Há mais ou menos seis meses, em uma dessas visitas à locadora numa tarde de sábado com minhas filhas Helena e Leticia, de 14 e 9 anos, decidimos apostar num filme diferente. Eu normalmente não gosto de musicais mas resolvi arriscar com Across the Universe pelas credenciais: música dos Beatles, com participações do Joe Cocker e Bono. Deve ser interessante, pensei. Foi muito mais que isso.
Assistir ao filme com as duas foi como uma daquelas experiências descritas por David Gilmour em O Clube do Filme. Assim que o musical acabou, conversamos sobre a carreira meteórica dos Beatles, a morte estúpida de John Lennon em frente ao Dakota (mostrei uma foto que tirei na frente do prédio na primeira vez que pisei em Nova York), a morte recente de George Harrisson, o show de Paul McCartney no Maracanã em 1990. A Helena se encantou e virou fã. Digitalizou e baixou no iPod um punhado de CDs antigos que tinha. A Letícia foi radical e em um único comentário: "Pôxa, como é que as músicas de um grupo com dois caras que já morreram e que só sobraram dois velhinhos acabaram em um filme tão bacana?"

Nenhum comentário:
Postar um comentário