segunda-feira, 30 de março de 2009
Poema de Bono sobre Elvis Presley será transmitido pelo rádio
BEATLES - CURSO NO JOCKEY
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> A REVOLUÇÃO MUSICAL DO SÉCULO XX
>
> Os BEATLES foram o maior fenômeno musical do Século XX. Sua vida e
> sua obra, com muita música, nas quartas feiras, no Jockey Club, com
> Marcel Gottlieb.
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> 1. Introdução: Novas leituras, influências e formação
> 2. Início Brilhante - 1963/ 65
> 3. Maturidade, influência de Bob Dylan - 1965/ 67
> 4. Anos de estúdio: 1967/ 68
> 5. Final e vida após o rompimento
>
> Palestrante: Marcel Gottlieb - engenheiro formado pela PUC -Rio,
> admirador e pesquisador de música, fundador da Musicativa
>
> Horário: Quartas-feiras, das 20:00 às 22:00 hs
> Início: 15 de abril
> Duração: 5 aulas (15,22,29 de abril, 6 e 13 de maio)
> Local: Sala de Cinema do Jockey Club - Sede Lagoa
> Preço: Sócios: R$ 160,00 (as 5 aulas), Convidados: R$ 180,00 (as 5
> aulas),
> Aulas avulsas: Sócios: R$ 40,00, Convidados: R$ 45,00
>
> Inscrições pelo email claudiateresa28@ gmail.com ou pelos telefones
> 2225 3160 ou 9345 2238
Macacão azul de Elvis Presley é vendido por mais de US$ 200 mil em leilão

Anel de ouro com a cara de uma coruja foi arrematado por US$ 40.388.
Da EFE
Mais de 500 objetos de Elvis Presley, como a roupa que o artista usou em show no Madison Square Garden, em Nova York, foram vendidos hoje na internet em leilão. Os preços de saída dos objetos leiloados variaram de US$ 10 a US$ 200 mil.
A roupa com camadas azuis e douradas que o rei do rock usou em 10 de junho de 1972, em um show no Madison Square Garden, foi vendida por US$ 212.588, quando seu preço inicial foi de US$ 100 mil.
Anthony Sabestinas, do site gottahaveit. com, mostra o macacão azul usado por Elvis em 1972, numa apresentação no Madison Square Garden de Nova York. Peça foi vendida por foi vendida por US$ 212.588. (Foto: Reuters)
Além dessa peça, usada por Elvis (1935-1977) na capa do disco "Elvis an afternoon in the garden", no leilão, que começou em 16 de março no site Gottahaverockandrol l, foram vendidas outras centenas de objetos pessoais do cantor.
O objeto mais caro a ir a leilão foi um piano branco que Elvis utilizou em Graceland, sua casa em Memphis, entre 1957 e 1967, e cujo preço estimado era US$ 750 mil, mas que não encontrou comprador.
Objetos curiosos Os seguidores de Elvis puderam comprar também objetos curiosos de seu ídolo, como a carteirinha de sócio de um clube de caratê, com a digital e assinatura do cantor, que foi vendida por US$ 21.260.
Foram vendidas também algumas das joias que Elvis gostava de usar, como um anel de ouro com a cara de uma coruja, arrematada por US$ 40.388.
Por US$ 44.427, cinco vez mais que o preço previsto, foi vendida uma pulseira de ouro e diamantes que o ídolo do rock comprou em uma joalheria de Las Vegas nos anos 70.
http://g1.globo. com/Noticias/ PopArte/0, ,MUL1058998- 7084,00-SITE+ ENCERRA+LEILAO+ DE+MAIS+DE+ OBJETOS+DE+ ELVIS+PRESLEY. html
Leilão online licita objectos pessoais de Elvis Presley
Leilão online licita objectos pessoais de Elvis Presley
Mais de 500 objectos de Elvis Presley foram colocados à venda na Internet, através de um leilão, organizado pela leiloeira norte-americana Gotta Have It!, que se prolonga até à próxima quarta-feira, com licitações a partir dos 10 dólares (7,37 euros). Entre os artigos, encontra-se um macacão azul, usado pelo «rei» a 10 de Junho de 1972, num espectáculo no Madison Square Garden, em Nova Iorque, nos EUA. A base de licitação são dez mil dólares (7.366 euros), mas a venda deve superar os 150 mil dólares (mais de 110 mil euros), já que foi assim vestido que figurou na capa de «Elvis an Afternoon in the Garden».
Há também um piano branco, da marca Knabe, que o cantor utilizou em Graceland, a sua residência na cidade de Memphis, entre 1957 e 1967, que deve ser vendido entre os 750 mil e o milhão de dólares (entre 552 e 737 mil euros). Além de um cartão de sócio de um clube de karate, com a impressão digital e a assinatura de Elvis, estimada em 10 mil dólares.
Os objectos foram oferecidos pelo próprio artista à sua amiga e compositora Joyce Rambo, que já morreu.
http://diariodigita l.sapo.pt/ news.asp? section_id= 4&id_news=379193
A Calçada da Fama do Rock Brasileiro
rock nacional no Novo Shopping
“A Calçada da Fama do Rock Brasileiro” é uma versão da calçada do rock americana
localizada em Hollywood, na Califórnia
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O Novo Shopping apresenta, de 24 de março a 5 de abril, a mostra RockWalk Brasil – “A Calçada da Fama do Rock Brasileiro”. O projeto é uma espécie de versão nacional da RockWalk, a calçada da fama do rock americano, inaugurada em 1985 na Sunset Boulevard, em Hollywood, na Califórnia. No local, estão eternizados os nomes de inesquecíveis celebridades ligadas à história do rock mundial como Elvis Presley, John Lennon, entre outros imortais.
A exposição acontece na praça de eventos e tem como seu idealizador o músico e jornalista Márcio Mota. No local, o público encontra uma réplica da calçada da fama americana, só que os homenageados são os artistas brasileiros. Foram instaladas placas de concreto especial onde estão impressos as mãos, autógrafos e mensagens dos famosos indicados. Em Hollywood, sempre que há um homenageado é realizada uma cerimônia para o registro oficial do momento. Aqui no Brasil não é diferente, toda vez que um ídolo recebe a congratulação a organização do evento celebra a ocasião com uma festa. A calçada da fama nacional, diferente da californiana, é itinerante e percorre as principais cidades do Brasil. Ribeirão Preto foi uma das cidades escolhidas pela organização.
No evento RockWalk Brasil – “A Calçada da Fama do Rock Brasileiro” os idealizadores têm o intuito de incluir todos os nomes relevantes do rock nacional e dividiu a participação em três categorias. São elas: Artistas Solo ou em Banda em Atividade que estão famosos como Pepeu Gomes, O Rappa, Jota Quest, Kiko Zambianchi, Mutantes, entre outros. Outra divisão é a Especial – Artistas Solo ou em Banda, em que se enquadram aqueles que em algum momento da carreira tenham prestado reconhecida contribuição para o rock. Entre os homenageados estão Jerry Adriani, Ronnie Von, Giberto Gil e Cauby Peixoto.
Há a intitulada Especial que aborda compositores como o talentoso Nelson Motta. Outra, é a In Memorian que já elegeu nomes como Cazuza, Renato Russo, Raul Seixas, Mamonas Assassinas, etc.
Além das placas a exposição é composta por dezenas de guitarras, todas autografadas pelos homenageados. Estão expostos também objetos pessoais e biografias completas das celebridades do rock brasileiro. O site oficial do projeto pode ser visto no site www.rockwalkbrasil. com.
http://www.jornalah oraonline. com.br/cidade/ integra.php? id=7178
Traduções de Sófocles na folha
RODAPÉ LITERÁRIO
Sófocles, Sófocles, Sófocles
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Os sinais de vitalidade na extensão e na qualidade do que se traduz vêm superando os tradutores vexaminosos
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FÁBIO DE SOUZA ANDRADE
COLUNISTA DA FOLHA
QUANDO SE fala em traduções, o leitor brasileiro tem cada vez menos do que se queixar.
O mercado do livro ainda comporta preguiça ou vigarice ocasional, como no caso recente da Nova Cultural, editora que alimentou a plágio descarado toda uma coleção, mas nada disso passa mais batido. Se não chegamos a rivalizar com tradutores onívoros, como os franceses ou os americanos, aos poucos deixamos de fazer feio, e os sinais de vitalidade na extensão e na qualidade do que se traduz vêm superando os vexaminosos.
Recém-publicadas, três versões diretas das tragédias que abriram ("Aias") e encerraram ("Filoctetes", duas vezes) a produção em vida de Sófocles (496-406 a.C.), mais prolífico dos dramaturgos gregos, provam a tese. Apesar de propósitos e poéticas próprias, têm em comum o apuro editorial (textos bilíngues, apresentação e notas pertinentes, bibliografia), o cuidado filológico nas traduções e a aposta no não óbvio.
Preenchem lacunas (não se trata de mais um Édipo Rei em português) e colhem frutos, todas, de uma decisão acadêmica acertada dos classicistas brasileiros: a de investir na oferta de textos criteriosos dos clássicos em vernáculo.
Heróis sofocleanos típicos, indivíduos do excesso (da excelência, no combate, da inflexibilidade, no caráter), confrontados com as razões da coletividade, Filoctetes e Ajáx sofrem ambos os reveses da sorte, privados da fama que, entre os gregos, coroa a existência dos mortais e premia a vida justa e bela. Herdeiro do arco divino de Héracles, Filoctetes é traído pelos comandantes na campanha contra Tróia, Menelau e Agamemnon e o astucioso Odisseu à frente. Sofrendo de ferida incurável no pé, vê-se abandonado numa ilha deserta, privado do convívio civilizado. Quando um oráculo mostra que sua presença é indispensável para que caia o inimigo, é hora de ajustar contas com sua honra ofendida.
Aias, ou Ájax, por sua vez, o segundo em força entre os gregos, sente-se ultrajado por não ter seu valor reconhecido e não receber as armas de Aquiles, morto em combate. Desprezando ajuda divina, arquiteta um plano de reparação do agravo imaginário, mas recebe de Atena, por punição, a loucura. Cego de fúria, avança cruento sobre ovelhas indefesas, seguro de estar matando a traição os inimigos. Quando recobra a lucidez, enfrenta o desafio de buscar uma saída digna para a vergonha pública que mancha seu nome.
Conflitos entre pragmatismo político, reverência religiosa, altivez autossuficiente e compaixão humana fazem o interesse dessas peças sempre atual. Ter a chance de redescobri-las por meio de textos cuidados, essa é a boa novidade.
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FILOCTETES
Autor: Sófocles (ensaio de Edmund Wilson)
Tradução, posfácio e notas: Trajano Vieira
Editora: 34
Quanto: R$ 34 (216 págs.; edição bilíngue)
FILOCTETES
Autor: Sófocles
Tradução, introdução e notas: Fernando Brandão dos Santos
Editora: Odysseus
Quanto: R$ 28 (214 págs.; edição bilíngue)
AIAS
Autor: Sófocles
Tradução e apresentação: Flávio Ribeiro de Oliveira
Editora: Iluminuras
Quanto: R$ 38 (160 págs.; edição bilíngue)
Avaliação: ótimo (para os três)
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Índice
sábado, 28 de março de 2009
Na mesa de Robert De Niro e Justin Timberlake
Vida Mardada pela Cadillac
sexta-feira, 27 de março de 2009
Descoberto o templo mais antigo de Chipre
The Associated Press
Published: March 27, 2009
http://www.iht.com/articles/ap/2009/03/27/europe/EU-Cyprus-Ancient-Temple.php
NICOSIA, Cyprus: An Italian archaeologist claimed Friday to have
discovered Cyprus' oldest religious site, which she said echoes
descriptions in the Bible of temples in ancient Palestine.
Maria Rosaria Belgiorno said the 4,000-year-old triangular temple
predates any other found on the east Mediterranean island by a
millennium.
"For sure it's the most ancient religious site on the island," she
told The Associated Press from her home in Rome. "This confirms that
religious worship in Cyprus began much earlier than previously
believed."
But authorities on the island say they cannot confirm her claim before
further study.
"That the site is dated to around 2,000 B.C. is certain, but the
interpretation that it's a temple or a sacred site has yet to be
confirmed," Cyprus Antiquities Department official Maria Hadjicosti
told state radio.
The 200-sq.-meter (2,150-sq.-foot) building was discovered last year
outside Pyrgos, a village near the south coast, where previous digs
unearthed a settlement dating to 2,000 B.C. that included a perfumery,
winery and a metal workshop.
Belgiorno, who heads an Italian archaeological mission in Cyprus,
initially disclosed the find to English-language The Cyprus Weekly.
She said evidence points to a monotheistic temple with a sacrificial
altar that resembles Canaanite places of worship described in the
Bible.
"The temple has a very peculiar shape for a building, which is very rare."
Belgiorno said a key piece of evidence linking the site to Biblical
accounts of temples in ancient Palestine is a pair of 6-meter
(20-foot) stone "channels" extending from either side of the altar
that allowed sacrificial animals' blood to flow out of the structure.
Other evidence includes a stone water basin, which she said might have
been used in the ritual cleansing of the channels.
Belgiorno said the temple was situated across from the industrial area
in the heart of the settlement, which she estimates covered 35
hectares (86 acres). Most of the settlement now lies under village
homes and holiday villas.
The industrial area was built around a large mill producing olive oil
that was used as fuel to fire up the metal workshop and as a perfume
base.
Although it is difficult to say with certainty, she said the
settlement was home to around 500 people. Their origins are unclear,
but they had trade links with ancient Egypt and Palestine, she said.
A major earthquake destroyed the settlement in 1,850 B.C.
The earliest settlements excavated so far on the island date back to
around 9000 B.C. Cyprus then saw successive waves of colonization,
including Phoenicians, Mycenaean Greeks, Romans and — in the Middle
Ages — Franks and Venetians. It was conquered by Ottoman Turks in
1571, and became part of the British Empire in 1878 before winning
independence in 1960.
Violence between Cyprus' majority Greek community and the Turkish
community broke out shortly after, and the island has been divided
along ethnic lines since a Turkish invasion in 1974 — prompted by a
failed coup aimed at union with Greece.
Mitologia e História: Sobre o lançamento do filme Tróia (2004)
Publicado em 14/05/2004 - 02:00
Não deixe de ler
Cinema, Mitologia, História e a Guerra de Tróia
Mitologia e História
A história da Guerra de Tróia
Tróia chega às telas de cinema
Teses e dissertações relacionadas à Mitologia Grega
Artigos sobre Tróia
Por Carlos Brazil
Mitologia e História.
No entanto, falar da Antigüidade histórica é tratar da reconstrução de um período com base em indícios, que podem ter origem em elementos arqueológicos, em ponderações científicas sobre a evolução do ser humano e do meio ambiente e até nas tradições orais, passadas de geração a geração, e que, em algum momento, foram perpetradas em registros escritos.
Com a chegada aos cinemas da superprodução Tróia, do diretor Wolfgang Petersen, surge sempre a curiosidade de se saber o que é real e o que é imaginário em uma história como a da Guerra de Tróia. Há realidade no que contou Homero, o grande autor grego que teria vivido por volta do século VIII a.C. e a quem é creditada a autoria dos poemas épicos Ilíada e Odisséia, principais obras que relatam o drama troiano? Ou trata-se simplesmente de um relato criativo de tradições orais que remontam séculos?
Homero existiu?
A própria existência de Homero é posta em dúvida em alguns momentos. Além disso, caso o autor grego tenha escrito mesmo os dois poemas, relatando a tal Guerra de Tróia, o teria feito cerca de quatrocentos anos depois de o fato ter realmente ocorrido, segundo a tradição, em uma época em que a escrita com base no alfabeto ainda não era dominada pela civilização que habitava o Mediterrâneo de então. Infere-se, portanto, que toda a história teria sido passada oralmente, de geração a geração, com todas as influências que esse tipo de transmissão do conhecimento tende a sofrer.
Tendo um fundo de realidade ou não, a verdade é que a obra de Homero, inserida no chamado Ciclo Troiano da tradição antiga, exerceu grande influência sobre a formação do que hoje conhecemos como a Cultura Ocidental, cujo berço está justamente na civilização grega antiga. Sobre os textos de Homero foi construída toda uma tradição que viria a se tornar a base da formação da tradição grega. Platão, um dos maiores filósofos dessa tradição, que teria vivido mais de trezentos anos depois de Homero, reconhecia a relevância do autor.
"A importância de Homero na literatura grega é enorme. Ele é considerado o primeiro poeta, o primeiro aedo (poeta, em grego). Platão, séculos depois de Homero, ainda dizia que Homero educou a Grécia. Quer dizer, a influência da tradição oral Homérica foi muito forte em toda a cultura grega. Sem dúvida. Você vai estudar a épica grega, você começa por Homero. Você vai estudar a tragédia grega, você começa relacionando com Homero. Você vai estudar medicina grega, você começa pensando naqueles detalhes de onde iam as flechas na guerra, segundo Homero. Se você for estudar retórica, você vai pegar os discursos de Homero", analisa a professora de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo), Filomena Hirata.
Porém o purismo histórico, calcado sempre em métodos os mais científicos possíveis, impede que aquilo que foi escrito por Homero seja aceito com uma real descrição de fatos que teriam ocorrido em Tróia.
Ciência com base em Homero
No entanto, alguns indícios, principalmente arqueológicos, abriram portas para que as histórias contadas na Ilíada e na Odisséia possam ser compreendidas como possuidoras de um fundo de verdade.
"Os poemas de Homero, a Ilíada e a Odisséia são narrativas tradicionais que reportam a memória desse povo. Esses poemas têm a função social de reunir o saber, os padrões de comportamento, as informações que interessam à vida em todos os sentidos. Heinrich Schliemann, no século XIX, estava convencido de que estas histórias tinham um fundo verdadeiro no sentido histórico. E ele foi escavar em Troada, que é o lugar em que supostamente se passaram os combates, que coincide com a atual Turquia. Seguindo a reconstituição que Homero fez da descrição de batalhas, do palácio de Príamo (rei de Tróia durante a guerra, segundo a Ilíada), descobriu várias cidades soterradas. Uma delas ele identificou como sendo a Tróia de Príamo. Depois disso, ele fez escavações em Micenas (na Grécia) e recuperou o palácio de Micenas. Descobriu tumba e tesouro que ele atribuiu a Agamenon (rei de Micenas, chamado também de rei dos reis, líder dos aqueus - como eram chamados os gregos na Ilíada - na Guerra de Tróia, segundo Homero). Então, ele estava convencido de que havia descoberto a tumba de Agamenon, seus tesouros, a cidadela de Príamo. Os arqueólogos posteriores não tinham tanta certeza quanto à identificação dos pormenores. Mas, com isso se demonstrou que havia um fundo de verdade nessas lendas contadas pelos poemas", lembra o professor Jaa Torrano, de Literatura Grega da FFLCH-USP.
Assim, Torrano avalia que a história se mistura à tradição relatada por Homero. "Tem um fundo histórico na guerra de Tróia. Teria havido uma cidade que foi saqueada. Teria havido uma coligação dos gregos continentais contra outro povo que vivia na Turquia. Tem um fundo de verdade, como se fosse um romance histórico. Os episódios são, provavelmente, criação do narrador, mas tem um pano de fundo verdadeiro."
Vale lembrar que em suas escavações na atual Turquia, Schliemann encontrou dez cidades construídas umas sobre as outras, considerando que a sétima cidade mais antiga seria a Tróia de Príamo.
A conclusão de Schiliemann de que teria comprovado a existência de Tróia por suas escavações é questionada, por exemplo, pelo historiador José Otávio Nogueira Guimarães, professor do Departamento de História do Instituto de Ciências Humanas da UnB (Universidade de Brasília).
"Schliemann vai dizer em um primeiro momento: `Está provado, Tróia existiu. Esses tesouros que foram encontrados aqui pertenciam à aristocracia troaiana, o que foi encontrado em Micenas pertencia aos heróis aqueus que vão lutar contra Tróia´... Mas, em seguida, essas descobertas de Schliemann também vão ser postas em questão... Porque a cidade onde teria sido encontrado o que se chama de tesouro troiano, objetos de ouro, a cidade mais rica, pelas datações arqueológicas remonta a 2.500 e 2.200 a.C., quer dizer, um período bem anterior àquele ao qual, segundo a tradição, teria se passado a guerra, no final do século XII a.C.... A cidade que pela data da tradição corresponderia à Tróia arqueológica seria a Tróia 7ª-A. Essa Tróia 7ª-A parecia ser uma cidade relativamente pobre e que, segundo os indícios arqueológicos, teria sido destruída por um terremoto e não por uma empreitada militar", explica Guimarães.
E Guimarães completa: "Depois os historiadores vão tentar buscar outros tipos de fonte para tentar esclarecer o contexto da guerra. Há os arquivos ititas, que fazem referência a Kaia. Porque o Império Itita se localizava mais ou menos onde hoje é a Turquia. E Tróia é uma cidade do litoral norte da costa da Ásia Menor, o litoral turco, hoje, e que praticamente estaria sob o domínio Itita. Foram buscadas referências entre estes textos ititas e o mundo micênico, mas pouca coisa foi encontrada, quase nada, a não ser uma referência aos aquigauas, que seriam possivelmente os aqueus (gregos), mas nada que viesse a comprovar a história".
Na mesma linha, vai a avaliação da professora Filomena Hirata. "A História acho que é uma coisa diferente. Dizer que a Guerra de Tróia, tal qual ela é relatada na Ilíada de Homero, foi o que aconteceu historicamente não é uma verdade. Não teria sido possível ter havido uma guerra nos moldes que Homero conta, um cerco a uma cidade que durou dez anos. Isso era impraticável" , diz. "O que havia eram muitas guerras, mas eram guerras rápidas, guerras para conseguir bens. Os gregos saíam atrás de metais preciosos, escravos. Mas eram guerras rápidas. Pode até ter havido em um dado momento uma guerra por causa de uma mulher, mas não nos moldes que conta Homero", acrescenta.
"Ainda que haja um sítio arqueológico escavado já há muito tempo - através dos trabalhos do alemão Schliemann, localizado em Tróia, que corresponderia hoje a uma região da Turquia -, ainda que haja uma possível identificação entre uma das cidades estudadas por Schliemann com aquilo que poderia ser a antiga Tróia, tudo isso é muito difícil de ser rigorosamente provado", avalia Filomena Hirata.
Diferenças culturais
É importante ter em mente que o que hoje compreendemos como sendo mitologia - um grupo de crenças que formam a base religiosa da Grécia Antiga - era compreendido e analisado de outra forma àquela época. "Para os gregos, não havia essa distinção (entre História e Mitologia). Eles imaginavam que todos esses eventos tinham acontecido, consideravam esses heróis seus antepassados distantes. Então eles acreditavam na historicidade deles", diz André Malta Campos, professor de Grego Antigo da FFLHC-USP.
"Claro que hoje a gente vê de uma outra forma. E ficam tentando, os historiadores, os arqueólogos, querem ver em Homero o que pode ser um retrato do que de fato aconteceu. Não há como a gente saber com certeza. Há como sabermos que houve guerras em Tróia, várias destruições de Tróia, e a tendência é localizar a destruição dessa Tróia retratada por Homero no século XII a.C., entre as várias camadas arqueológicas que existem de Tróia, e tentar buscar em Homero elementos que retratem algum período da Grécia Antiga. Mas, na verdade, Homero é um miscelânea de elementos", afirma Campos.
O que é certo é notar que, segundo as observações históricas, a prática do saque pelo uso da força, a partir da guerras como instrumento de conquista, era corriqueira em meios às civilizações antigas. Segundo o professor José Guimarães, hoje, acredita-se que se há algum núcleo histórico nos relatos de Homero isso está ligado a uma guerra de pilhagem que teria virado esse acontecimento grandioso pela imaginação poética.
"Guerras de pilhagem eram extremamente comuns nesse mundo. A guerra era um fato econômico. Você organiza excursões além mar para fazer escravos, saquear tesouros. Então a guerra de pilhagem era um exemplo corriqueiro nesse mundo Mediterrâneo no final do milênio antes de Cristo", diz o professor da UnB.
Por outro lado, o professor Jacyntho Lins Brandão, de Língua e Literatura da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), lembra a criação de instrumentos de observação que viriam a ser aplicados por historiadores para depurar indicações históricas a partir de relatos da tradição oral ou mesmo da Literatura e da arte.
Brandão lembra as observações historiador grego Evêmero, do século IV a.C. Segundo o historiador - de cujo nome derivou o termo evemerismo (doutrina segundo a qual as personagens ou heróis mitológicos são seriam humanos divinizados após a morte, como definido no dicionário Aurélio) -, ao separar dos mitos aquilo que é fantasioso, chegaríamos a um fundo de verdade, a uma origem histórica.
Jacyntho Brandão, explica que "se eu trabalhar uma tradição mitológica qualquer, e não só a grega, eu chego a um fundo de verdade que ela tem, desde que eu consiga identificar quais são os elemento de fabulação poética que estão sendo colocados em cima de um texto histórico. Vou dar um exemplo do Brasil para entender o que é isso. Nós temos aqui, na História do Brasil, Getúlio Vargas. Não temos dúvida nenhuma de que isso é História. Se a gente pegar um cordel do Nordeste, nós vamos encontrar algo assim: a chegada de Getúlio Vargas ao inferno. Quer dizer, se a gente não tivesse documento histórico sobre Getúlio Vargas, esse cordel - vamos pensar daqui a mil anos - é uma referência de que Getúlio Vargas existiu. Aí podemos pegar esse cordel, tirar o que é maravilhoso e então você encontra o resto de história ali".
"O extraordinário em relação a Homero é que os gregos já ficavam discutindo: será que isso é verdade? Homero não estava na Guerra de Tróia, como é que ele podia saber o que aconteceu lá? Havia várias leituras de Homero, desde ele ser lido como um historiador durante a Antigüidade toda, até as críticas que pensavam que tudo ali era alegórico, então precisava ter uma hermenêutica para entender o sentido dos poemas, até pensar que tudo aquilo era mentira", afirma Brandão.
" No século XIX, quando (Heinrich) Schliemann resolve descobrir onde ficava Tróia, e usa os poemas de Homero para poder ver qual era a localização, ele vai lá para o lugar onde hoje é a Turquia, a partir das indicações de Homero, e descobre Tróia. Este é o dado, em princípio inacreditável, se não tivesse sido descoberto, que provocou uma série de reflexões sobre a poesia de Homero, de pensar que ali não há só poesia, de que mesmo esse material, recebendo uma tratamento poético, está guardando uma memória sim, uma memória histórica de tradição oral", analisa o professor da UFMG.
A Mitologia presente
Supondo-se então que os poemas de Homero possuem um fundo de verdade - que seja um relato de uma tradição histórica passada de eventos e personagens, mais alegoricamente ou menos -, é interessante notar a presença dos mitos religiosos na ação. Os deuses do Olimpo e outras figuras fantásticas, descritos tão detalhadamente na tradição mitológica grega, estão presentes nas histórias da Ilíada e da Odisséia.
Essas figuras mitológicas são atores nas obras de Homero. Interferem na trama e são afetados pelos efeitos produzidos durante a Guerra de Tróia. Até mesmo o principal herói da Ilíada, Aquiles, é um semideus, isto é, filho de uma deusa (Tétis) com um humano (Peleu).
"Quando a gente está falando de mito, e daí vem a palavra grega mythos, o primeiro sentido do termo em grego é de discurso, narrativa. Inclusive o verbo que vem daí é o verbo normal antigo, em Homero, que significa falar, narrar. Então, numa primeira aproximação, mito é uma narrativa qualquer. A segunda coisa é que tipo de acesso a gente tem a isso, que chamamos de mitologia grega. Nós temos acesso só a partir do que foi escrito, e esse campo do mito, nesse contexto que é oral, que significa falar, dizer, contar, é uma coisa que simplesmente a gente não conhece: não havia gravador na época. Agora, quando a gente recebe essa mitologia escrita, recebe uma variedade muito grande de versões, então, dá uma impressão falsa quando se fala da mitologia grega, como se isso fosse um conjunto de textos oficiais que tem uma versão determinada. Seria mais interessante a gente pensar que nós temos não uma mitologia, propriamente, mas sim, temos mitografias. Nós temos vários registros escritos desse negócio indefinido que a gente não consegue saber dar o contorno direito, que seriam os mitos", avalia Brandão.
Essência
Retrato de parte de uma História antiga, colagem de mitos ou apenas uma obra literária. Seja como for classificado o legado de Homero, e todo o arcabouço cultural que se seguiu a ele a partir da tradição helênica, é certo inferir que tal produção foi de suma importância à formação de todo um arcabouço que deu base à sociedade ocidental.
Desses fundamentos, valores e princípios que perduram até hoje foram desenvolvidos os fundamentos, valores e princípios atuais. Hoje, pode-se dizer que toda a humanidade é influenciada, direta ou indiretamente, por aquilo que foi legado daqueles primórdios históricos, literários, mitológicos. No entanto, permanece sempre a curiosidade natural do ser humano em relação a sua origem e a seu destino. Quem sabe, um dia, contaremos com tecnologia que reconstrua momentos passados e revele "as verdades".
Como disse Chico Buarque em sua canção "Futuros Amantes", sobre o amor que pode "esperar em silêncio", no futuro: "Sábios em vão/Tentarão decifrar/O eco de antigas palavras/Fragmentos de cartas, poemas/Mentiras, retratos/Vestí gios de estranha civilização".
quinta-feira, 26 de março de 2009
Site exibirá show de Paul e Ringo
Site de David Lynch exibirá show de Paul McCartney e Ringo Starr
colaboração para a Folha Online
O diretor David Lynch (de "Veludo Azul" e da série "Twin Peaks") lançou nesta quarta-feira (25) o site David Lynch Foundation Television --dlf.tv, voltado para a sua fundação que se dedica ao ensino de meditação transcendental a jovens. A página vai exibir, no dia 4 de abril, o show dos ex-Beatles Paul McCartney e Ringo Starr no Radio City Music Hall, de Nova York. Eles serão, acompanhados de Eddie Vedder, Sheryl Crow, Moby, Donovan e Paul Horn.O site explica que "há 40 anos, os Beatles, Donovan, os Beach Boys e Paul Horn viajaram á Índia para estudar meditação transcendental (...). Eles trouxeram meditação e música que mudaram o mundo. Agora, eles voltam a se reunir no Radio City Music Hall, em Nova York (...) para mostrar essas canções a uma nova geração".O espetáculo será apresentado pelo próprio Lynch, a atriz Laura Dern e o produtor musical Russell Simmons.Além de shows, é possível encontrar no dlf.tv vídeos de Lynch tocando com Moby, na seção "David Doing Stuff" (David fazendo coisas, em tradução livre).No "Daily David" (David diário, em tradução livre), vídeos mostram o diretor discorrendo sobre assuntos diversos como silêncio, meditação e como fazer um bom filme.http://www1. folha.uol. com.br/folha/ ilustrada/ ult90u540893. shtml
Barbie and Ken Return to the World of Star Trek
It's a fresh take on a familiar franchise - just like the new movie! Star Trek has been spinning its mythology for 40 years, spanning 6 television series and 10 feature films, and the new movie updates the fabled franchise's look and feel to appeal to new generations and long-time fans alike!
Star Trek XI features the fledgling future icons of the original Star Trek Series, and to celebrate, Barbie® doll and Ken® are boldly going even further into one of the greatest and longest-running stories of our time. Barbie® doll poses as Lt.Uhura and Ken® doll does double duty, posing as both Captain Kirk and Mr. Spock. All three dolls are now in the online shop, just in time for this highly anticipated movie, set to debut in summer 2009!
Join the fun with Barbie® doll and Ken® doll! Shop today, and bring home Barbie® doll and Ken® Doll as members of the most famous crew ever to command a starship bearing the name Enterprise.
Canções de Beatles e Roberto Carlos estão entre as 100 preferidas de músicos hispânicos
Canções de Beatles e Roberto Carlos estão entre as 100 preferidas de músicos hispânicos
Plantão Publicada em 22/03/2009 às 14h13m
MADRI - Quatro canções dos Beatles, uma da banda The Beach Boys e uma do grupo The Smiths encabeçaram a lista das 100 músicas preferidas de cem músicos hispânicos, divulgada pela publicação "El País Semanal". "Ne me quitte pas" (Jacques Brel) é a número um do ranking, que tem até um título de Roberto Carlos, "Eu quero ter um milhão de amigos". O Rei é o única brasileiro eleito pelos espanhóis.
Intitulada "Cem músicos hispânicos elegem as 100 canções que mudaram sua vida", a lista publicada pela revista espanhola foi feita com base em entrevistas com músicos pop.
"Sobre a seleção, predomina a influência dos anos 60. A extraordinária criatividade daquela década faz com que muitos músicos tenham ali a sua matriz, no sentido pedagógico. Foram anos vertiginosos, onde os grupos manifestavam uma altíssima produtividade" , divulga a revista.
"God only knows" (The Beach Boys) e "Help" (Beatles) ocupam o segundo e o terceiro lugar na lista. Em quarto, está "Como el agua" (Camarón de la Isla), seguida de "Mediterráneo" e "A hard day's night" (Beatles). Em sétimo, vem "There is a light that never goes out" (The Smiths). Os quatro músicos de Liverpool voltam a aparecer em oitavo e novo lugar, com "A day in a life" e "Strawberry fields forever" (Beatles). O número dez é de Camarón de la Isla ("La leyenda del tiempo").
Bob Dylan aparece no ranking, com "Like a Rolling Stone". "What's going on?" (Marvin Gaye), "Smells like teen spirit" (Nirvana), "Volver", (Carlos Gardel), "Ojalá" (Silvio Rodríguez), "King Creole" (Elvis Presley) e "Whole lotta love" (Led Zeppelin) também são lembrados. Entre os outros nomes em destaque, estão Paco de Lucía ("Almoraima" ), Edith Piaf ("La Foule"), Jackson 5 ("I want you back"), Lynyrd Skynyrd ("Free Bird"), Frank Sinatra ("Strangers in the night") e Simon e Garfunkel ("Bridge over troubled water").
http://oglobo. globo.com/ cultura/mat/ 2009/03/22/ cancoes-de- beatles-roberto- carlos-estao- entre-as- 100-preferidas- de-musicos- hispanicos- 754944541. asp
Os 100 filmes para assistir antes de morrer
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Muitos filmes são bons, alguns são ótimos, mas somente poucos deles podem ser considerados "essenciais" . Na incessante busca pela seleção perfeita dos melhores filmes, o Yahoo! Movies, um dos mais respeitados sites de cinema dos Estados Unidos, fez a lista "100 filmes para assistir antes de morrer".
A seleção, elaborada pela equipe de cinema do Yahoo!, editores e especialistas, tem a intenção de ser o guia definitivo dos cinéfilos.
A lista traz clássicos do cinema, como "Casablanca" (1942) e "Lawrence da Arábia" (1962), e produções mais recentes, como a trilogia "O senhor dos Anéis" (2001, 2002 e 2003) e "Titanic" (1997).
Os 100 filmes para assistir antes de morrer, não incluem apenas produções norte-americanas, há também filmes da Índia, Alemanha, China, Taiwan e Itália. A seleção traz uma grande diversificação de gêneros de filmes e datas. Desde o terror alemão "Nosferatu", de 1922, até o musical britânico "A Hard Day's Night", de 1964.
Entre os diretores que merecem destaque está Steven Spielberg. A lista traz cinco filmes que passam pelos trinta anos de carreira do diretor, como "Tubarão", "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida", "O Resgate do Soldado Ryan", "A lista de Schindler" e "E.T. - O Extraterrestre" .
Da lista das cem produções cinematográficas, o Yahoo! Brasil selecionou 35 obras-primas do cinema que o amante da sétima arte não pode deixar de assistir. Para ver a lista completa, clique aqui.
http://br.noticias. yahoo.com/ s/26032009/ 48/entreteniment o-100-filmes- assistir- morrer.html
segunda-feira, 23 de março de 2009
Neschling entra na Justiça contra Osesp
A saída de Neschling da Osesp, que estava à frente da orquestra desde 1997, foi tumultuada. Apesar de o salário mensal de R$ 120 mil do maestro sempre ter causado polêmica, não foi essa a principal razão de sua demissão.
Verbas rescisórias
O pedido de Neschling foi protocolado na última quinta-feira (19). Se Tortelier não tiver permissão para trabalhar no país, Neschling pede que "sejam tomadas as medidas cabíveis contra a Fundação Osesp", que mantém a Sinfônica.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a DRT-SP informou que o ex-regente da Osesp receberá resposta à sua solicitação na semana que vem.
Desgaste
O desgaste de Neschling na Osesp começou quando ele entrou em conflito com o governador José Serra. Chamou-o de "menino mimado" e "autoritário" e deu entrevistas criticando o governador e o secretário estadual da Cultura, João Sayad. A gota d'água foram críticas de Neschling à decisão do conselho da fundação de formar um comitê para a escolha de seu sucessor.
Outro lado
A Fundação Osesp informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que obteve junto ao Ministério do Trabalho toda a documentação necessária para que Tortelier trabalhasse regularmente no Brasil. Sobre o pedido apresentado à Justiça do Trabalho com relação a verbas rescisórias, a fundação informou não ter sido notificada.
Fonte: Folha Online - 21/03/2009
Música barroca francesa
Com isso, fomos levados a algumas considerações sobre os fatores que determinam o caráter efêmero das obras-primas da música ou de sua importância com relação a épocas posteriores. Por que será que certas obras estão fadadas a ficarem célebres, conhecidas e executadas por toda parte? Certamente, existe o julgamento "infalível" da história que separa o joio do trigo. Mas uma obra, antes de passar por essa prova , precisa ser tirada dos arquivos em que dorme , muitas vezes há séculos, e ser executada. No caso de Rameau, é possível que isso tenha acontecido devido ao fato de que a música francesa, no século XVIII e mesmo um pouco mais tarde, permaneceu bastante isolada do resto da vida musical européia que teve um importante papel. A França foi o único país a não acolher a linguagem internacional da música barroca italiana, à qual opôs seu próprio idioma musical, totalmente diverso. Pode ser que a música francesa sempre tenha sido, para o restante dos europeus, uma espécie de língua estrangeira, cuja beleza só se pode mostrar àquele que dela se ocupe intensamente e com paixão. Mesmo conosco, músicos, isso acontece. Enquanto a música italiana agrada de imediato, mesmo em uma execução com várias falhas, a música francesa primeiro precisa ser trabalhada assiduamente até que o músico e o ouvinte cheguem a seu conteúdo, à sua mensagem. É bem possível que justamente este temor tão difundido face à música francesa tenha retardado o renascimento das grande obras de Rameau.
Ao realizarmos os primeiros ensaios orquestrais de Castor et Pollux, tínhamos necessidade, a cada momento, de relembrar que aquela música havia sido composta em 1737, na época das grandes obras de Haendel e Bach! A novidade antes nunca ouvida desta linguagem sonora deve ter sido, para a época, algo de muito perturbador: trata-se da mesma linguagem de Gluck e, sob certos aspectos, já aquela dos clássicos vienenses, com uma antecipação de mais de quarenta anos. Parecia-nos impossível que um único compositor tivesse podido inventar um tratamento da orquestra e uma instrumentação tão radicalmente novos. Neste campo, Rameau não teve predecessores. Sem dúvida, sua harmonia é surpreendente, fascinante; os seus contemporâneos fora da França consideravam algumas de suas dissonâncias e desenvolvimentos harmônicos francamente chocantes e detestáveis. Alguns compositores mais antigos, franceses ou mesmo, já haviam, no entanto, abordado harmonias bastante avançadas.
Tivemos exatamente o mesmo sentimento que Debussy descrevera em uma crítica sobre a execução de Casto et Pollux, ou seja, que praticamente tudo quanto se havia atribuído anteriormente a Gluck, já se achava muito tempo em Remeau, numa forma musicalmente perfeita. Mesmo sem ter conhecido o texto de Debussy, o paralelo Gluck- Rameau ficou claro para nós desde o primeiro instante. Assim, numa época em que a evolução se fazia sensivelmente mais lenta que a nossa, inovações no domínio da realização sonora, musical dramática que situamos nos anos de 1770 foram na realidade cristalizadas 40 anos antes. O que significam, então, esses "paralelos" musicais? Rameau viveu cedo demais, este deve ter sido o seu "erro".
Fonte: Texto retirado do livro de Nikolaus Harnoncourt - "O Discurso dos Sons"
domingo, 22 de março de 2009
Quinteto Brasileiro de Cordas toca música erudita, tango e choro no Museu da Casa Brasileira
Repertório:
- Sonata em Ré Allegro Animato (Carlos Gomes);
- Divertimento em Ré maior, Allegro, Andante, Presto (Mozart);
- Otoño Porteño (Astor Piazzolla); Bachiana Brasileira Nº 4 (Villa-Lobos); Brasileirinho (Valdir Azevedo); Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu); Escorregando (Ernesto Nazaré).
O projeto Música no Museu está consolidado na agenda de São Paulo como uma alternativa de lazer que reúne música de qualidade em um cenário agradável: o terraço do Museu da Casa Brasileira, em frente ao seu jardim de 6.600 metros quadrados.
Unindo a experiência de cada músico em um repertório que inclui música erudita, tango, choro e música popular, o grupo tem sido aclamado pelo público e recebido elogios da crítica especializada em suas apresentações. O talento e o estilo pessoal dos músicos que formam o quinteto são algumas de suas principais características, que asseguram grande sucesso nos diversos estilos sem perder a qualidade artística.
Naipe de primeiros violinos da Osesp, professor no Instituto Baccarelli e diretor da Camerata Darcos, o paulistano Paulo Paschoal iniciou seus estudos de violino com seu pai. Depois ingressou no Conservatório, onde concluiu o curso de violino e venceu vários concursos. Prosseguiu seus estudos com os violinistas Alberto Jaffé, Eric Lehninger e Ayrton Pinto, com os quais deu grande ênfase ao repertório romântico e camerístico. Estudou também com os renomados violinistas Chaim Taub, Eric Friedman, Sidney Harth e Boris Belkin. Participou de diversas master class, recebeu orientação de Dimitry Sitkovetsky e Shlomo Mintz. Venceu em 1995 o Concurso para Jovens Solistas da Osesp. Como solista atuou com a Osesp, Sinfônica de Sorocaba, Sinfônica de Santo André, Petrobrás Pró Música e Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Aos 16 anos, foi spalla da Orquestra Sinfônica de Sorocaba, onde permaneceu por três anos, e da Orquestra Sinfônica de Santo André. Colaborou, ainda, com diversos grupos sinfônicos como a Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro. Participou dos CDs das Orquestras de Câmara Banespa e Santo André e da Osesp. Lançou dois trabalhos solos, no primeiro interpreta obras do compositor Niccoló Paganini e, no segundo, acompanhado por um grupo de choros executa composições de Abel Ferreira e Alexandre Guerra. Realiza turnês anuais pelos Estados Unidos, Europa, América Latina e Brasil. Foi professor da 4º Festival de Música nas Montanhas de Poços de Caldas, janeiro de 2003.
Serviços:
Música no Museu – “Quinteto Brasileiro de Cordas”
Domingo, 19 de abril, às 11h Entrada franca
Duração: 60 min
Capacidade: 230 lugares
Local: Museu da Casa Brasileira – Terraço - Av. Brig. Faria Lima, 2705
Tel. 3032-3727 Jardim Paulistano Site: www.mcb.sp.gov.br
Estacionamento: R$ 10,00
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h
Ingresso: R$ 4,00 Estudantes R$ 2,00 Gratuito domingos e feriados
Acesso para pessoas com deficiência.
Visitas monitoradas: 3032-2564
sábado, 21 de março de 2009
Piadas foram herdadas dos gregos da mesma forma que filosofia e democracia
Pesquisadora britânica diz que humor atual vem de 2.000 anos atrás.
Ela estuda o 'Philogelos', mais antigo livro de piada de que se tem notícia.
Daniel Buarque Do G1, em São Paulo
Essa é velha: um barbeiro, um careca e um professor estão viajando juntos. Eles precisam parar para acampar à noite, e revezam a vigilância das bagagens ao longo da noite. Quando é a vez do barbeiro ficar acordado, ele fica entediado e raspa a cabeça do professor. Quando o professor é acordado para seu turno, ele sente sua cabeça e diz: “que estúpido é esse barbeiro. Ele acordou o careca no meu lugar”. Se não teve tanta graça ler essa piada hoje, é bom saber que todas as piadas que têm graça atualmente devem muito a ela, que era bem popular na Grécia de 1.600 anos atrás.
“O humor antigo, o riso, foi herdado dos antigos gregos da mesma forma como herdamos a ideia de democracia, a filosofia”, explicou, em entrevista ao G1 a pesquisadora britânica Mary Beard, que vem analisando o “Philogelos”, mais antigo livro de piadas de que se tem registro. O livro traz uma lista com 260 brincadeiras no estilo desta acima.
O "Philogelos" pode ser visto quase como um elo perdido das piadas. Ele traz o formato de piadas como as que usamos até hoje, e faz com que tenhamos uma ideia muito simples e clara do que é uma piada.
À primeira vista, era de se esperar que o tipo de piadas de 2.000 anos atrás seria muito diferente, mas não. O humor da antiguidade, disse, era muito parecido com o atual. “O humor é universal. As pessoas de todo o mundo riem das mesmas coisas. Há uma herança maior desse humor no mundo ocidental, naturalmente", diz.
Quando pensadores começaram a tentar entender o que era o humor e o que fazia as pessoas rirem, durante a Renascença, eles se voltaram para a Antiguidade Clássica, para entender a idéia de piada. "Da Renascença, herdamos a estrutura de piada como é usada no mudo ocidental atualmente, com personagens semelhantes e frases de efeito parecidas. Aprendemos com os antigos, e acabamos reproduzindo mesmo dois milênios depois.”
Mudanças
Claro que as piadas antigas não são exatamente iguais às de hoje. Não rimos de tudo o que eles achavam engraçado na época, explicou. O humor tinha liberdade para ser mais politicamente incorreto, zombando de pessoas com deficiência, por exemplo, o que praticamente não existe mais atualmente.
Um tema frequente nas piadas da época estava a questão da identidade. Havia uma grande preocupação dos antigos com ideia de saber quem eles eram, e as piadas refletem um pouco isso. "Essa preocupação não existe mais atualmente, então as piadas sobre este assunto não funcionam mais tão bem atualmente. As piadas ajudam a entender um pouco a cabeça das pessoas da época.”
Uma outra piada do livro ajuda a exemplificar isso: Dois homens se encontram depois de muito tempo sem se verem. Um deles diz: “que estranho, me disseram que você tinha morrido”, e o outro responde: “bem, você pode ver que continuo vivo”, mas o primeiro discorda e replica: “A pessoa que me disse que você morreu é muito mais confiável de que você”.
Segundo Beard, não é possível falar em evolução no humor, mas percebe-se que ele, naturalmente, passou por mudanças com o tempo. “Hoje não rimos mais de problemas de identidade, temos um maior controle com o politicamente correto. Na época, não se fazia piada sobre crianças, que á algo muito popular nas piadas modernas. Há mudanças que acompanham a cultura, as piadas refletem a mentalidade da época, mas o formato básico continua o mesmo”, disse.
Em quem Elvis Presley se inspirou ao escolher seu penteado?
sexta-feira, 20 de março de 2009
Agite antes de beber - http://sobretudo.nafoto.net/
Li num site que um designer americano teve a ideia de transformar os Beatles em suco. O produto não está em comercializaçã o, por motivos óbvios. Imagina o direito de imagem a ser pago com um produto com o rosto de um Lennon...!!! Na concepção do designer, as caixas estão em quatro sabores: John Lemon (limão), George Pearrison (pêra), Mango Starr (manga) eApple McCartney (apple leia-se: "é-poul" para ter graça). Tem até um episódio dos Simpsons, em que Bart e Milhouse acham uma pilha de latas de sucos dos Beatles na casa do Ned Flanders e todas com nomes iguais.
Me pergunto aqui o porquê desses sabores, muito além das semelhanças sonoras de seus nomes. Vamos tentar...
Lennon é limão, muito certamente devido à mistura pós-Yoko Ono. Limão também é tempero. Lennon era a mente criativa, e por tantas vezes ácida, dos Beatles.
Harrison, o mais introspectivo dos quatro, o calado. Passou a aparecer bem mais quando o grupo se separou e lançou carreira solo. Pêra é uma fruta que não aparece tanto numa salada, seu gosto é mais destacado quando separado ou com algo salgado.
Paul, a maçã do grupo, considerado um dos maiores compositores da música pop de todos os tempos. Maçã, a fruta que está até na bíblia. Paul formou com Lennon uma dupla imbatível (maçã com limão, por que não?). Era o que mais escrevia canções românticas (maçã = amor! Bingo!). São de sua autoria Yesterday, And I Love Her' e Here There And Everywhere. Não sei o que acha, mas Yesterday tem muito cheiro de maçã.
Por fim, Ringo era o que tinha a personalidade mais calma e o que melhor se relacionava com todos os três. Pelo seu estilo tranqüilo, dizem os biógrafos de Beatles, ele foi responsável por manter o grupo unido até o último minuto. Manga, manga... Não consigo associar a manga ao Ringo. Abacaxi? Putz, nem pensar. Abacaxi é muito Amy Winehouse. Eu diria uva... ou pêssego... Mas 'Pêssego Star' não dá.
19/03/2009 Publicada por Moratelli
Nova biografia de John Lennon revela o que restava para saber do ídolo

John Lennon em fevereiro de 1975 no terraço de seu apartamento, no prédio Dakota, em Nova York. Na jaqueta, está escrito Elvis
Norman entrevistou amigos, colegas e parentes de Lennon. Conversou longamente com Yoko Ono, a mulher do músico, em três sessões no apartamento do edifício Dakota, em Nova York, onde o casal viveu e em cuja portaria Lennon foi assassinado com cinco tiros por um fã, Mark Chapman, em 8 de dezembro de 1980. Quando Norman terminou o trabalho, enviou os originais a Yoko. Ela ficou furiosa e acusou o autor de ter sido injusto com John. Talvez Yoko pensasse que Norman se basearia no que disse e no material de imprensa, como fizeram outros biógrafos do músico.
Yoko tinha motivo para crer nisso. Afinal, seu marido foi uma das celebridades mais tagarelas da história do rock. Ele contou tudo em várias entrevistas longas que concedeu, inclusive ao próprio Norman, em 1966. Chocava os jornalistas com declarações impublicáveis. Quando morreu, aos 40 anos, era uma figura mundial, ícone da liberação sexual e da contracultura dos anos 60. Tempos de utopia que ele havia enterrado dez anos antes com a declaração: “O sonho acabou”. Referia-se tanto à separação dos Beatles como à agonia de um modo de vida sonhador, inspirado nos hippies. Em 1969, tornara-se símbolo do pacifismo, num planeta sacudido por conflitos.

A Guerra Fria trazia a ameaça nuclear e o Vietnã seguia como alvo dos protestos. Para fazer o seu, Lennon e Yoko passaram a lua de mel na cama da suíte do hotel Hilton de Amsterdã. O “bed-in”, como ficou conhecido, durou uma semana, durante a qual os pombinhos receberam a imprensa e deram declarações em apoio à paz. Tudo isso é conhecido.
Quando os Beatles estouraram, em 1964, a primeira parte da trajetória de Lennon também foi vasculhada: a solidão do menino criado pela tia Mimi, a morte da mãe quando ele tinha 18 anos, a saga de um grupo de estudantes de Liverpool que fundou a mais poética banda de rock da história.
Mas isso soou insuficiente para Norman. Ele já tinha publicado, em 1981, Shout!, uma das melhores histórias dos Beatles, e sabia que algo da vida de John havia ficado para trás. Queria derrubar o mito para pôr de pé um homem. Encontrou em Liverpool a chave para entender os traumas, as frustrações e os anseios do artista. Visitou casas, clubes, cartórios, escolas. O livro é um relato cronológico das atividades de Lennon, contadas em detalhes nem sempre edificantes. É a biografia mais completa já feita sobre o músico, até porque corrige algumas imprecisões. A começar pelo pai, o marinheiro mercante Al Lennon, que passou à história como um canalha. Não foi bem assim. Descendente de uma família irlandesa e musical (O’ Lonain), Al casou-se em 1938 com Julia Stanley, de um clã respeitável de Liverpool. Al e Julia tiveram seu filho sob os bombardeios alemães. Desajustados, separaram-se quando o menino tinha 6 anos. John foi criado pela irmã de Julia, Mimi, em uma confortável casa de subúrbio em Liverpool. Al tentou reatar o casamento, mas Julia tinha passado a viver com outro homem e o obrigou a se afastar.
Outra imprecisão refere-se à candura do menino. Apesar de sensível, John era dado a travessuras e até a cometer delitos. Formava gangues de amigos para dominá-los e praticar furtos. Tinha mania de trote. Nos ônibus, tocava levemente nos cabelos do passageiro do banco da frente. Quando a vítima olhava, fazia cara de anjo. Seu pior defeito era zombar de pessoas com problemas físicos. Adolescente agressivo e imprevisível, chamava a atenção pelo olhar desafiador. Mas isso era resultado da miopia – e do fato de John se recusar a usar óculos. Tinha ciúme das mulheres com quem se relacionou, apesar de se esbaldar em relacionamentos eventuais.

PAIS-PROBLEMA
John Lennon e a mãe, Julia, no jardim da tia Nanny (acima); O pai, Alf, quando era garçom de um navio. O casal se separou quando John tinha 6 anos, e o menino nunca mais morou com os pais
Campeão sexual, participou de festas e orgias e se acasalou com fãs, prostitutas e colegas. Mas mantinha as namoradas no cabresto. Confessou numa entrevista que quase fez sexo com a mãe, Julia, e que a desejou o tempo todo. Por isso, Yoko o levou à terapia do grito primal do psiquiatra Arthur Janov. Daí nasceu a visceral canção “Mother”, de 1970. Com os amigos do mesmo sexo, sustentou relações ambíguas. Possessivo, gostava de controlá-los.
Em 1959, apaixonou-se pelo colega de faculdade de artes Stu Sutcliffe, sósia em miniatura do ator James Dean, e o convidou a fazer parte da temporada dos Beatles num bordel de Hamburgo, em 1960, como baixista. Quando Stu se casou com uma alemã, John teve um ataque de ciúme. Sobre a ligação desde a adolescência com o parceiro maior, Paul McCartney, Yoko disse a Norman que suspeitava de que tinha fundo homossexual. Grato à ajuda de Yoko, Norman absolveu-a da culpa pela separação dos Beatles. Segundo ele, a banda se dissolveu devido a brigas por dinheiro.
O melhor da obra não é o catálogo de fofocas e escatologias, mas o relato da formação do artista – o fascínio pelo músico Elvis Presley, as fontes de inspiração, os métodos de criação de cada uma de suas canções – e da ascensão de um rapaz interiorano obcecado pelo amor e pela fama. Um homem com tantas qualidades que fez a posteridade esquecer suas muitas falhas. Yoko desejava uma ode.
Justamente por não bajular, Norman fez o serviço essencial para quem gosta de pop. Não oferece uma interpretação sobre o papel de Lennon para o advento da cultura planetária, mas a sucessão dos fatos é suficiente para explicar o fenômeno. Ele refez o monumento, dando-lhe humanidade. Na edição brasileira, porém, a biografia foi prejudicada pela tradução. Apesar de fluente, incorre em deslizes gramaticais e uso de termos como dor “excruciante”, que em português se traduz por “insuportável”. Em dado momento, “um gramofone instigava” uma festa de roqueiros no fim dos anos 50. Parece um anacronismo, pois os gramofones haviam saído de linha em 1925. Mas o termo “gramofone” em inglês britânico designa vitrola, ou toca-discos, em português.

AMORES
John com os outros beatles em 1963 em Liverpool; e em 1969, com Yoko Ono, na maratona de paz e amor em Amsterdã. Yoko suspeitava de um caso dele com Paul http://revistaepoca .globo.com/ Revista/Epoca/ 0,,EMI63991- 15220,00- NOVA+BIOGRAFIA+ DE+JOHN+LENNON+ REVELA+O+ QUE+RESTAVA+ PARA+SABER+ DO+IDOLO. html
quarta-feira, 18 de março de 2009
Músicas de Elvis Presley voltam às paradas de sucesso
Após dez anos longe das paradas de sucesso, o rei Elvis Presley dá mais uma prova de que está mais vivo do que nunca.
Nesta sexta-feira, o nome do astro apareceu duas vezes na lista das músicas mais tocadas pelas rádios americanas nas últimas semanas, desbancando cantores que ainda não partiram desta para a melhor.
"Blue Christmas", dueto com Martina McBride, ficou na 43ª posição, nesta quinta-feira, acompanhada por "I''ll Be Home for Christmas", com Carrie Underwood, que estreou na 60ª posição no final da semana passada.
Esta é a primeira vez que duas músicas de Elvis estréiam na parada em duas semanas consecutivas.
Fonte: Diário do Grande ABC
http://jc.uol. com.br/2008/ 12/12/not_ 187317.php
baixar músicas...
Um grupo de músicos formado pelo guitarrista Ed O'Brien, do Radiohead, e pelos cantores Robbie Williams, Annie Lennox e Billy Bragg criticou nesta quinta (12) uma proposta que quer tornar crime o ato de baixar músicas pela internet.Na noite de quarta-feira, a The Featured Artists Coalition, que reúne mais de 140 bandas ou cantores, votou majoritariamente contra o processamento judicial de fãs por esse motivo.Os músicos transferirão essa opinião majoritária ao secretário de Estado para as Comunicações britânico, lorde Carter, que sugeriu a possibilidade de tipificar essas ações como crime, segundo informa nesa quinta o jornal "The Independent" .Um dos músicos, Billy Bragg, declarou ao jornal que "a indústria musical não pode seguir por esse caminho" com medidas protecionistas que equivalem "a colocar a pasta de dente outra vez no tubo"."Os artistas deveriam ser titulares dos direitos e poder decidir quando sua música pode ser usada gratuitamente e quando é preciso pagar por ela", disse Bragg.A coalizão, criada para defender os direitos dos músicos no mundo digital, também quer que empresas como YouTube e MySpace remunerem os músicos quando usarem suas composições em publicidade. Fonte: www.oglobo.com
Comunidade Discografias - O Retorno
http://www.orkut. com.br/Main# Community. aspx?cmm= 56139232
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John Lennon ganhará filme biográfico
O estúdio Weinstein Co. anunciou que adquiriu os diretos para rodar um filmesobre John Lennon. O biopic se chamará *NowhereBoy<http://www.imdb. com/title/ tt1266029/>* e enfocará o impacto de mulheres na educação do músico.Anne-Marie Duff interpretará a mãe de Lennon, *JuliaLennon<http://en.wikipedia .org/wiki/ Julia_Lennon>*, e Aaron Johnson viverá o ex-Beatle. Kristin Scott Thomas tambémparticipará do filme, desempenhando o papel de Mimi, irmã de sangue domúsico.O *GigWise<http://www.gigwise. com/news/ 49967/Beatles- John-Lennon- Biopic-To- Be-Distributed- By-US-Company- Film-Studio>* disse que o filme foi escrito pela meia-irmã de Lennon, Julia Baird, eserá adptado para as telas por Matt Greenhalgh. A direção será de SamTaylor-Wood.
Beatles e iTunes não chegam a um acordo sobre distribuição
Beatles e iTunes Store não chegam a um acordo sobre distribuiçãoTer, 17 Mar, 05h18"Estamos perdendo dinheiro", desabafam Paul e RingoPor Marco Andrei KichalowskyAparentemente, continua tortuoso o caminho para a publicação do catálogo dos Beatles para download na internet. Que o digam Paul McCartney e Ringo Starr: "Nós estamos perdendo dinheiro a cada dia. Então, o que você faz? Você tem que ter o seu próprio sistema de distribuição ou você tem que fazer um bom negócio com Steve Jobs", declararam os Beatles sobreviventes ao site de cultura pop 411mania .Já faz algum tempo que Paul e Ringo, junto com os administradores do legado de John Lennon e George Harrison, têm conversado com a Apple para publicar o catálogo da banda através da iTunes Store. Infelizmente, os envolvidos ainda não chegaram a um acordo que satisfaça ambas as partes.Curiosamente, separados, todos os ex-integrantes da banda têm uma página especial na iTunes Store, com sua carreira pós-Beatles completa. O projeto paralelo de Paul McCartney, a banda The Fireman, nao só vende todas as faixas em formato digital como também disponibiliza as sessoes de gravações em formato aberto, para que os ouvintes façam seus proprios remixes."Ele (Steve Jobs) diz que um download vale 99 cents e nós não concordamos" , contam os Beatles. "O que acontece é que, quando algo é grande como os Beatles, são negociações pesadas", declarou Paul em uma entrevista em novembro do ano passado.Para resolver isso, o catálogo da banda deverá ser disponibilizado via website próprio, www.thebeatles. com. Mesmo assim, é um processo complicado. "Nós somos sinceros nisso, temos nos esforçado, mas existem alguns pontos emperrando, eu reconheço", explica Paul.Enquanto isso não acontece, os fãs poderão se divertir com a versão do jogo "best-seller" Rock Band com as músicas da banda. O lançamento do "The Beatles: Rock Band" está marcado para setembro deste ano e deverá trazer material inédito, como informou a Reuters .www.geek.com. brhttp://br.noticias. yahoo.com/ s/17032009/ 7/tecnologia- negocios- beatles-itunes- store-nao. html
terça-feira, 17 de março de 2009
CONTRA O FIM DA COMU DISCOGRAFIAS....EU CONCORDO!!
(~().From: Alexandre Amorim Existe argumento que justifique a desobediência civil. Pirataria é crime que visa lucro, troca gratuita de músicas é ilegal, mas não visa lucro e por isso é desobediência civil. E a justificativa dessa desobediência é justamente o preço alto e a qualidade ruim que a indústria fonográfica impõe ao público. As pessoas não são obrigadas a comprar um CD por preço nenhum. Ninguém é obrigado a comprar, e isso não é lei de mercado, mas a lei constitucional. Lei de mercado não é algo escrito e aprovado pelo congresso, mas uma lei que rege a economia. E essa lei prevê compradores para um produto, mas também prevê que esse produto chegue a um preço razoável, ou seu produtr pode acabar em crise, como a que a indústria fonográfica está.Roubar direito autoral é lucrar em cima desse direito, e eu também sou contra isso. Mas distribuir música gratuitamente foi a maneira que o público achou para subverter a imposição de preços da indústria fonográfica. E só não está funcionando porque ainda há margem de lucro para essa indústria, hoje em dia.Crime é um conceito social. Em Roma e na Grécia antigas, a pedofilia era aceitável, os pupilos eram sexualmente iniciados por seus mestres e escravos infantis eram usados por seus donos. No Brasil, meados do século XX, crianças menores de 14 anos eram casadas com homens adultos por interesse social/financeiro e isso era aceito pela sociedade.. Está claro para todos os cidadãos hoje que a pedofilia deve ser vista como crime, assim como escravidão, estupro e assassinato. No entanto, não acredito que a distribuição gratuita de músicas digitalizadas possa sequer ser comparada com crimes daquela natureza. "Crime é crime" é uma declaração intransigente, não suportada por nenhum sistema legal, a não ser sistemas de exceção, autoritários e ditadores.Assim como não há como comparar traficantes com pessoas que distribuem músicas digitalizadas gratuitamente. E eu, que vivi 42 anos de minha vida na cidade do Rio, não sei de nenhum carioca que encare o tra´fico como algo normal.Para ficar bem claro: sou absolutamente contra a pirataria que lucra com o comércio de direitos autorais alheios. Mas sou absolutamente a favor da distribuição gratuita de músicas enquanto a indústria fonográfica não colocar seus preço em um patamar razoável.Abraços,Amorim
Game dos Beatles vai trazer material inédito da band
O Poder Terapeutico Do Canto - Parte I
por Maria de Lima
Se voce e do tipo que nao canta nem no chuveiro porque
se julga desafinado, saiba que esta perdendo boa chance
de se desenvolver soltando a voz. "A voz humana e
perfeita como um ser que ressoa no ideal, esperando,
porem, por libertacao". A frase, da cantora lirica sueca
Valborg Werbeck-Svärdström, mostra que desafinado
pode ser o conceito que voce mantem sobre si, sobre
seu potencial e habilidades. Talvez precise apenas ouvir a
si mesmo sem julgamento, confrontar o medo de se expor
e de errar, dispor-se a compreender e a resgatar sua voz. E
tudo isso voce pode conseguir com a ajuda do proprio
canto.
Cantar combate a timidez, eleva a auto-estima, o
autocontrole, a autoconfianca, melhora a comunicacao em
publico e os relacionamentos interpessoais. Estudos
mostram que o canto, quando usado de forma terapeutica,
e coadjuvante em tratamentos de depressao, sindrome de
panico, problemas respiratorios, transtornos de ansiedade
e outras doencas. Tese de doutorado desenvolvida pela
professora Adelina Renno, do Instituto de Psicologia da
USP, comprovou a eficacia da cantoterapia no tratamento
de pacientes com asma. Sua pesquisa foi baseada nos
principios da Medicina Antroposofica, que ve o homem
como um ser integral, cujo bem-estar depende da saude do
corpo, mas tambem do equilibrio da mente. A melhora
dos pacientes explica-se, em parte, porque o canto e
fundamentado na respiracao e eles passam a respirar de
acordo com as vibracoes sonoras recomendadas pelo
terapeuta.
*Voz Como Reflexo Da Personalidade*
Adelina conta que primeiro estudou musica, foi cantora,
regente de coral, deu aula de teoria musical. Relata ainda
que na epoca em que regia um coral infantil, percebeu que
a musica provocava mudanca no comportamento das
criancas. "Percebi que as criancas aprendiam musica, mas
tinha um efeito colateral positivo", recorda-se. A
professora deixou a musica de lado por um periodo para
estudar psicologia. Concluidos os estudos de psicologia,
voltou-se novamente para a musica, fez especializacao
na Alemanha e desenvolveu as pesquisas de mestrado e
doutorado sobre cantoterapia, tendo por base a Escola do
desvendar da voz, pedagogia de canto desenvolvida pela
cantora lirica sueca Valborg Werbeck-Svärdström
(1879-1972). Valborg perdeu a voz e conseguiu recupera-
la gracas ao metodo desenvolvido por ela mesma. "E uma
tecnica em que se pode trabalhar problemas psicologicos e
organicos", explica Adelina.
A cantoterapia faz parte de um campo maior que a e
musicaterapia. A diferenca e que a primeira utiliza-se
como instrumento a voz, vista pela psicoterapia como
retrato da personalidade humana. A voz e o principal
canal de comunicacao do individuo com o mundo a
seu redor. "E a expressao maxima do ser humano", define
a cantoterapeuta Mechthild Vargas, conhecida apenas por
Meca Vargas, tambem seguidora da Escola do desvendar
da voz. "Imagine alguem sem voz, alguem que nao pode
se expressar por meio das palavras", diz ela. "A voz e a
expressao da individualidade". Com a voz e expressao
corporal comunica-se por inteiro: expressa-se tristeza,
alegria, preocupacao, medo, ansiedade, raiva e muitas
outras emocoes e sentimentos pertencentes a natureza
humana. Tanto que e comum pessoas ficarem
temporariamente afonicas quando abaladas por um grande
trauma.
*Cante e Encante*
A corrente terapeutica adotada por Adelina e Meca
consiste em manifestar a voz, que segundo elas, todos tem,
mas pode estar bloqueada por medos, preconceitos e
outros problemas de origem fisica ou emocional. Para isso,
os terapeutas adotam exercicios especificos, utilizando-se
do som das vogais, das consoantes e da musica. "A voz e
um fenomeno arquetipo," afirma Adelina, usando um
termo da psicologia que, com outras palavras, que dizer
que a voz e uma especie de patrimonio da humanidade,
um dom que cada um traz consigo.
Portanto, se voce acredita que cantar e encantar plateias e
um privilegio de musicos consagrados, reveja seu conceito.
Para os adeptos da Escola do desvendar da voz, quem se
intitula desafinado demonstra que mantem a voz
aprisionada por uma corrente de forca. E so liberta-la,
permitir que ela desabroche e venha a tona. "E como se a
voz estivesse encoberta por um veu e quando voce a
acorda, ela comeca a se desenvolver de dentro para fora",
explica Meca. Ou seja, o terapeuta, em vez de se
preocupar com as causas externas da suposta falta de voz,
procura descobrir primeiro as causas internas do problema.
"E um trabalho holistico, baseado em varias tecnicas",
continua Meca.
*Escute Sua Voz Interior*
A primeira tarefa para despertar a voz e aperfeicoar a
audicao interior. E ouvir-se com atencao, sem preconceito
e egoismo. "Escutar a voz que esta em seu intimo, por tras
da voz que voce normalmente escuta", explica Adelina.
Mas para ouvir a propria voz voce primeiro precisa
predispor-se a cantar. Pode cantar em casa,
acompanhando o CD de seu interprete preferido, em
corais - de igrejas, empresas, associacoes de classe,
universidades - em karaokes, festas de aniversario e shows.
A ideia e cantar sempre que voce tiver oportunidade, mas
sem forcar a garganta e sem gritar. Aos poucos, ira
soltando sua voz ate que ela encontre o proprio ritmo e
renasca vigorosa.
Os beneficios para quem empreender essa viagem de
autodescoberta prometem ser gratificantes. Comecam pelo
prazer de entoar a cancao preferida para a pessoa amada,
para si mesmo e para outras plateias. O canto, observa
Meca, ajuda o praticante a combater o estresse, o
isolamento social e a soltar-se para expressar-se melhor
em publico. "E uma das grandes fontes
para se trabalhar o lado humano, psiquico e espiritual do
individuo", diz.
*Descubra Novas Emocoes*
A professora de musica Sonia Joppert, da Oficina de
Musica que leva seu nome, no Rio de Janeiro, afirma que
por meio do canto, faz-se contato com emocoes que nao
podem ser percebidas de maneira racional. Com mais de
15 anos de experiencia na area, ela assegura que alem da
melhoria da voz – cantada e falada - o canto desinibe,
aumenta a auto-estima e autoconfianca, elimina antigos
bloqueios e leva o praticante a novas descobertas sobre
suas potencialidades.
O objetivo da cantoterapia, observa Sonia, e preparar o
individuo para viver melhor. Ela explica que incluem-se
nesse objetivo conhecer melhor as proprias emocoes,
adquirir confianca e seguranca para cantar em publico,
acabar com a ideia de que nao e capaz. "E com isso,
cantar muito melhor", diz. Para a professora, o aluno que
canta com confianca, carisma e ousadia, acaba por levar
essas emocoes para a vida pessoal e profissional. Ela
lembra que qualquer atividade que proporcione prazer
libera a endorfina (substancia quimica responsavel pela
sensacao do bem-estar). "O aumento da endorfina na
corrente sangüinea previne doencas como o estresse e
melhora a qualidade de vida", frisa.
Sonia acrescenta ainda que dedicar-se a uma atividade
ludica como o canto faz que o praticante descubra um
mundo mais tranqüilo, com menos competicao.
Sem deixar, porem, de explorar o proprio potencial. Seus
alunos sao submetidos a dinamicas e treinamentos
praticos, cujo objetivo e capacita-los para atuar em
publico com desenvoltura. Ela relata que sao exercicios
com graus de dificuldade gradativos, que respeitam as
limitacoes de cada um, mas preparam o aluno para se
expor cada vez mais.
sábado, 14 de março de 2009
Lista consagra as 25 canções de Natal mais populares nos EUA
quarta-feira, 14 de novembro de 2007, 13:15 - Celebridades como Elvis Presley, Kenny G e o ex-beatle Paul McCartney aparecem no ranking. NOVA YORK - A Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores (ASCAP) publicou nesta quarta-feira, 14, a lista das 25 melhores canções de Natal da história, dominada pela dupla britânica Eurythmics, com sua versão do clássico de 1934 Winter Wonderland. A ASCAP, maior organização do mundo na gestão de direitos autorais, com um catálogo de mais de 8,5 milhões de canções, levou em conta as gravações mais ouvidas nos Estados Unidos nos últimos cinco anos. Com base nos dados de mais de 2.600 emissoras de rádio em todo o país nos últimos cinco anos, a ASCAP anunciou que Winter Wonderland é a canção natalina mais difundida. Escrita por Felix Bernard e Richard Smith em 1934, o tema, no entanto, foi modernizado na versão de Annie Lennox e Dave Stewart gravaram em 1989. Nat King Cole, com The Christmas Song; The Pretenders, com Have Yourself a Merry Little Christmas; Bruce Springsteen, com Santa Claus is Coming to Town; e Bing Crosby, com White Christmas fecham os cinco primeiros postos da lista. O clássico popularizado por Bing Crosby é a canção de Natal com mais versões da história, segundo a ASCAP. A entidade registra mais de 500 gravações do tema, em diversos idiomas. Elvis Presley surge com Blue Christmas e Here Comes Santa Claus. Bob Geldof emplacou a beneficente Do they know It's Christmas?, Kenny G entrou com Silver Bells. O ex-beatle Paul McCartney comparece na lista com a canção Wonderful Christmas Time, que compôs em 1979. ESTADO DE SÃO PAULO
Rockers e mods: a volta das tribos esquecidas
QUERO SER ELVIS
Tanto essa estética quanto sonoridade começaram a voltar à cena paulistana com a inauguração do Astronete Bar (Rua Matias Aires 183-B) e com as quintas-feiras mods do Vegas Club (Rua Augusta, 765). ''''Esses lugares viraram pontos de encontro para os novos mods, até então não havia balada para se encontrar''' ', diz Artes. A reedição dos valores sessentistas também está ajudando a fomentar a rivalidade com outro grupo, os rockers. Na década de 60, os rockers eram o oposto completo de tudo aquilo que era cultuado pelos moderninhos - só andavam de jaquetas de couro, prezavam a liberdade típica dos motoqueiros e idolatravam seus topetes do mesmo jeito que amavam rock americano dos anos 50. Esse antagonismo chegou ao ápice em maio de 64, na praia de Brighton, Inglaterra, quando centenas de mods e rockers decidiram resolver a diferença na mão. O evento chegou até a ser retratado no filme Quadrophenia, baseado em um disco homônimo do The Who. ''''As brigas não existem mais, só uma tiração de sarro'''', diz o analista de sistemas Oscar Ribeiro Jr, de 27 anos, que parece mais um músico da banda de Elvis Presley. Amante dos Stray Cats e Little Richards - e, claro, do seu topete e das suas costeletas -, ele consegue encontrar outros rockers no The Clock Rock Bar (Rua Turiassú, 806), quase um museu dos anos 50. ''''O que tem mesmo entre rockers e mods é um sentimento bom de pertencer a uma turma.'''' ESTADO DE SÃO PAULO.
