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sábado, 19 de julho de 2008

Acapulco mantém glamour dos anos 60

Quinta-feira, 20 de Junho de 2002, 17:01 - Se Elvis não morreu, é bem provável que esteja escondido em Acapulco. Os tempos de glória, quando era chique passar uma temporada neste balneário do sudoeste mexicano, foram embora há décadas. Mas algo desse clima glamouroso ficou no ar. Imagine que Elizabeth Taylor passou lá sua lua-de-mel com Richard Burton, assim como Kennedy e Jackie, Bill e Hillary Clinton. Mas quem imortalizou a fama do lugar foi mesmo Elvis Presley, que, no filme Seresteiro de Acapulco, de 1963, mostrou o que havia - e ainda há - de mais típico. Se você assistiu ao filme, deve se lembrar do espetáculo dos clavadistas, saltadores que se jogam de um rochedo de La Quebrada, na encosta de Revolcadero, de 35 metros de altura em direção ao mar. Todos os dias, às 13h, 19h30, 20h30, 21h30 e 22h30, ocorrem os "clavados". São duas as opções para vê-lo. Ou você compra um ingresso e fica de pé numa ponta do rochedo oposto ao dos saltos, ou reserva uma mesa no restaurante do Hotel El Mirador, com seu terraço que dá de frente para o show. Dos dois modos o programa é imperdível. Uma dica: vá às 19h30, quando o pôr-do-sol é o pano de fundo. De volta às celebridades, os hotéis de luxo que hospedaram a nata de Hollywood continuam em pé, firmes e fortes. Fiesta Americana é um dos mais famosos. Grande parte dos 400 hotéis de Acapulco possui acesso direto às praias - ficam ao longo da avenida principal, a Costera Miguel Aleman. E há os da parte alta. Por causa da distância do centro, eles não são a melhor pedida caso você não esteja disposto a gastar com locomoção. A vantagem de andar a pé pela Costera é descobrir o bar que mais lhe agrada para tomar cerveja, tequila ou o famoso mezcal (tequila mais forte) durante a "hora feliz", o happy hour. Você ainda pode dar uma espiada no Hard Rock Café, no Planet Hollywood ou no Señor Frog, casas temáticas situadas lado a lado na avenida. Mais à frente está o mercado de artesanato. Dá para encher a mala de souvenirs, peças maias e artigos de prata a preços convidativos. Depois, prossiga caminhando, e observe cada detalhe da cidade. A principal dificuldade do passeio, porém, é conviver com o calor de no mínimo 27° C e que chega a mais de 40° C em julho e agosto. Uma peculiaridade, dentre muitas, são os táxis, a maioria Fuscas que mais parecem a casa dos motoristas, carregados de "objetos de decoração", néons e penduricalhos. No vidro frontal, inscrições do tipo usado por caminhoneiros. Ônibus públicos abusam do mesmo recurso. E, para os que forem pegar um táxi, atenção: não há taxímetro, o valor da corrida é combinado previamente. Nessa hora, pechinche. A regra vale em qualquer situação em que o vendedor ofereça algo. Seja no mercado de artesanato ou com os ambulantes da praia. Os mexicanos adoram essa prática e até se sentem decepcionados caso você não a adote. Só não tente negociar nos restaurantes mais chiques. Eles têm preços salgados e cobram propina (os nossos "10%", só que de 15% a 20%). Mas são parada obrigatória, pelo menos para um jantar. Escolha os que se localizam na montanha, como o Casanova ou o Spicey, para degustar não só da ótima comida, mas também da vista deslumbrante da orla. À noite, tudo em Acapulco se ilumina; inclusive barcos que promovem passeios para casais. E a visão que se tem é inesquecível. ESTADO DE SÃO PAULO.

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