nervosismo. A crença nas suas habilidades (combinado com uma boa preparação) irá percorrer um longo caminho para eliminar as reações do nervosismo.
A maioria dos concertos que participamos já estão previstas para nós. A única grande exceção é o recital individual. Recitais podem ser exigidos por uma universidade ou conservatório de graduação, ou eles podem ter fins lucrativos ou apenas por diversão. Não importa qual a finalidade do recital, uma questão fundamental permanece: Como é um programa para ele?
1. Antes de mais nada, é importante definir o propósito do recital. Trata-se de educação, um concerto pago ou simplesmente para o gozo de amigos e familiares.
2. Compreender o seu público alvo, as suas circunstâncias especiais e expectativas, ou se é um recital de estudante, o que é que vai ter a ganhar com a experiência.
3. Faça uma lista de possíveis repertórios com tempo de cada peça, e não se esqueça de escolher músicas que você gosta. Eu sempre faço três listas separadas: peças já aprendidas, peças em fase de aprimoramento e peças que se deve aprender, mas ainda não são. Assim que tiver essas listas, você pode selecionar a partir delas para construir um programa viável.
4. Selecione uma peça forte para abrir o recital. Prefiro algo um pouco rápido ou algo para piccolo. Em seguida, selecione o seu fechamento. Eu penso em algo um pouco mais leve ou uma peça de câmara e em seguida, seleciono as grandes obras (Sonatas ou Concertos). Finalmente eu pego para preencher, poucas peças que irão proporcionar contraste e repouso.
5. Anote algumas potenciais ordens de concerto, tendo em conta a forma como as peças fluirão de uma para a outra, que tipo de exigências de resistência que colocam sobre você, a colocação das peças especiais (ou seja, piccolo), a logística e, principalmente se houver mudanças de fase envolvidas.
Tempo total do Recital (30 minutos)
Abertura Transição (Contraste) Concerto ou Sonata
Intervalo
Concerto ou Sonata - peça de descanso (Constraste)
Encerramento
Recital ( tempo total - 35 minutos)
Abertura (contraste)
Grande Peça (Sonata ou Concerto)
Encerramento
Equipamento é o mais pessoal e o mais controverso aspecto de tocar trompete. Eu não digo a ninguém o que usar para tocar, mas posso dar alguns conselhos gerais. Lembre-se que quando você está mudando para algo novo, que deve sempre imediatamente ter um som melhor do que o seu antigo equipamento. A idéia de "trabalhar para ela,"não é correta. Pode haver um ajustamento ao longo do tempo, mas deve haver algumas melhorias imediatas. Certifique-se de tocar o seu novo equipamento em duas salas diferentes e sempre tocar para outros músicos. Seus ouvidos podem tomar algo no som que você não pode ouvir de seu lado da campana. Aqui estão algumas outras idéias:
1 - Identificar suas necessidades. Vocês exigem uma configuração para um determinado estilo ou de emprego, ou o que você precisa fazer é algo mais versátil? O seu cérebro tolerará a mudança de equipamentos para diferentes repertórios? Vocês precisam de mais de uma configuração para atender as suas necessidades? Ao responder a estas questões, você pode restringir suas opções possíveis.
2 - Há tendências gerais em cada tipo de trompete. Para trompete Bb, a maioria das pessoas usam médio grande furo. O peso da campana é uma questão de gosto. Trompetes em C são geralmente grandes furo. Muitos trompetistas estão ficando fora, tentando tocar muito escuro e sacrificando os agudos. Para meu ouvido, isso então já não é um verdadeiro som de trompete. Para os pequenos trompetes, olhar para a qualidade do som, resposta e facilidade de tocar os agudos.
A maioria dos trompetistas gastam muito tempo (e dinheiro) selecionando bocais. Eu toco com 1 1 / 4 C (ou 1 1 / 2 C ou 1B), e descobri que a maioria dos trompetistas são a favor desta dimensão de bocal. A melhor idéia é tentar uma grande variedade de bocais tendo em mente as seguintes idéias:
A. Profundidade do copo e da borda afetam a resposta da extensão e som. Uma taça demasiadamente profunda resulta numa fraca extensão aguda, lenta resposta, som morto. Também, uma taça rasa tende a enfraquecer a extensão grave e obtém um som pequeno
B. O tamanho e borda do aro deve caber sua estrutura facial e a forma dos seus dentes, e ter em conta a quantidade de pressão que você usa. Também, uma borda plana ou atenada sensivelmente será lenta a resposta e um aro muito fino diminuirá a resistência.
C. A abertura do backbore e da garganta aumentam o volume do som, mas pode destruir o foco do som e da flexibilidade. A maioria dos trompetistas de orquestra abrem os seus bocais.
5. Surdinas são muitas vezes um aspecto esquecido de um trompete.
Todos os trompetistas devem possuir uma ampla variedade de surdinas e ser seletivo sobre a sua utilização. Tenho metálicas e macias straights. Há tempos atrás todas úteis. Certifique-se da sua prática com surdinas, porque "se você não praticar, você não poderá reproduzir."A harmon sem o copo também pode ser uma ferramenta eficaz.. Tente praticar estudos mantendo o timbre (a quantidade de buzziness) a mesma sempre.
6. Outros acessórios que deverá ter são:
A. Óleo - Certifique-se de nunca misturar óleos de válvula. Alguns são incompatíveis e pode seriamente danificar suas válvulas.
B. Limpeza - escova de bocal e serpente. Ela também ajuda se você usá-las.
C. Graxa - Eu uso Vaselina nas minhas bombas.
D. Lápis e borracha.
E. Aspirina (para dor de cabeça e como um anti-inflamatório para os lábios)
Tradução: Bruno Garcia Fermiano
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Hanson na rádio CHML com Bob & Shiona
os meninos dando uma entrevista no Canadá esta semana quando estiveram lá para um show.
domingo, 18 de maio de 2008
Viúva de Harrison quer reencarnar com ex-Beatle
_*Viúva de Harrison quer reencarnar com ex-Beatle*_A viúva de George Harrison, Olivia Harrison, espera reencontrar- se com seu marido através da reencarnação, de acordo com a Reuters.Olivia tem colaborado com um jardim especial para o próximo "Britain's Chelsea Flower Show" em memória de George, que era um grande fã do evento anual, assim como seu amigo Beatle Ringo Starr. Olivia disse que mesmo sete anos após a morte de George, ela sente sua presença no festival de flores, explicando, "Sempre que eu vou lá penso que ele vai surgir por trás de um arbusto, como ele costumava fazer."Ela continua dizendo, "Eu verei George de novo? Eu tenho esperança em algo que Michael Palin (do Monty Python) disse uma vez, que é que a idéia de ver George de novo, por outro lado, faz a idéia de morte muito mais interessante. Tudo que sei é que George dedicou muito de sua vida a conseguir um bom final, e eu não tenho dúvida que ele teve sucesso".Olivia continuou falando sobre sua crença e de George em reencarnação: "O ponto principal da meditação é para ter a experiência que você vai ter quando deixar seu corpo, então quando isso acontecer de verdade, você estará familiarizado com essa transição e pensa, 'Ah sim, eu conheço esse lugar.' Então sim, eu devo dizer que eu gosto da idéia, efetivamente da possibilidade, que um dia ele e eu poderemos outra vez flutuar na corrente do tempo".Olivia disse que alguns críticos e fãs interpretaram mal as letras espirituais de George como sendo tão sérias que elas beiravam a pregação. Olivia disse que George frequentemente usava suas músicas como sua própria forma de orientação espiritual: "Ele também escreveu essas coisas pra lembrar a si mesmo. As pessoas as vezes o acusaram de pregar (risos). Mas você sabe, ele estava realmente pregando para ele mesmo. Ele não estava tentando dizer, 'Você, seja assim porque eu já sou assim.' Não, ele estava sempre tentando lembrá-lo. E é essa a razão por que ele gostava tanto da Índia, porque ele dizia que, 'Em qualquer lugar que você fosse, havia um lembrete.'"O Jardim Memorial Harrison é chamado "From Life To Life" (De Vida a Vida), como uma frase na música dos BEATLES "It's All Too Much", com inauguração no festival na próxima semana. O jardim é patrocinado pela "Material World Charitable Foundation" ("Fundação de Caridade Mundo Material"), da família Harrison.
Shakira faz show beneficente em Buenos Aires
da Efe, no México
Quase 30 vozes da música latina se uniram na noite deste sábado e madrugada de domingo perante 380 mil pessoas nos concertos simultâneos da América Latina em Ação Solidária (Asas) no México e na Argentina, com Shakira e Miguel Bosé como arautos contra a pobreza infantil.
A aliança beneficente --integrada por artistas, intelectuais e empresários ibero-americanos-- procurou conscientizar o público que 32 milhões de menores de seis anos da região vivem na pobreza.
Em Buenos Aires as crianças foram as estrelas de um show presenciado por 180 mil pessoas desde a Encosta Sul e cujo ponto alto foi o dueto da colombiana Shakira, madrinha do evento, e a folclorista cantora argentina Mercedes Sosa.
Juntas entoaram no final da noite o tema "La masa", do cantor cubano Silvio Rodríguez. "Porque o mundo é transformado por aqueles que acreditam", disse uma Shakira visivelmente emocionada.
Esse instante representou uns dos momentos mais altos de sua carreira, segundo confessou a artista colombiana ao terminar o show.
Com Shakira, que estava "feliz de ver uma América Latina unida e que cuida de seus problemas", dançaram no palco 12 meninas, uma mostra do protagonismo dos pequenos nos palcos da Asas.
Antes delas tinham passado várias crianças como símbolo do que hoje se reivindicava; um acompanhou o uruguaio Jorge Drexler, outro fez rap com o grupo Calle 13 e uma pequena saxofonista musicou a canção "No es lo mismo" do espanhol Alejandro Sanz que cantou junto a todos os participantes do evento de Buenos Aires com uma letra readaptada ao objetivo da Fundação Asas.
Para Sanz, foi uma noite "incrível", fechada por Shakira e o argentino Gustavo Cerati.
Também participaram os argentinos Fito Páez e Pedro Aznar e a mexicana Paulina Rubio, com o objetivo "de mudar a história da solidariedade na América Latina", como disse Shakira.
Já na Cidade do México, cerca de 200 mil pessoas lotaram a praça central, a maior da América Latina, apesar da chuva.
O espanhol David Bisbal abriu o show, cedendo passagem aos mexicanos do Timbiriche e ao venezuelano Ricardo Montaner.
"Não vamos tolerar nem um minuto mais de comodismo, esta é sua vez para fazer as coisas certas", pediu Montaner aos governantes latino-americanos.
Entre os presentes estava o magnata mexicano Carlos Slim, segundo homem mais rico do mundo e membro fundador da Asas.
Aconteceu então uma conexão com Buenos Aires para que os artistas se unissem com o "No es lo mismo", de Alejandro Sanz.
Uma chuva de confetes cobriu os palcos de ambos os países e banhou os protagonistas da noite enquanto cantavam e acenavam para o público.
A peruana Tania Libertad, os argentinos Babasónicos e o local Emmanuel atuaram antes do duo entre o mexicano Aleks Syntek e a espanhola Ana Torroja com "Duele el amor".
A ex-integrante do grupo Mecano lembrou seu passado com "Me cuesta tanto olvidarte", com Syntek ao piano.
Uma das atuações mais festejadas da noite foi a do porto-riquenho Ricky Martin, que demonstrou estar em plena forma e cantou cinco temas, dois deles em inglês, que fizeram o público dançar.
Os "Jefes de Jefes", os mexicanos Tigres del Norte, acostumados a contar seus espectadores em dezenas de milhares, tomaram conta da praça com naturalidade, tanto sozinhos quanto no dueto com seu compatriota Lucero com "A porta negra".
Logo depois, os também mexicanos Maná cederam o palco a uma menina colombiana de nove anos que, sem medo da multidão, recitou um poema e foi bastante aplaudida.
O argentino Diego Torres, o dominicano Juan Luis Guerra e o porto-riquenho Chayanne anteciparam o show de Miguel Bosé --que cantou a duo "Corazones" com Ana Torroja-- que reuniu no palco a maioria do elenco da noite para entoar juntos "Te amaré".
O grande ausente da noite foi o colombiano Juanes, que não pôde chegar por problemas com seu avião.
sábado, 17 de maio de 2008
Você acha que Elvis não morreu?
Então pode ficar rico!
Se você é daqueles que acredita mesmo que "Elvis não morreu", presta atenção! Um cineasta ofereceu a recompensa de US$ 3 milhões para quem encontrar Elvis Presley vivo e andando por aí. A oferta é parte da promoção do documentário 'The Truth About Elvis' ('A Verdade Sobre Elvis'), de Adam Muskiewicz, que defende que o rei do rock não morreu no dia 16 de agosto de 1977. Segundo a história oficial, Elvis Presley morreu aos 42 anos de ataque cardíaco provocado pelo abuso de substâncias controladas em Memphis, no Tennessee. Mas Muskiewicz vem entrevistando amigos do cantor, fãs que estiveram no enterro e pessoas que dizem ter visto Elvis vivo nos últimos 29 anos. Enquanto a prova definitiva de Muskiewicz não aparece, os fãs de Presley celebraram ontem, o 29º aniversário da morte do cantor.
http://www.liderfm. com.br/conteudo. asp?inc=meio_ mostra_noticia&id=95&tit=LiderFM% 20News
Vinte e oito anos sem o Rei
Em agosto de 1977, faleceu Elvis Presley - apesar de seus fãs jurarem que ele ainda vive. E foi uma vida repleta de peculiaridades. Em 1967, Elvis ganhou um prêmio de melhor performance de música sa-cra, com "How Great Thou Art". Religioso, disse: "Eu não sou Rei. Cristo é o Rei. Eu sou apenas um cantor" O Seresteiro de Acapulco é um de seus filmes mais conhecidos. Mas nem uma cena sequer foi rodada no México. Toda a produção se passou em estúdios e na Califórnia. Três dias após a morte de Elvis, em 16 de agosto de 1977, tentaram roubar o corpo do cemitério. Por isso os restos mortais foram transferidos para Graceland dois meses depois. Elvis é considerado a pessoa mais fotografada da História e a segunda personalidade mais retratada, perdendo apenas para o rei da Disney, Mickey Mouse. Apesar de ter feito sucesso com o tipo mo-reno e tornado famoso o topete negro bem penteado, Elvis era loiro. Ele tingia os cabelos. O movimento de quadril que Elvis inventou virou sua marca registrada e rendeu-lhe um apelido: "The Pelvis". Que, segundo consta, ele odiava. Elvis teve um irmão gêmeo natimorto, em 8 de janeiro de 1935. Ele se chamaria Jesse, mas não resistiu ao parto - e foi enterrado em uma lata, porque a família Presley era pobre. Os macacões brancos que marcaram sua fase final foram bolados pelo próprio cantor. Ele era faixa preta no caratê, luta que aprendeu no Exército, e se inspirou nos quimonos para criar os trajes. O Rei nunca se apresentou fora dos EUA, a não ser por cinco shows no Canadá, em 1957. A partir de 1971, passou a distribuir echarpes nas apresentações. Eram quase 30 a cada performance.
Matéria de O GLOBO
http://revistaepoca .globo.com/ Epoca/0,6993, EPT1018114- 2763,00.html
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Shakira por los niños!

El próximo 17 de Mayo, Shakira se presentará en Buenos Aires, Argentina. La Fundación ALAS organiza dos mega conciertos que se desarrollarán en forma simultánea en Ciudad de México y Buenos Aires con el propósito de mejorar la vida de los niños latinoamericanos que viven en la pobreza.
La Fundación ALAS fue creada por Shakira y otros artistas destacados, figuras del ámbito intelectual e importantes empresarios de América Latina con el objetivo de lanzar un nuevo movimiento social que genere un compromiso colectivo para el Desarrollo Infantil Temprano, promoviendo la acción de los gobiernos y de los sectores público y privado, a la vez que cooperando con organizaciones innovadoras en la creación de soluciones sostenibles.
http://www.movimientoalas.org/
quarta-feira, 14 de maio de 2008
May 14, 2008 -- Liverpool Echo
terça-feira, 13 de maio de 2008
Filho de Ringo Starr vai sair do Oasis após novo disco
sábado, 10 de maio de 2008
UM POUCO DE HISTORIA
http://rawsocket. org/rtfm/ arquivos/ 2002_07_01_ arquivo.html
Um pavio chamado “Rock Around The Clock”
“A surpresa, outro dia, no programa de César de Alencar (na Rádio Nacional) foi Nora Ney cantando em inglês uma melodia que estava sendo lançada num filme”, dizia a Revista do Rádio, em sua edição de novembro de 1955. A tal “melodia” era o 78rpm com ‘Rock Around The Clock’, gravado às pressas no final de outubro, em cima da versão original de Bill Haley & His Comets, trilha sonora do filme ‘Sementes de Violência’. Lançada pela gravadora Continental, em uma semana a música já ocupava o primeiro lugar das paradas de sucesso, reproduzindo o que estava ocorrendo com o filme. Assim, nascia o primeiro rock gravado no Brasil, pela voz de Nora Ney, cantora de samba e samba-canção de grande sucesso na época. Então com 33 anos, Nora Ney cumpria o papel de preencher o espaço ainda não ocupado por artistas jovens, que só foram entrar em cena em 1958, com a primeira gravação dos irmãos paulistanos Tony e Celly Campello – “Forgive Me”/”Handsome Boy”. A escolha de Nora Ney para interpretar “Rock Around The Clock”, além de suas qualidades vocais, foi o fato dela ter familiaridade com a língua inglesa, ou seja, uma boa dicção. Com a música “Ciuminho” no “lado b”, este foi o único registro de rock da cantora que, em 1961, ironicamente gravou “Cansei de Rock”, encerrando sua aventura passageira pelo nascente gênero musical. Em dezembro do mesmo ano de 1955, tentando correr atrás do prejuízo, a gravadora Odeon lançou uma versão em português de “Rock Around The Clock”, de autoria de Júlio Nagib, que virou ‘Ronda das Horas’, interpretada pela cantora Heleninha Silveira. A Columbia, da mesma forma, apostou na música e produziu outra versão com o acordeonista Frontera, também lançada em novembro. As duas gravações, no entanto, não tiveram repercussão porque a juventude queria ouvir a versão mais próxima do original que tinha escutado no cinema. Em 1957, uma versão instrumental com o pianista Waldir Calmon, incluída em seu disco “Chá Dançante #3”, faria grande sucesso junto ao público adulto. Nos anos setenta, o próprio Bill Haley, em mais uma de suas turnês pelo Brasil – a primeira foi em abril de 1958 - regravou a música com arranjo misturando samba e rock and roll, acompanhado do conjunto paulista Lee Jackson. A maioria dos registros, exceto as gravações de Heleninha Silveira e Frontera, já ganharam versões em formato digital. O estouro de “Rock Around The Clock” que detonou o surgimento do rock and roll no país aconteceu, como em todo o mundo, por meio do filme “Sementes de Violência” (“Blackboard Jungle” no original). Incluída na trilha da fita, a música tocava apenas na abertura, durante a apresentação dos créditos, mas o suficiente para agitar os jovens espectadores e produzir grandes confusões nas salas de cinema. Estreando em São Paulo e Rio de Janeiro em outubro de 1955, um mês após a morte de James Dean, o maior ídolo da época, o filme trazia para as telas os conflitos de uma juventude que buscava ocupar seu espaço na sociedade. “ Um dia, em 1956, matei a aula e entrei no cinema Excelsior, na praça da Sé, em Salvador. Começou um filme, que eu não sei qual é o nome, no qual Bill Haley abria cantando ‘Rock Around the Clock’. Nossa! Eu chorei naquela cadeira, estremeci, era uma coisa igual à ‘Fonte da Nação’ que eu vi em Irará, quando era criança”, disse Tom Zé em entrevista ao jornal República. “Aquele espetáculo das pessoas todas lavando roupas ali embaixo. Um gramado extenso do lado direito, onde todas as roupas da cidade estavam estendidas, todas aquelas cores. Os aguadeiros iam lá pegar água. Era água de beber e cozinhar. E as lavadeiras da cidade lavavam roupa ali embaixo. Quando eu vi essa loucura, fiquei ali alumbrado. Aquela luminosidade do Nordeste, que deixa tudo ser visto com grande clareza. E aquilo tinha som: "Meu divino São José...”. Aquelas mulheres com aquela voz muito aguda: “A mulher do cego morreu...”. E os homens todos cantando junto, aquelas vozes muito fanhosas... A primeira vez que ouvi ‘ Rock around the Clock’ pode se comparar a isso. Essas inaugurações...”. A surpresa e o espanto da juventude diante do filme “Sementes de Violência” transformou- se, menos de um ano depois, em explosão incontrolável frente a outro filme, o também clássico “Ao Balanço das Horas” (“Rock Around The Clock”, no original). Basicamente um filme musical, a fita batizada com o nome do mega-hit de Haley, trazia o próprio cantor e outros intérpretes e personagens de sucesso, como The Platters, Freddie Bell e o DJ Allan Freed, a quem se credita ter cunhado a expressão “rock and roll”. O filme, na verdade, faturava o sucesso comercial da música e de Bill Haley e amplificava ainda mais a sua explosão inicial. A situação de “descontrole” da juventude não agradou às autoridades que, em muitos casos, pediram a proibição do filme - entre elas, o governador de São Paulo, Jânio Quadros, segundo registra o livro “Rock Brasileiro, 1955/1965 – Trajetórias, personagens e discografia”, de Albert Pavão, também um dos pioneiros do rock and roll no país. Em seus famosos bilhetinhos, Jânio ordenou ao Secretário de Segurança que "determinasse à polícia deter, sumariamente, colocando em carro de preso, os que promoverem cenas semelhantes; e, se forem menores, entregá-los ao honrado juiz". Na seqüência, o Juiz de Menores, Aldo de Assis Dias, baixou uma portaria proibindo o filme para menores de 18 anos, argumentando (com uma irônica precisão) que "o novo ritmo é excitante, frenético, alucinante e mesmo provocante, de estranha sensação e de trejeitos exageradamente imorais". Apesar de provocar tamanha confusão, o destino da música “Rock Around The Clock”, no entanto, era para ser outro, bem diferente. Gravada por Bill Haley & His Comets em 12 de abril de 1954 e lançada no mesmo ano, o “single” foi inicialmente um fracasso comercial, vendendo somente cerca de 75 mil cópias nos Estados Unidos. Com menos repercussão do que os “singles” anteriores de Haley como “Crazy, Man, Crazy”, a música parecia destinada a encerrar a busca da fórmula que tornasse o rhythm’n’blues negro acessível à classe média branca americana (encontrada, no mesmo ano, de forma definitiva por Elvis Presley em “That’s Allright”). Apenas um ano depois de seu lançamento, com a inclusão na trilha sonora do filme ‘Blackboard Jungle’, é que a música explodiu em vendas não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. A gravação de Haley era, na verdade, um “cover” de original registrado um pouco antes pelo cantor ítalo-americano Sonny Dae & His Knights - em 20 de março de 1954, pelo selo Arcade. Escrita por Max C. Freedman, um novaiorquino, então com 63 anos, a música também não nasceu como um tema de rock and roll. Ainda mais interessante, é que foi lançada como um discreto “lado b” de “Thirteen Woman”, um tema pós-guerra, a verdadeira aposta da gravadora. E mais, inicialmente tinha outro nome: “Dance Around The Clock”, trocado na última hora. A música, no entanto, estava marcada por confluências históricas que, talvez, sejam a principal razão de seu sucesso. Uma espécie de "jump-boogie" no original de Sonny Dae, a versão de Haley para “Rock Around The Clock” produzida por Milt Gabler, então executivo da Decca, tem, pelo menos, três músicas de "referência" em sua construção. Segundo ele, boa parte do sucesso da música devia-se ao fato de ser uma “versão” de um antigo blues chamado “My Daddy Rocks Me (With One Steady Roll)” - gravado originalmente por Trixie Smith, em 1922. Outra música ligada à gênese de “Rock Around The Clock” é o country-boogie “Move It On Over”, de Hank Williams, de 1947, extremamente parecida com o mega-hit de Haley. A terceira influência direta é o tema instrumental “Syncopated Clock”, de Leroy Anderson (1945), da qual “Rock Around The Clock”, seria uma espécie de variação "rock and roll" do mesmo tema. Além dessas curiosidades, “Rock Around The Clock” tem outras situações em sua história que a torna ainda mais emblemática. Uma delas é o fato da música ter sido escrita em 1952 (documento que sela a parceria entre seus autores data de 23 de outubro de 1952), e de já ter sido apresentada a Haley nessa época, por James Myers, do selo Cowboy. A música, no entanto, não entusiasmou o produtor Dave Miller, da Essex Records, então dono do passe de Bill Halley, e responsável pelo “cover” de seu contratado para ‘Rocket 88’, original de Jackie Breston & His All Stars, em 1951 – o que resultou na ida de Haley para a Decca. Ainda, no terreno da confusão em torno da música, existem outros dois registros com o mesmo nome de “Rock Around The Clock” anteriores a gravação de Haley, interpretados por Hal Singer (1950) e por Wally Mercer (1952). A autoria da música também encerra discussões até hoje. Um das versões reafirma a parceria de Max C. Freedman e Jimmy DeKnight (cujo nome verdadeiro era James ‘Jim’ Myers). Segundo o próprio Myers, em entrevistas concedidas à imprensa americana, ele teria "completado" a canção iniciada por Freedman. Outra, sugere que Myers apenas assinou a música, na condição de editor, e também agente de Bill Halley, como era comum ocorrer na época. Passada a explosão inicial de “Rock Around The Clock” na versão original e no cover de Nora Ney, e com Elvis Presley já entronado como o “Rei do Rock”, outras gravações marcaram os primeiros passos do rock and roll no Brasil. ‘Rock and Roll em Copacabana’, de autoria de Miguel Gustavo, posteriormente conhecido pelo “hino” da Copa do Mundo de 1970, ‘Pra Frente Brasil’, inaugurou o novo gênero musical com letra em língua pátria. Lançada em 1957, pela gravadora RCA Victor, a música foi cantada por Cauby Peixoto, então o cantor mais popular do país, e recém chegado dos Estados Unidos, onde tentava a carreira com os nomes de Ron Coby e Coby Dijon. Sem alcançar grande sucesso na época, a letra de Miguel Gustavo descreve a entrada do rock na cena carioca e no Brasil com uma incendiária levada de rhythm’n’blues. "Revira o corpo, estica o braço, encolhe a perna e joga para o ar ... Eu quero ver qual é o primeiro que essa dança vai alucinar ... E continua a garotada na calçada a se desabafar ... Eu vou cantando, até agora não parei nem para respirar", diz um trecho da letra. Além de “Rock and Roll em Copacabana, Cauby Peixoto ainda gravou ‘”Enrolando o Rock” (1957) e “Mack the Knife” (1960). Já o primeiro rock com guitarra surgiu com Betinho, nascido Alberto Borges de Barros, e filho de Josué de Barros, descobridor de Carmem Miranda. A música também lançada no início de 1957, trazia Betinho tocando uma Fender Stratocaster, em substituição a Gibson que utilizara na gravação do fox ”Neurastênico”, em 1954. “Enrolando o Rock” foi trilha sonora do filme “Absolutamente Certo”, de Anselmo Duarte, com ele, Odete Lara e Dercy Gonçalves, executada “ao vivo” em uma das cenas do enredo. A música integrou o 10’ e o LP “Betinho, Rock & Calypso”, inéditos em CD, com participação dos músicos Renatinho (acordeão), Salinas (piano), Navajas (contrabaixo) , Bolão (sax) e Pirituba e Rafael (baterias). Ainda em 1957, o também cantor popular Agostinho dos Santos emplaca um dos principais sucessos da primeira fase do rock nacional, a versão “Até Logo, Jacaré”. Vertida por Júlio Nagib do original “See You Later, Alligator”, de Bill Haley, a música foi lançada em janeiro, pelo selo Polydor. Em maio do mesmo ano, Carlos Gonzaga grava “Meu Fingimento”, versão de Haroldo Barbosa para “The Great Pretender”, original do conjunto vocal The Platters. Em outubro, a cantora Lana Bitencourt também grava e faz sucesso com “Little Darling” e, no início de 1958, Bolão e Seus Rockettes registram “Short Shorts”, inaugurando a fase instrumental. Nessa mesma época, um grupo de jovens cariocas se reunia em uma esquina do Rio de Janeiro - mais exatamente, no bairro da Tijuca, no cruzamento das ruas Hadock Lobo e Matoso, em frente ao Cine Roxy - para conversar sobre a nova onda. Os jovens eram Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Tim Maia, Jorge Ben e Wilson Simonal, entre outros, que viviam o clima do nascente rock and roll, e iniciavam a construção do que, na década seguinte, desembocou na Jovem Guarda e outros caminhos sonoros. O grupo entrou para a história como a “Turma do Matoso”, imortalizada em música de Tim Maia, batizada com o nome das duas ruas. Embalados pela influência de Elvis Presley, especialmente, Roberto Carlos, então com 17 anos, e Tim Maia, mais Arlênio Lívio e Wellington formaram Os Sputniks. Em sua curta duração, além do circuito de bailes, o grupo chegou a se apresentar em programas de rádio e televisão. Depois dos Sputniks, Roberto Carlos, com Carlos Imperial, mais Paulo Silvino e outros músicos formaram Os Terríveis. Ao mesmo tempo, Erasmo Carlos também dava início ao seu conjunto vocal The Snakes, que igualmente acompanhou Roberto Carlos. Nessa época, o futuro “Rei da Jovem Guarda” era apresentado como o “Elvis brasileiro”. Apesar da reação das autoridades, e do ano de 1957 praticamente sem novidades fonográficas, o rock and roll ganhou corpo com o lançamento, em junho de 1958, do 78rpm com as músicas “Forgive Me” e ”Handsome Boy”. Com letra em inglês, mas de autoria do maestro Mário Gennari Filho e de Celeste Novaes, as músicas eram cantadas, respectivamente, pelos irmãos Tony Campello e Celly Campello, vindos do interior de São Paulo. A partir da entrada dos irmãos Campello em cena, a história do rock brasileiro passa a ganhar identidade própria. Nesse ano, surgem os primeiros programas de televisão voltados para o público juvenil, como “Crush em Hi-Fi”, apresentado pelos irmãos Campello. Também despontam os primeiros ídolos “teen”, destacando-se Sérgio Murilo, Demétrius, a própria Celly Campello, e hits históricos, como “Marcianita”, “Banho de Lua” e “Estúpido Cúpido”, entre dezenas de outros. Um pouco depois, em São Paulo, nasce a primeira gravadora nacional de rock and roll, o selo Young, que lança o grupo The Avalons, um dos pioneiros do rock instrumental no país. Passados cinqüenta anos da explosão inicial do rock and roll, Elvis Presley e os Beatles confirmaram- se, sem dúvida, os marcos mais expressivos da história do rock, em todos os tempos. Mas foi Bill Haley com “Rock Around The Clock” quem acendeu o rastilho da explosão musical e comportamental juvenil que se alastrou pelo planeta. “Rock Around The Clock” tornou-se o “single” mais vendido da história do rock, segundo o The Guiness Book Of The World Records. Desde 1953, a música foi gravada por mais de 10 mil artistas e vendeu mais de 200 milhões de cópias.
http://www.senhorf. com.br/jovemguar da/mat1.htm

