Páginas

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Eles são autoridade no assunto

Terça-feira, 17 de julho de 2007, 00:00 - Admirador, amigo, ex-mulher: cada um tem sua lembrança e uma boa história para contar sobre o mito.

BERNARD LANSKY (COSTUREIRO)

"Um dia, Elvis me disse que seria rico e famoso e, então, compraria toda a minha loja", diz o costureiro. "Tempos depois, ele entrou gritando: ?Consegui um contrato para cantar em Nova York. Preciso de uma roupa legal?". Lansky escolheu uma jaqueta dourada. O costureiro mantém uma loja no saguão do Peabody Hotel, em Memphis

PRISCILLA PRESLEY (EX-MULHER)

Priscilla Presley está atrasada. A entrevista para a rádio Elvis Sirius, em Graceland, estava marcada para as 14 horas. Ela chega às 16 horas e comenta: "Graceland é o lugar onde sempre é possível sentir a presença de Elvis e ouvir sua voz inesquecível. " A única mulher do astro deve ir a Memphis durante a Elvis Week, em agosto

TED PIERSON (GUIA)

Ted Pierson tem fotografias antigas de Elvis e faz questão de mostrá-las aos turistas. A grande relíquia, no entanto, é uma foto em que o suposto fantasma de Elvis aparece refletido na fonte do Jardim de Meditação, em Graceland. "Fiquei muito impressionado quando vi", diz. Realmente, é de arrepiar. Confira roteiros com Ted no site.

EUGENE HENDERSON (COVER)

Eugene Henderson, de 52 anos, realmente acha que é Elvis em carne e osso... Fã incondicional, não tem vergonha de dizer que a paixão pela mulher vem em segundo lugar. Ele adora vestir-se como o Rei. "Gastei uma fortuna nos ternos preto, azul, branco e roxo, todos com pedras coloridas", afirma

WILLIE MITCHELL (PRODUTOR E ARRANJADOR)

Aos 79 anos, Willie Mitchell lembra das noites intermináveis que passou em Graceland. "Elvis era um cara muito noturno. As festas nunca começavam antes da meia-noite e a gente só ia embora depois das 7 horas", diz. "Ficávamos cantando, tocando e jogando bilhar." Mitchell mora em Memphis até hoje

GUTA MENDES (PRESIDENTE DO ELVIS IN ASTRODOME)

Guta Mendes, de 38 anos, apaixonou-se por Elvis aos 7, com o filme Blue Hawaii. "Naquele mesmo dia meu irmão chegou em casa com o disco Raised On Rock. Começava ali a minha trajetória de fã", diz. Ela fundou o fã-clube Elvis in Astrodome, em 1999. Site. ESTADO DE SÃO PAULO.

Vida e morte cercadas de curiosidades

Terça-feira, 17 de julho de 2007, 00:00 - Você sempre quis saber as medidas do astro, os Grammys conquistados e as mais malucas teorias sobre seu desaparecimento, mas não tinha a quem perguntar? Seus problemas acabaram. Contamos 17 coisas que todo mundo deve saber antes de se declarar fã.

O irmão

Elvis teve um irmão gêmeo, Jessie Garon, que nasceu morto. O Rei chegou ao mundo 35 minutos depois dele. Amigos de Elvis contam que ele não só sentia a presença do irmão como conversava com ele às vezes

Medidas

O Rei era loiro (ele pintou o cabelo de preto aos 17 anos), tinha 1,74 metro de altura e calçava 40. Pesou 76 kg durante muito tempo - e chegou aos quase 130 kg na época de sua morte

Antes da fama

Antes da carreira no show business, Elvis foi lanterninha de cinema e motorista de caminhão em Memphis
]
Campeão de vendas

O Rei vendeu 1 bilhão de discos ao redor do mundo - 40% fora dos EUA

Em primeiro

Dezoito músicas de Elvis lideraram o ranking de Parada Pop da Billboard, entre elas, Heartbreak Hotel (1956) e Suspicious Minds (1969)

Grammy

O cantor recebeu 14 indicações ao Grammy e venceu em três ocasiões

Só nos EUA

Elvis sempre quis fazer shows em outros países, mas seu empresário, o coronel Tom Parker, nunca permitiu. Parker era imigrante ilegal e não podia sair do país

A máfia

A equipe pessoal de Elvis era conhecida com a Máfia de Memphis. Todos usavam um anel de ouro e diamantes e um óculos estilo aviador: presentes do Rei

No Exército

Elvis entrou para o Exército em março de 1958. Em agosto, teve uma permissão de emergência para deixar a base porque sua mãe, Gladys Presley, havia morrido. Em outubro, embarcou para Friedberg, na Alemanha, onde permaneceria por 18 meses. Lá, conheceu Priscilla Beaulieu, uma menina de apenas 14 anos, com quem se casaria em 1967. Ele deixou o Exército em 1960.

Havaí

Elvis foi ao Havaí em 1961 para gravar Blue Hawaii. Desde então, mostrou uma grande afeição pelo arquipélago, para onde voltaria várias vezes depois, inclusive para gravar outro filme (Paradise Hawaiian Style, em 1966) e passar férias

Califórnia

Ele se dedicou à carreira de ator nos anos 60. Por isso, tinha muitas casas na Califórnia, inclusive em Beverly Hills

Hollywood

Elvis estrelou 33 filmes em Hollywood. Quatro álbuns de trilhas sonoras, entre eles, os dos filmes G.I. Blues e Blue Hawaii, foram número 1 no ranking da revista Billboard

Decepção

Elvis ficou empolgado com o convite para um papel em Nasce uma Estrela (1976), com Barbra Streisand, mas o coronel Tom Parker não aceitou. O filme, que ganhou Oscar, teria dado um impulso à carreira decadente do astro

Shows

Depois de encerrar a carreira de ator, Elvis voltou à cena musical com um especial de televisão, em 1968. O primeiro show ao vivo, porém, ocorreu em 1969, em uma turnê de quatro semanas no Hotel Internacional de Las Vegas. O cantor fez mais de 1.100 shows pelos Estados Unidos entre 1969 e 1977

Versões

Existem inúmeras versões sobre a morte de Elvis. A oficial diz que o astro sofreu um ataque do coração, em 16 de agosto de 1977. Mas há quem diga que o cantor teria sofrido uma overdose de drogas, se matado ou, ainda, sido assassinado por agentes do FBI

Plano de roubo

Um plano para roubar o corpo do cantor da cripta da família, em Memphis, foi desvendado pelo FBI dias depois do enterro. Após o episódio, o corpo foi transferido para o Jardim de Meditação, em Graceland

Teorias sobre a morte

Elvis não morreu? Dizem que a certidão de óbito original sumiu e que outra só foi expedida meses depois. Também falam por aí que, horas após a morte do astro, um homem parecido com Elvis comprou uma passagem para Buenos Aires usando o nome de John Burrows, o mesmo usado por ele quando queria viajar disfarçado. E que o FBI e a CIA teriam ajudado o cantor a simular a própria morte. ESTADO DE SÃO PAULO.

No Arcade, as receitas preferidas

Terça-feira, 17 de julho de 2007, 00:00 - O astro gostava de sentar-se na última mesa e pedia o sanduíche de pasta de amendoim e banana, criado por ele - Devorador compulsivo de sanduíches, Elvis levava a paixão tão a sério que acabou inventando uma receita. Não deu outra. Em pouco tempo, o lanche ficou tão famoso quanto seu criador. O fried peanut butter sandwich - com pasta de amendoim e banana - leva até hoje milhares de pessoas ao Arcade Restaurant, o mais antigo de Memphis, atração imperdível na cidade. Elvis gostava de sentar-se na última mesa, à esquerda do salão colorido, de costas para a entrada. Não queria ser visto. Pelo reflexo dos espelhos, reparava em tudo o que acontecia. ''''Quando era descoberto, saía correndo pelos fundos e arrancava com o carro'''', conta Harry Zepatos, dono do restaurante. Sentar à mesa do Rei não é um sonho fácil de realizar. ''''É provavelmente a mais requisitada de Memphis'''', arrisca Zepatos. Também, pudera. Uma placa com o autógrafo e um quadro repleto de fotos do cantor decoram o espaço e não deixam o turista esquecer que, décadas atrás, era Elvis quem estava ali. Agora como quem está lá é você, experimente o sanduíche de pasta de amendoim com banana (veja receita ao lado). Se for muito doce para o seu paladar, há outras opções de lanches, além de saladas, de pizzas e da comida do sul dos Estados Unidos, também muito ao gosto de Elvis. Para matar a saudade dos quitutes de Gladys Presley, ele às vezes comia os pratos típicos, como frango, peixe frito e carne de porco. Tudo muito apimentado. O Arcade está no centro de Memphis desde 1919 e sempre pertenceu à família Zepatos. O sucesso do peanut butter sandwich e a mesa de Elvis fizeram a fama do restaurante também em Hollywood - o Arcade apareceu em diversos filmes, como Great Balls of Fire e Elvis: The Early Years. A comida é boa e barata. Com bebida, a conta vai custar cerca de US$ 10. Abre todos os dias. Site.
RECEITA - Por Karan Zepatos - FRIED PEANUT - BUTTER SANDWICH - Ingredientes: - Pão - Pasta de amendoim - Banana picada – Manteiga - Modo de fazer: Passe pasta de amendoim nos dois lados do pão. Em seguida, recheie apenas um dos lados com os pedaços de banana. Feche o pão e passe manteiga ao redor. Depois, é só fritar. ESTADO DE SÃO PAULO.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

U2 relembra Beatles

"Relembrando uma histórica apresentação dos Beatles há 40 anos, a banda de
rock irlandesa U2 surpreendeu hoje quem passava pelo centro de Londres com
um inusitado show no terraço de um prédio, levando ao delí­rio cerca de cinco
mil pessoas.

O U2 subiu ao telhado de um dos prédios da "BBC", onde estavam para divulgar
o álbum "No line on the horizon", que foi lançado recentemente na Irlanda.

A apresentação da banda irlandesa durou aproximadamente 20 minutos, nos
quais interpretou quatro canções: duas do novo álbum ("Get on your boots" e
"Magnificent" ) e duas de seus maiores hits ("Beautiful day" e "Vertigo").

Uma multidão se reuniu em frente ao prédio da "BBC", especialmente porque os
fãs do U2 ficaram sabendo anteriormente que o show aconteceria pela
internet.

"Esta é uma grande honra. É a primeira vez que apresentamos as músicas do
último álbum", disse o vocalista Bono. A Polícia foi obrigada a bloquear a
circulação pela região e a desviar o transito, enquanto um helicóptero
sobrevoava a área do show.

A ideia de Bono e companhia lembrou a mí­tica apresentação dos Beatles em um
terraço, que completou 40 anos em janeiro. John Lennon, Paul McCartney,
George Harrison e Ringo Starr tocaram pela última vez ao vivo no dia 30 de
janeiro de 1969, no telhado da sede de seu selo fonográfico, a Apple
Records".

Fonte: G1.
http://g1.globo. com/Noticias/ PopArte/0, ,MUL1021586- 7084,00-U+ RELEMBRA+ BEATLES+E+ FAZ+SHOW+ SURPRESA+ EM+TERRACO+ DE+LONDRES. html

Ação Cultural pela voz

por Júlio Medaglia

A década de 60 foi, sem dúvidas, a mais excitante e criativa da segunda metade do século XX (algo parecido com os roaring twenties da primeira metade). Conceitos, políticas, comportamentos, idéias, estilos, absurdos, cânones, verdades e mentiras se transformavam de um extremo a outro com enorme naturalidade. Até na área do entretenimento, a música popular deixava de ser um mero objeto de consumo supérfluo para assumir importância cultural agressiva. Internacionalmente, a arma dessa guerra revolucionária era a guitarra em triste - municiada pelo rock - e no Brasil o Tropicalismo excitava corações e mentes, puxando o carro da movimentação artística como um todo. Em organismos culturais brasileiros, captando como ninguém o espírito dessa época, era formado na Universidade de São Paulo o Coralusp. Enquanto, na mesma universidade, a orquestra nada mais fez que tocar sinfonias de Haydn e o prelúdio da Quarta Bachiana, o Coralusp saiu com sua metralhadora giratória cultural, encarando os mais variados e contraditórios repertórios, encomendando obras, formando regentes, arranjadores, compositores, orientadores nas áreas de técnica vocal e estruturação e adotando uma prática musical corajosa, que envolvia não apenas apresentações de obras como atuações performáticas. O trabalho de animação cultural de grande porte teve imenso significado não apenas para o público, que era contagiado pela agressividade das idéias, como para os próprios estudantes, que saíam da universidade com uma experiência artística de importância para suas vidas.

Formado em 1967 por Benito Juarez, com a ajuda de José Luis Visconti, o coral reuniu inicialmente estudantes da Escola Politécnica e da de Enfermagem até atingir a abrangência maior dos últimos anos. E como a diversidade de propostas musicais era grande, as 600 vozes do coro acabaram por se reunir em 11 diferentes grupos, conduzidos por 10 maestros - todo oriundos do prórpio organismo e alunos de Juarez e Damiano Cozzella, importante colaborador - quase um guru - na edificação desse organismo. Embora todos os conjuntos se esmerassem em garantir alta qualidade técnica e artística, dominando o repertório da música renascentista, base da fina emissão vocal, cada um deles procurou um caminho próprio. E esses caminhos envolvem, alem da música da Renaascença, composições de todas as épocas, estilos, países, gêneros - populares ou eruditos, brasileiros ou não - obras experimentais, primeiras audições e assim por diante. Isto sem abdicar das grandes obras corais-sinfônicos, cantadas por todos e regidas por Benedito Juarez. Obras cmo a Nona de Beethoven, Réquiem e Missa da Coroação de Mozart, Carmina Burana de Orff, Missa em si menor de Bach, Les Noces e Sinfonia dos Salmos de Stravinsky, Mandu-Çarará e Magnificat de Villa-Lobos, Missa Diligite de Camargo Guarnieri, Rei David de Honneger, Messias de Händel, Salmo 90 de Ives, O Guarani, Colombo e Noite no Castelo de Carlos Gomes e tantas outras fazem parte do repertório desse coral. Alem das inúmeras turnês internacionais por quatro continetntes, o Coralusp gravou três discos. Suas atividades incluem 130 apresentações anuais.

O maestro Benito Juarez levou esse espírito de prática e excitação cultural para Orquestra Sinfônica Municipal Campinas durante os 25 anos que a dirigiu. Assim a orquestra tornou-se, além da boa qualidade técnica alcançada, o mais destacado organismo sinfônicono País em termos de diversidade de idéias, divulgação e provocação cultural.

Espero que o Coralusp reúna os elementos dessa rica e competente ação cultural através do uso da voz coletiva em um compêndio, para que ele sirva de base para entidades que existem ou venham a ser formadas, afim de que elas entendam que o canto coral não é apenas um passatempo para desocupados de fim de semana, mas um sério vetor de iluminação cultural neste mundo tão massacrado pela mais agressiva poluição sonora jamais vista na história.

Fonte: Revista Concerto - junho/2002

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Músico Duke Ellington é o primeiro negro em uma moeda americana

O músico americano Duke Ellington, um dos grandes nomes da história do Jazz, terá sua figura estampada nas moedas de US$ 0,25, tornando-se o primeiro negro retratado sozinho no dinheiro dos Estados Unidos.

O diretor da Casa da Moeda dos Estados Unidos, Ed Moy, apresentou nesta terça-feira, em Washington, a nova moeda de US$ 0,25 dólar, em que o astro do jazz aparece ao lado de seu inseparável piano. Ellington "é o primeiro negro que aparece só e o segundo negro a aparecer em moeda circulante", informou a porta-voz da instituição, Carla Coolman.

"O primeiro negro em uma moeda circulante foi York, um escravo que apareceu em uma moeda do Missouri ao lado dos exploradores Lewis e Clark", disse Coolman.

"Assim como outros grandes americanos que tiveram sucesso no que fizeram com dedicação, Duke Ellington se destacou pelo talento, trabalho duro, paixão e perseverança", comentou Moy.

A moeda de US$ 0,25 (conhecida como "quarter" nos Estados Unidos) representará os cidadãos do Distrito de Columbia, que fizeram uma votação para definir quem estaria nela. Além disso, será colocada a frase "justiça para todos".

Na verdade, os cidadãos do Distrito queriam que fosse o termo "impostos sem representação", protestando porque o Distrito não tem um representante no Congresso com direito a voto.

Edward Kennedy Ellington nasceu em 29 de abril de 1899 na cidade de Washington. Ele viveu a época dourada do jazz, dividindo palco com outros grandes nomes como John Coltrane, Louis Armstrong e Ella Fitzgerald.

Na carreira, ele levou 13 prêmios Grammy e compôs mais de 3000 músicas, sendo algumas das mais famosas "It Don't Mean a Thing if It Ain't Got That Swing", "Sophisticated Lady", "Mood Indigo", "Solitude", "In a Mellotone" e "Satin Doll".

O músico recebeu prêmios como a Medalha da Liberdade, em 1969, das mãos do presidente Richard Nixon, e a Legião de Honra, mais alta distinção do governo francês. Ele morreu em 24 de maio de 1974 em Nova York, vítima de um câncer de pulmão e pneumonia.

Fonte: Folha OnLine - 24/02/2009

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

DVD triplo mostra Elvis até da cintura para baixo


O rei do rock
DVD triplo mostra Elvis até da cintura para baixo
Publicado em 28/01/2009 - 0 comentários Durante mais de 20 anos, de 1948 a 1971, o The Ed Sullivan Show foi palco para um sem número de artistas iniciantes, de todas as áreas. Entre 1956 e 1957, Elvis Presley foi o convidado principal de três edições do programa, registrados no DVD triplo Elvis - The Ed Sullivan Shows, lançado agora no Brasil.

A primeira apresentação, dia 9 de setembro de 1956, foi acompanhada por 72 milhões de pessoas nos EUA, número impressionante para a época. E entrou para a história porque o cantor foi filmado apenas da cintura para cima - seu rebolado, à época, era uma afronta à família.

O registro, para fãs ou não, mostra uma mídia que sequer era sombra do que é hoje e Elvis em vídeos caseiros de shows e com a família. Rodrigo BorgesCoqueiro Verde R$ 70

Elvis no Ed Sullivan: DVD mostra o rebolado censurado
AP

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Plácido Domingo ganha prêmio de um milhão de dólares na Suécia

O tenor espanhol Plácido Domingo ganhou o primeiro prêmio oferecido pela Fundação que leva o nome da lendária soprano sueca Birgit Nilsson, informou um comunicado oficial nesta sexta-feira.
"A Fundação Birgit Nilsson anuncia hoje que Plácido Domingo é o primeiro ganhador de seu prêmio, de um milhão de dólares (792.000 euros), o mais importante na história da música clássica", indica o texto.
"O nome do primeiro ganhador do prêmio, escolhido pela própria Birgit Nilsson, foi mantido em segredo até seu anúncio oficial", declarou ainda a Fundação.
Domingo foi escolhido por todas suas "destacadas atuações no campo da ópera e dos concertos em sua legendária carreira de quatro décadas".
Nilsson, falecida em dezembro de 2005 aos 87 anos, cantou pela primeira vez com Domingo na Ópera Metropolitana em 1969.
Fonte: UOL - Música - 20/02/2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

“Em estado de dicionário”

“Em estado de dicionário” 2
Henrique Fortuna Cairus
Professor Adjunto de Língua e Literatura Grega
Diretor Adjunto de Pós-Graduação e Pesquisa da Faculdade de Letras - UFRJ
Universidade do Brasil - UFRJ
“Parei”. (Torquato Neto)
Muitos ainda se desgostam com o termo “línguas mortas”. Concordo que o termo pode entrar meio torto ouvido adentro, e pode mesmo soar triste quando pensamos nas línguas mortas prematuramente pela ignorância e pela soberba de um ocidente pretensioso, que teima em permitir que se dizimem os povos indígenas. Mas eu gostaria de ver aqui, nesse cantinho nosso de tanta intimidade, a expressão “língua morta” despojar-se do manto da lamentação e revestir-se primeiramente de um colete técnico, que a faria significar “língua sem falantes nativos”. Depois, ainda peço, querida leitora, que você me ajude a completar os trajes do termo, colocando-lhe a anágua da antigüidade e, por fim, a gala de seu sentido de “idioma clássico”. As línguas com falantes vivos, nossas línguas, não se permitem dicionarizar por completo, isso, como tentei expressar na quinzena passada, não é possível para uma língua que a cada dia absorve um sem-números de vocábulos e que regurgita diariamente outros muitos. Nenhum dicionário pode, é certo, acompanhá-las por completo. Sua vida, que é a vida de seus falantes, não o permite. Mas o que dizer de uma língua que está parada no tempo. Sim, para os filólogos e beletristas, a morte da língua é uma parada definitiva. Uma parada no tempo e no espaço. Uma língua morta pode continuar em outra língua, como um pai no filho. Mas não em si mesma. Daí nasce a outra língua, a língua dos filólogos, a língua dos historiadores do idioma, dos arqueólogos da gramática e dos paleontólogos do léxico. Dessa língua tão sui generis – meio ‘natural', meio invenção – brota a língua referencial do passado. Ao contrário dos que se escandalizam com o nome ‘língua morta', comprazo-me com ele. Essa morte – ela mesma tão antiga – dessas línguas dá-lhe toda a peculiaridade que as faz fascinantes. Passeando pelo sítio arqueológico desses idiomas do passado, descobrimos os referenciais identitários que nossa cultura escolheu. As narrativas, os desabafos, as leis e toda a sorte de registros que os ancestrais de nossa cultura ali deixaram revelam-se àqueles que passaram pelos percalços do desvelamento de uma linguagem que se aprende solitariamente e quase em silêncio, sem a ajuda de seus falantes. Sem ajuda nem guia, é certo, mas não sem lanternas que iluminam por vezes com notável precisão esses sinuosos caminhos da compreensão do passado. Dentre essas lanternas há uma especialmente peculiar, que é a figura do dicionário. Um dicionário – ou um léxico, aqui não entrarei na distinção entre dois tipos de obras – de grego ou de latim, para citar as duas mais famosas línguas da Antiguidade ocidental, tão melhor é quanto menos se compromete com a precisão do significado isolado e mais com a do significado contextualizado. Um bom dicionário dessas línguas, portanto, é totalmente voltado para as referências e usos, esforçando-se ao máximo para oferecer ao consulente o maior número de ocorrências significativas. Essa é uma das particularidades dessas obras específicas, mas há outras. E outra delas é precisamente a possibilidade que só esses dicionários de línguas mortas têm de oferecer um verdadeiro thesaurus completo do léxico da língua em questão. Podemos dizer que somente esses dicionários podem ser completos, mesmo com os termos que só foram encontrados uma única vez, os ‘hapax legomena'. Eles podem ser completos, é verdade; coisa que os dicionários de língua viva jamais poderiam ser; contudo, não o são. As razões disso são que ainda estamos longe de conhecer tudo o que tantos séculos de uso do latim e do grego nos deixaram, e que não podemos arbitrar consensualmente sobre o momento da morte do grego ou do latim. Sobre esse último aspecto, querida leitora, despeço-me recomendando, para o seu refinado deleite, a divertida página preparada pelo Vaticano (http://www.vatican. va/roman_ curia/institutio ns_connected/ latinitas/ documents/ rc_latinitas_ 20040601_ lexicon_it. html), que, felizmente, ainda sopra ameno espírito sobre uma língua que as crianças não falam mais.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Menos tensão, melhor performance

Uma das mais antigas filosofias de vida pode auxiliar o músico a ter uma melhor qualidade de vida

Antiga filosofia originada na Índia há mais de 5000 anos, o Yoga ainda hoje figura em todo o mundo como o mais antigo método, e um dos eficazes, para se colocar em forma o corpo e a mente. Baseado em exercícios físicos e respiratórios, o Yoga também tem sido utilizado por músicos para melhorar a postura, reduzir o stress muscular causado pelas muitas horas de estudo e trabalho, e aumentar a concentração. "O Yoga leva o ser humano a um estado de harmonia, relaxamento, equilíbrio. E não apenas do corpo, mas de todo o seu sistema, que inclui energia, sentimentos, pensamentos, crença e emoção. Esta brandura é que permite alcançar a beleza em todas as manifestações humanas, incluindo a música", explica o professor de Yoga José Hermógenes de Andrade Filho de 81 anos, autor de diversos livros sobre o tema como Yoga para Nervosos e Saúde Plena, que há 41 anos dá aula em sua Academia no Rio de Janeiro.

E é exatamente essa capacidade de equilíbrio o que torna o Yoga único: ele não apenas alonga todas as partes do corpo, mas também induz a um profundo relaxamento e concentração, fortalece o corpo físico e o desenvolvimento da flexibilidade e coordena o sistema respiratório com o organismo, relaxamento os músculos e a mente. "É muito efetivo, o corpo fica desinibido, as energias se aprimoram, as emoções se refinam, os pensamentos se aclaram, com isso ganha-se capacidade, compreensão e crescimento", afirma, e acrescenta que a prática regular do Yoga garante uma qualidade de vida muito melhor, livre dos efeitos nocivos da correria e da tensão do cotidiano.

Prova disso foi o caso de um catedrático de flauta da Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro. "Ele estava se aposentando, pois adquiriu o que chamamos de 'Resposta Neurótica'. No momento em que ele encostava o instrumento nos lábios, eles ficavam endurecidos. Ele tentava lutar, e quanto mais lutava mais piorava. em um mês, apenas com exercícios normais de Yoga, voltou a tocar normalmente. O que aconteceu na verdade foi a mudança da forma como ele administrava o stress. Com a tensão abrandada, parou de lutar, relaxou e voltou a tocar normalmente", revela Hermógenes.

Os bons resultpados dependem da boa orientação e da regularidade com que se pratica. Embora levem alguns meses para se manifestarem, segundo o professor, esses benefícios acompanharão a pessoa por toda a vida.

Fonte: Revista Weril - Janeiro/Fevereiro 2003

Osbourne e Mariah Carey, os piores de todos os tempos

Quarta-feira, 7 de Março de 2007, 12:04 - Artistas integram lista divulgada pela Q Magazine das vozes mais insuportáveis - Ozzy Osbourne, Mariah Carey, Céline Dion e Yoko Ono são alguns dos artistas com as vozes mais insuportáveis de todos os tempos, elegeram especialistas em música e jornalistas da revista britânica Q Magazine. A lista dos piores inclui apenas dez nomes e não está numerada. Além do ranking, na edição de março aparece também uma lista com os melhores de todos os tempos. Meio século após o início de sua carreira, o roqueiro Elvis Presley continua sendo o rei, seguido por Aretha Franklin e Frank Sinatra em uma parada com as 100 melhores vozes da história. Comentando a inclusão de Ozzy Osbourne na lista dos piores, os votantes disseram que o roqueiro, que já foi uma verdadeira potência do metal, hoje "canta como fala". Segundo a revista, isso pode despertar simpatia, mas não o desejo de comprar seus discos. Mariah Carey entrou na lista das piores vozes porque, segundo o painel, a cantora "grasna" e canta tão alto que faz ninhos de passarinhos caírem das árvores. Já Yoko Ono "grita" e Céline Dion "espreme cada nota" como se estivesse com raiva. Na lista dos melhores, sete entre os dez primeiros colocados já morreram: o campeão Elvis, Frank Sinatra, Otis Redding, John Lennon, Marvin Gaye, Kurt Cobain e Jeff Buckley. Os únicos cantores vivos a aparecer na lista são Robert Plant, em oitavo lugar, e Mick Jagger, em nono. Nenhum cantor brasileiro aparece na lista, que inclui apenas um representante da chamada world music: o paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, na 56.ª posição. ESTADO DE SÃO PAULO.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Documentos assinados por Marilyn Monroe vão a leilão

Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2006, 11:46 - Estúdio de cinema 20th Century Fox organiza o evento, que acontece em janeiro - O estúdio de cinema 20th Century Fox vai leiloar em janeiro mais de 200 documentos assinados por astros como Marilyn Monroe, Elvis Presley e Marlon Brando, afirmou a edição de quarta-feira da publicação Daily Variety. A renda do leilão, que deve acontecer em Nova York no dia 25 de janeiro, através da casa Swann Galleries, será revertida ao Fundo de Cinema e Televisão, uma entidade beneficente que ajuda atores e outros funcionários de Hollywood. Entre os documentos oferecidos está um memorando interno de 1946 anunciando que a atriz Norma Jean Dougherty estava mudando seu nome profissional para Marilyn Monroe; um contrato dando permissão a Elvis Presley para desobedecer os códigos restritos de vestimenta, podendo usar o cabelo como bem quisesse em Ama-me com Ternura (Love Me Tender), sua estréia no cinema, de 1956; e o contrato assinado em 1951 por Marlon Brando por Viva Zapata, pelo qual ele recebeu quase 125 mil dólares. O lote ainda conta com contratos assinados por Lucille Ball, Cary Grant, Will Rogers, Rita Hayworth, Clark Gable, Katharine Hepburn, Lana Turner, Dean Martin, John Steinbeck, Natalie Wood, os Três Patetas e Judy Garland, segundo a casa de leilões. "Esses papéis são tão legais que eu, fã dessa história que sou, vou ter de me segurar para não dar lances", disse o co-presidente do estúdio, Tom Rothman, segundo o Daily Variety. A Fox é uma subsidiária da News Corp. ESTADO DE SÃO PAULO.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Taylor en otra banda!

Confirmado según Billboard, y por supuesto, HANSON! James Iha (exguitarrista de Smashing Pumpkins), Bun E. Carlos (baterista de Cheap Trick), Taylor Hanson (Hanson) y Adam Schlesinger (bajista de Fountains of Wayne); han formado una nueva banda: Tinted Windows (Vidrios> Polarizados) . El grupo ha grabado su álbum debut en Stratosphere Sound Studios en Nueva York, que es propiedad de Iha Schlesinger con Ivy Andy Chase. El conjunto será anunciado por su casa disquera esta primavera. Tinted Windows tocará su primer gran show en el Billboard de South by Southwest, que se celebrará 20 de marzo en Pangaea en Austin, Texas.

Texto: O cinema e os antigos.

O cinema e os antigos (2005)



Henrique Fortuna Cairus

Professor Adjunto de Língua e Literatura Grega
Diretor Adjunto de Pós-Graduação e Pesquisa da Faculdade de Letras - UFRJ
Universidade do Brasil - UFRJ


Não é novidade que os antigos , obras e personagens, sejam representados na grande tela. E não desejo ter a veleidade de historiar essas representações, nem no cinema, nem no teatro, como tão competentemente faz minha amiga Carlinda Nuñez. Dois recentes filmes, contudo, trazem-me a oportunidade de discutir aqui, neste espaço privilegiado, o que a Antiguidade tanto faz pelos nossos cinemas.



Dessa leva recente, desconsiderando- se os desenhos animados, há o filme Tróia, que ganhou vaias dos puristas literários e aplausos do nosso público, e, mais recentemente, Alexandre.
Muitos vão vê-los como quem veria Senhor dos Anéis ou outro filme dito épico. As referências históricas ou literárias apenas dão um leve tempero, como aquelas inscrições antes dos filmes jurídicos: “este filme baseia-se em fatos reais”. Nada mais.



Suas discrepâncias aqui e ali com os textos que lhe servem de base ou de referência provocam cólicas cruéis naqueles que esperam do filme o máximo de fidelidade àquelas obras. As palavras de ordens são: falseamento, deturpação, ausências, desvirtuação e até mesmo mentira.



Não é possível, claro, discordar de que alguém que veja Tróia não pode depor sobre a Ilíada. Assim como não se pode admitir que alguém saia do cinema dando aulas sobre o Império e o caráter alexandrino. E, embora isso aconteça, não faltarão bravos defensores da informação lida nos clássicos; ainda que essas informações retratem realidades claramente idealizadas e completamente sujeitadas à ação moduladora das transmissões textuais, orais e escritas, e que, mesmo nas suas origens, não deixem de ser criação de um imaginário social, político e cultural.



Esses soldados da precisão textual têm cumprido muito bem e bravamente o seu papel, mas não são raros alguns exageros do entusiasmo, e tais exageros quase sempre provêm de um didatismo autêntico e sincero, que quer apenas a maior pureza e autenticidade para os incautos incultos.



É preciso, está claro, esclarecer que a Ilíada não é o filme Tróia, que Pátroclo não é primo de Aquiles, que Menelau volta para casa, etc etc, assim como é necessário dizer que o Alexandre idealizado pela tradição (quase unânime) é um estrategista com aspirações imanentes e até transcendentes e que desenvolveu uma postura cultural inédita, improvável e que só ele poderia tornar possível.



Pode não ser esse o Alexandre do filme, e nem mesmo o continuador linear do projeto paterno, mas é um Alexandre. Assim como o Menelau que morre em Tróia é o Menelau. Não é o Menelau de Homero, é certo, mas é o Menelau, o Menelau do filme, e, ainda assim, Menelau.
Cada vez que a Antiguidade vai à tela, reacende-se um interesse vivo pela identidade cultural que essa Antiguidade confere, sustenta e referenda, como figura de proa e cenário de popa da nau da cultura ocidental.



Muitos encontram suas vocações para o estudo dessa identidade construída no seio do conhecimento desse passado imaginário a partir do contato com esses filmes. E são esses muitas vezes os melhores alunos dos cursos de História, Letras e Filosofia, onde, não obstante, essas pessoas ainda vão encontrar perspectivas ainda mais amplas do que as que imaginavam ao assistirem esses lindos filmes que a mim e aos demais comuns aprazem e instigam.



Para finalizar esse nosso bilhete de hoje, recomendo a todos que assistam Alexandre e aos nossos eruditos que pensem esses filmes a partir do que foi mudado, procurando as origens e motivações dessas mudanças e alterações nos projetos identitários que elas representam

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Fãs querem "encontrar" Elvis Presley

Luiz Felipe Carneiro Música 18/02/2009 20:20
impressão Envie por e-mail RSS



Elvis não morreu! Pelo menos é isso que se pode concluir da pesquisa realizada pelo canal britânico de música digital Music Choice, que quis saber de seus ouvintes, "qual artista você mais gostaria de encontrar". O cantor norte-americano, que faleceu em 1977, ficou em primeiro lugar, seguido por Madonna. Entre os dez artistas mais votados, seis já morreram.

Freddie Mercury, ex-líder do Queen, que morreu de Aids em 1991, aparece na terceira colocação, seguido de perto por John Lennon. Bob Marley, Jimi Hendrix e Jim Morrison são outros músicos que já se foram, mas que, mesmo assim, figuram no top 10.

Ellen Lesemann-Andreandi, porta-voz da Music Choice, justificou o grande número de mortos da seguinte maneira: "Os clássicos se tornam mais lembrados quanto mais velhos ficam."

Completando a lista de dez nomes, aparecem Michael Jackson, Robbie Williams e Bono, líder do U2.

A lista, com a ordem dos mais votados, segue logo abaixo:

1) Elvis Presley
2) Madonna
3) Freddie Mercury
4) John Lennon
5) Bono
6) Bob Marley
7) Jimi Hendrix
8) Jim Morrison
9) Michael Jackson
10) Robbie Williams

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

AMEI A IDEIA!!!!Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em Escolas públicas

UMA CORRENTE DIFERENTE
>
>
>
> Trata-se de um movimento de apoio à idéia do
>
> senador Cristovam Buarque, que era candidato a presidente com a
>
> proposta da educação.Ele apresentou um projeto de lei propondo que
>
> todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja
>
> obrigado a colocar os filhos na escola pública.As conseqüências seriam
>
> as melhores possíveis.. Quando os políticos se virem obrigados a
>
> colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país
>
> irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino
>
> público que temos no Brasil.
>
> SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM no seu
>
> dia-a-dia e pela internet (em cópia oculta e apague o endereço de quem
>
> lhe enviou, para evitar SPAM). E ajude a REALIZAR essa idéia. Ela
>
> pode, realmente, mudar a realidade do nosso país.
>
> O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
>
> http://www.senado. gov.br/sf/ atividade/ Materia/detalhes. asp?
> p_cod_mate=82166
>
> PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007
>
> Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos
>
> matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas
> até 2014.

> O CONGRESSO NACIONAL decreta:

> Art. 1º Os agentes públicos
>
> eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais,
>
> municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus
>
> filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
>
>
> Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no
>
> máximo, 1º de janeiro de 2014.Parágrafo Único. As Câmaras de
>
> Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este
>
> prazo para suas unidades respectivas.
>
> JUSTIFICAÇÃO = No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a
>
> educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a
>
> má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o
>
> descaso dos dirigentes para com o ensino público. Talvez não haja
>
> maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do
>
> que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções,
>
> estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta
>
> da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais,
>
> busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
>
> Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas
>
> escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade
>
> de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os
>
> custos da educação privada de seus filhos.
>
> Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais
>
> vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais,
>
> senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores,
>
> Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de
>
> mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de
>
> imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus
>
> filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior.
>
>
> Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras. O
>
> presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os
>
> seguintes objetivos:
>
> a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que
> atende ao povo;

> b) político: certamente provocará um maior interesse das
>
> autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da
>
> qualidade dessas escolas. -

> c) financeiro: evitará a "evasão legal"de mais de 12 milhões de
> reais por mês,
> o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição
> do setor público,
>
> inclusive para a educação;

> d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de,
> em sete anos,
> desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
>
> Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da
>
> República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira
>
> seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos
>
> de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a
>
> outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta
>
> decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República
>
> estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo
>
> desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras
>
> tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus
>
> filhos.
>
> Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse
>
> duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os
>
>
> filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a
>
> educação era reservada para os nobres.
>
> Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a
>
> aprovação deste projeto.

> Sala das Sessões,Senador CRISTOVAM BUARQUE

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Objetos de filmes clássicos de Hollywood vão a leilão

Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006, 18:58 - Figurino do leão de O Mágico de Oz está entre as peças mais caras - Parte da História de Hollywood irá a leilão quinta-feira, quando começarem os lances por algumas das lembranças mais memoráveis desta fábrica de sonhos. A casa de leilões Profiles on History, que fica em Beverly Hills, na Califórnia, colocará à venda, por exemplo, o figurino de Zeke, o leão covarde que, em 1939, foi interpretado por Burt Lark no filme O Mágico de Oz. Elaborado com pêlo de leão de verdade e montado sobre um manequim com uma máscara que reproduz o rosto de Lark, a roupa está avaliada em entre US$ 400 mil e US$ 600 mil. O leilão, que também aceita lances pela internet, oferece, além disso, o canivete usado por James Dean no clássico Juventude Transviada (1955), peça avaliada em entre US$ 30 mil e US$ 50 mil. Já o roteiro de Vidas Amargas (1955) assinado por seu diretor, Elia Kazan, e todo o elenco vale entre US$ 15 mil e US$ 18 mil. No leilão, que durará até sexta-feira, o fã com dinheiro poderá fazer compras natalinas variadas. Os seguidores de Elvis Presley, por exemplo, podem adquirir o bracelete de diamantes e platina que o "rei do rock" usou em seu casamento. O valor? Entre US$ 100 mil e US$ 150 mil. Mas também há itens mais em conta, como o cartaz original do filme 007 Contra a Chantagem Atômica, que fará a festa do fã de James Bond que puder desembolsar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil. Os adoradores de E o Vento Levou... (1939) também encontrarão sua jóia: um croqui do suntuoso vestido de Scarlett O´Hara, avaliado em entre US$ 4 mil e US$ 6 mil. ESTADO DE SÃO PAULO.

Fãs de Elvis Presley quebram recorde em Sydney

Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007, 18:36 - Vestidos com brilhantina nos cabelos e óculos escuros, 147 imitadores do astro cantaram juntos, na cidade de Parkes, a famosa canção Love Me Tender - Trinta anos após a morte do ídolo, fãs australianos de Elvis Presley fizeram uma curiosa homenagem ao cantor no final do festival anual de seus imitadores, que terminou na noite de domingo na cidade de Parkes, 400 quilômetros a oeste de Sydney. Vestidos como o cantor, com brilhantina nos cabelos e óculos escuros, 147 imitadores do Elvis bateram recorde ao cantarem juntos uma de suas músicas. O recorde anterior era do Festival do Elvis de Collingwood, no Canadá, onde 78 imitadores haviam cantado juntos. A interpretação apaixonada de Love Me Tender foi documentada por observadores do Guinness Book, o livro dos recordes. "Não conseguimos fazer que todos coubessem no palco", disse com orgulho o prefeito de Parkes, Robert Wilson, também vestido como Elvis. Cerca de 6 mil admiradores do ídolo, outro recorde, foram à pacata cidadezinha de Parkes para a 15a edição do festival. No ano passado, o público foi de 5 mil, quase dobrando a população da cidade de apenas 10,5 mil habitantes. Outras 60 atividades ligadas ao ídolo enriqueceram o programa do festival que durou quatro dias, terminando ontem com um café da manhã seguido de uma missa gospel, que reuniu 1.600 pessoas, e um show com os maiores sucessos de Elvis Presley no parque da cidade. Muitos casais renovaram seus votos de fidelidade ao som de Love Me Tender e diante de Bean Vegas, o único padre oficial de casamentos estilo Elvis. ESTADO DE SÃO PAULO.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Música Instrumental : o desafio pela frente

* por Susan Hallam

A vida no Século 21 será muito diferente do século 20. O avanço tecnológico continuará a transformar nossas vidas em casa e nas nossas atividades de laser.

A economia global já conduziu a uma dura concorrência internacional para garantir empregos. Com a contínua redução dos postos de trabalho não especializados, a manutenção da estabilidade econômica depende de se ter uma força de trabalho altamente especializada e adaptável. Com o advento das tabelas da liga internacional possibilitou a empregadores em potencial fazer a comparação dos padrões educacionais nas diversas nações, tem havido um imperativo crescimento para que os governos aumentem os padrões educacionais. Devido à natureza mutante do trabalho, o tipo de educação apropriada para a era industrial não será adequada no futuro. Os empregados precisarão poder trabalhar independentemente, resolver problemas, ter pensamento crítico e serem adaptáveis., flexíveis e criativos. Eles também precisam trabalhar bem com outros, comunicar-se de maneira eficaz, ser bem motivados e aprender como dominar rápida e eficientemente novos talentos e responder eficientemente a modificações contínuas.

Em casa, a tecnologia conduziu a uma redução do tempo gasto nas tarefas domésticas e um aumento do tempo disponível para laser. Os computadores domésticos e o acesso que os mesmos fornecem à internet, TV a cabo e vídeos abriu a muitos uma gama de experiências anteriormente reservadas apenas a uns poucos. Qual o impacto destas mudanças sobre a música ? Na última parte do século 20 vimos um rápido aumento das oportunidades disponíveis para ouvir música através do radio, TV, discos, fitas, CDs, vídeos e um desenvolvimento rápido de uma série de técnicas multimídia.

Junto com isso, houve um declínio na execução de música ao vivo e oportunidades de emprego único para músicos profissionais. O que virá no futuro ? Inicialmente, parece haver poucas dúvidas que a música continuará a desempenhar um papel importante nas nossas vidas, preenchendo, como faz, tantas necessidades humanas. Para o indivíduo ela pode ser um canal para expressão emocional, influencia nosso estado de espírito e níveis de disposição e pode ser terapêutica. Pode entreter e inspirar. Ela aumento o impacto das outras artes, muito do que vemos na televisão e nos filmes e jogos de computador. Para aqueles que se tornam ativamente envolvidos na sua execução, pública ou privada, ela pode representar estímulo intelectual, o desafio da maestria e alívio emocional. Na sociedade, ela fornece um meio de comunicação que vai além das palavras e nos oferece entendimento compartilhado e sem palavras. Ela permite que grupos especiais reforcem a sua identidade, seja como torcidas de futebol, membros de um partido político ou membros de grupos étnicos ou culturais em particular. Não há nenhum evento importante sem música. Finalmente, ele fornece oportunidade para inúmeras atividades sociais compartilhadas, formais e informais.

Uma sociedade sem música é impensável. A questão não é se haverá música no século 21 porém qual a natureza dessa música e se haverá uma necessidade continuamente percebida para que as pessoas aprendam a tocar instrumentos musicais. No futuro imediato, deverá haver poucas mudanças.

A indústria de música é uma das maiores geradoras de renda do Reino Unido e aprender a tocar um instrumento ou a contar é atualmente visto como importante na preparação dos indivíduos para trabalhar como instrumentistas, educadores (em classe e instrumentais) compositores e arranjadores, terapeutas musicais, jornalistas, bibliotecários, vendedores do varejo, promotores, administradores e fabricantes e restauradores de instrumentos.

Aprender a tocar um instrumento musical é também visto como importante contribuição à educação daqueles que desejam seguir carreira na TV e rádio, como produtores, nas atividades de gravação, propaganda, administração artística, engenharia de som, edição de filmes e pesquisa acústica. Existe também uma tendência crescente comprovando que tocar um instrumento pode ser benéfico para o desenvolvimento de outros talentos. Pesquisas recentes nos Estados Unidos constataram que ouvir ou fazer música ativamente tem um efeito positivo direto sobre o raciocínio espacial, um aspecto da medição do QI. Embora isso não tenha sido repetido com sucesso, outras evidências da Europa indicam que um aumento nas aulas de música pode ter efeitos positivos sobre o relacionamento social nas escolas. Pesquisas no Reino Unido mostraram que a concentração de crianças da escola primária e daquelas com dificuldades emocionais ou comportamentais pode ser melhorada quando música "relaxante" é tocada no fundo.

Pesquisas atuais estão investigando em que medida tocar um instrumento encoraja o desenvolvimento de talentos transferíveis. Por exemplo, a necessidade de praticar regularmente pode ajudar na aquisição de bons hábitos de estudo e concentração focalizada; tocar em concertos pode encorajar hábitos de pontualidade e boa organização, composição, improvisação de desenvolvimento da interpretação musical pode facilitar o desenvolvimento de talentos para analisar e resolver problemas, tomadas de decisão e criatividade. Esses talentos são apenas aqueles que são considerados importantes para o emprego no futuro. Por esse motivo, é provável que haja uma demanda contínua para ensino de instrumentos no curto prazo.

E quanto à visão de longo prazo ? Embora haja muitos cenários possíveis, acredito que duas possibilidades sejam prováveis. A primeira, os tipos de música que as pessoas vão ouvir se tornarão mais diversificados. Novos gêneros aparecerão para integrar diversos estilos. haverá um aumento no uso da tecnologia para compor e executar música. Isto ampliará o acesso à composição, uma vez que se confiará menos no talento técnico porém ao mesmo tempo é possível que haja uma redução maior da necessidade de execução ao vivo e de músicos cujo único papel esteja relacionado a essa execução.

Desenvolvendo-se em paralelo com esta tendência, está o possível aumento do número de pessoas, em todas as faixas etárias, que desejam participar da música. Essas atividades tendem a serem baseadas na comunidade e refletir as tradições musicais daquela comunidade, quaisquer que sejam. O papel do músico profissional do século 21 envolverá o trabalho nesta comunidade musical, tocando, facilitando a execução de outros, ensinando uma grande variedade de habilidades musicais, compondo e arranjando música.

Se esta visão do futuro vier a ocorrer, o que um músico profissional precisa fazer para estar preparado ? O foco do ensino instrumental, em todos os níveis, desde a pré-escola até a educação superior, precisará mudar. Terão que ser encontradas maneiras de permitir a um maior número de pessoas aprender a tocar uma faixa maior de instrumentos musicais, através das suas vidas, à medida em que encontram oportunidades apropriadas para fazer música em conjunto na comunidade. O currículo instrumental e os sistemas de exames com notas que avaliam o progresso através do mesmo (que tem liderado o mundo) precisarão ser adaptados para manter sua relevância do ambiente em movimento. Finalmente, precisarão englobar uma gama mais ampla de habilidades musicais.

O treinamento dos músicos será crucial para o processo de mudança. Além de desenvolverem uma larga gama de habilidades musicais, eles precisarão motivar, inspirar e ensinar aprendizes de todas as idades, desenvolver habilidade para trabalhar com grupos grandes e diversificados e adquirir as habilidades de comunicação, sociais, empresariais e administrativas necessárias para o trabalho comunitário. Isto representa uma mudança fundamental em relação à prática tradicional.

Um outro desafio, especialmente no Reino Unido, é a necessidade de aumentar as demandas de confiabilidade dos órgãos governamentais. Embora seja fácil sentir-se ameaçado pelo grau de escrutínio envolvido, é importante mantê-lo em perspectiva. Ela se aplica não somente à música, mas também à educação como um todo e é direcionado a uma larga gama de empresas públicas e privadas. Vista positivamente, pode representar uma oportunidade para demonstrar publicamente a alta qualidade do ensino de música instrumental e dos sistemas de avaliação do Reino Unido.

Finalmente, precisamos lutar no sentido de aumentar o perfil da música em si. A música representa um papel crucial nas nossas vidas, mas freqüentemente não é levada em consideração. Aqueles envolvidos com a profissão musical em todos os níveis precisam trabalhar juntos ativamente para assegurar que isso mude. O efeito sobre a mídia de um dia nacional sem música seria devastador. Precisamos encontrar maneiras de fazer com que esta mensagem chegue àqueles envolvidos no estabelecimento de políticas e ao público em geral. Uma grande campanha montada por todas as partes interessadas, inclusive a indústria da música, parece ser uma necessidade. A evidência da importância da música é superior. Só precisamos fazer a mensagem circular.

*Susan Hallam é Professora de Educação na Oxford Brookes University.

Tradução: AMG - Tradutores

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sexo, Traumas e Rock 'n Roll

Sexo, Traumas e Rock 'n Roll
O jornalista inglês Philip Norman escreveu a biografia definitiva de John Lennon. Para esclarecer a mente e a genialidade do artista, ele investigou a fundo pontos polêmicos de sua trajetória - a vida familiar, a dificuldade em lidar com o sucesso e as suspeitas de homossexualismo

Por José Flávio Júnior

o Até que ponto a dualidade de John Lennon e Paul McCartney se manteve em suas carreiras solo? Ouça no podcast com José Flávio Junior

Existe um critério infalível para avaliar uma biografia. Se agrada a todos - inclusive o biografado -, com certeza é ruim. Se irrita muita gente, tem grandes chances de ser boa. Em 2003, o jornalista inglês Philip Norman procurou a artista plástica Yoko Ono com o objetivo de escrever um livro sobre John Lennon. Tinha credenciais para isso: Norman é o autor da melhor biografia já lançada sobre os Beatles, Shout!: The Beatles in Their Generation, publicada em 1981. Yoko topou ajudar, cedendo entrevistas e contatos. Norman então foi atrás de Paul McCartney, de outros familiares, de amigos de infância, de integrantes do entourage dos Beatles... Mas, se em princípio Norman contou com a colaboração da viúva e de Paul (que respondeu a várias perguntas por e-mail), quando o livro ficou pronto ambos decidiram retirar o apoio. Yoko acusou Norman de ter sido muito malvado com Lennon - embora não tenha encontrado nenhuma informação incorreta
que abrisse a possibilidade de processar o jornalista. Sinal inequívoco de algo que se confirma com a leitura do livro: John Lennon, previsto para chegar às livrarias brasileiras em março, é uma obra espetacular, a biografia definitiva do mais brilhante e controvertido dos Beatles.

O livro irritou Yoko e Paul pela mesma razão que deslumbrará os interessados em cultura pop em geral e os fãs dos Beatles em particular: ele vasculha a fundo a vida e a mente de um dos maiores mitos da segunda metade do século 20. Todas as informações são checadas, não há o mínimo indício de sensacionalismo, e tudo o que é contado nas 851 páginas do livro é relevante para entender a complexa personalidade de John Lennon. O cantor e compositor nasceu num lar conturbado - e nunca nenhum biógrafo esmiuçou com tanto detalhe a vida familiar de Lennon. Um homem que, já adulto, admitiu para amigos ter chegado perto de fazer sexo com a própria mãe na adolescência. Para entender a mente de Lennon, é fundamental compreender sua complexa sexualidade - e Norman investigou o boato de que o cantor teria tido relações homoeróticas com o empresário Brian Epstein, gay assumido, e também a possível tensão libidinosa entre ele e o parceiro
Paul McCartney.

Tendo como base a vasta pesquisa feita para o livro, é possível analisar John Lennon de acordo com os relacionamentos que ele tinha com seus familiares (a mãe, Julia, a tia Mimi, o pai, Alfred), com seus amigos íntimos (Brian Epstein e o baixista Stuart Sutcliffe, o Stu), com suas mulheres (as esposas Cynthia e Yoko e as fãs) e com os outros três rapazes de Liverpool (Paul, George e Ringo). Foi essa soma de experiências que formou um dos maiores compositores da história da música pop, líder do grupo de rock que elevou o gênero, então marginalizado, à condição de arte.

John e a família
O pequeno John Winston Lennon cresceu num subúrbio da cinzenta cidade britânica de Liverpool após o fim da Segunda Guerra. Seu pai, Alfred Lennon, então conhecido como Alf (depois ele mudaria para Freddie, também apelido para Alf), trabalhava como mercador marítimo e passava longas temporadas fora de casa. Numa dessas longas ausências, sua mulher, Julia, engravidou de um soldado galês. Para o marido, Julia alegou ter sido violentada. O soldado negou o estupro, e o episódio levou à separação do casal. Em seu retorno seguinte a Liverpool, Alf encontrou Julia já vivendo com outra pessoa (Bobby Dykins, um garçom de hotel) e decidiu que cuidaria da criação do filho John. Só não avisou isso para ninguém.

O primeiro episódio marcante da vida de John Lennon foi uma espécie de sequestro. Com a desculpa de levar o filho para comprar roupas, Alf foi com ele para a cidade de Blackpool, onde morava um de seus amigos marinheiros. Lá eles permaneceram por três semanas, enquanto Alf burilava o plano de emigrar com o rebento para a Nova Zelândia. Julia acabou localizando o ex-marido e descobrindo seu plano. Segundo a biografia, ela chegou a aceitar a ideia de o filho ser criado na Nova Zelândia pelo pai. Mas Alf quis saber do próprio John, então com 6 anos, com quem ele gostaria de ficar. O menino escolheu o pai, mas, quando viu a mãe indo embora, correu atrás dela, gritando para que o pai viesse junto. John só voltaria a ter notícias de Alf após o estouro dos Beatles.

Impedida de ter filhos por vias naturais, a irmã mais velha de Julia, Mary Elizabeth Smith, a Mimi, pediu para criar John. Ela não acreditava que a irmã fosse capaz de dar uma boa educação para a criança. Enfermeira casada com o leiteiro George, Mimi cuidou de John como se fora sua própria cria, apesar de ele encontrar Julia regularmente e chamá-la de mãe. Com Bobby Dykins (que John odiava), Julia teve outras duas filhas (o fruto do "estupro" acabou sendo adotado por um casal norueguês). John achava a situação estranha, mas tinha um ótimo relacionamento com a rígida e afetuosa Mimi e também com o tio George. Aos 15 anos, quando recebeu a notícia da morte do tio, vítima de uma hemorragia no fígado, John se sentiu perdendo o pai pela segunda vez.

Mas nada se compara à dor que ele sentiu quando, três anos depois, a mãe foi atropelada por um policial alcoolizado. John tinha verdadeiro fascínio pela mãe. Era a única pessoa com dotes musicais na família. Ela cantava e tocava banjo. Ensinou os primeiros acordes do instrumento para o filho, que, conhecendo apenas o básico, montou o grupo The Quarrymen, com alguns amigos do colégio Quarry Bank. Ele necessitava do incentivo materno para seguir a carreira artística - Mimi dizia que fazer música não o levaria a lugar nenhum, além de ter o hábito de jogar suas poesias e desenhos no lixo.

O que mais revoltou John foi o fato de que, quando Julia morreu, ele se entendia cada vez melhor com ela. Os dois estavam cada vez mais íntimos. Dez anos mais tarde, já apaixonado por Yoko Ono, John fez uma confissão chocante. Ele se arrependia de nunca ter feito sexo com a mãe. Quando John era adolescente, costumava deitar com a mãe para descansar. Em determinada ocasião, ele teria encostado o braço no seio dela e sentido que, se avançasse, algo poderia acontecer. Ao ouvir o relato, Yoko sensatamente achou que John precisava de terapia. O casal chegou a Arthur Janov, que desenvolveu a terapia do grito primal e fez fama e dinheiro nos anos 70.

O tratamento foi fundamental para a criação de uma das obras mais impactantes da carreira de Lennon, seu primeiro álbum solo, John Lennon/Plastic Ono Band, de 1970. Ele já tinha escrito sobre a mãe (a delicada Julia aparecera no Álbum Branco, dos Beatles), mas não como na nova canção, Mother. Na letra, John finalmente se despedia dela, não sem antes dizer umas verdades: "Mãe, você me teve/ Mas eu nunca tive você/ Eu queria você/ Mas você não me queria".

A faixa também abordava seu relacionamento com o pai. Os Beatles tinham acabado de estourar quando Alf reapareceu; seu surgimento, segundo os tabloides, não poderia soar mais oportunista. Com o passar dos anos, John foi restabelecendo contato com o pai, chegando até a hospedá-lo por um longo período em sua mansão. Mas no aniversário de 30 anos de John, logo após o tratamento com Janov, pai e filho tiveram uma conversa que findou o relacionamento. Enfurecido, John jogou na cara de Freddie toda a angústia que sentira desde a infância por não ter um pai presente. Pediu-lhe que não o procurasse mais e devolvesse a casa que tinha recebido de presente, além de descrever em detalhes como atiraria o pai ao mar se este voltasse a importuná-lo. Freddie acatou as ordens, morrendo de medo - apesar de ter trabalhado no mar por anos e anos, não havia aprendido a nadar.

John e Paul
(e George e Ringo)
Um ano e meio mais novo do que John, Paul McCartney começou a amizade com Lennon por causa da música. O histórico familiar de John nada tinha a ver com o de Paul. O temperamento de ambos também tinha pouca similaridade. Tanto que até hoje John é visto como o beatle rebelde, e Paul, como o beatle bonzinho. Ao longo da biografia de Philip Norman, Paul é descrito como o mel e John, como o vinagre. A verdade é que esse casamento artístico foi perfeito enquanto durou. E, como não poderia deixar de ser, resultou num divórcio dolorido.

John já era o líder do Quarrymen quando Paul foi convidado para participar do grupo. Quando a brincadeira de colégio evoluiu e virou Beatles, John continuou achando que era o líder. E foi assim até o fim da banda. Mas, se a princípio eles compunham juntos, na segunda metade da década de 1960 começaram a se distanciar como autores, apesar de as canções sempre saírem creditadas como Lennon-McCartney. Houve até um período de dois anos em que todas as músicas lançadas como compactos pelos Beatles eram de autoria de Paul. Era como se John tivesse perdido a liderança dentro do grupo. Paul passou, cada vez mais, a ser o responsável pelas músicas redondinhas e comerciais, como Hello, Goodbye e Let It Be. John vinha com as complexas, como Tomorrow Never Knows e Strawberry Fields Forever.

George Harrison foi levado para os Beatles por Paul. Inicialmente, John mal conversava com George, já que o novo integrante da banda tinha dois anos e meio a menos. John só passou a ficar íntimo de George quando os dois começaram a tomar ácido lisérgico, o LSD. A iniciação dos Beatles nas drogas aconteceu quando eles conheceram Bob Dylan em Nova York. O cantor americano apresentou os quatro ingleses à maconha. John e Ringo deram tanta gargalhada na primeira experiência sob o efeito da cannabis, que desde então, quando os Beatles queriam fumar, o código era "vamos dar umas risadas?". O LSD chegou logo depois, e George foi o parceiro mais constante de John nas viagens lisérgicas. Quando os Beatles rumaram para a Índia para estudar meditação com o guru Maharishi Mahesh Yogi, John e George foram os que conseguiram permanecer mais tempo no retiro espiritual. O único entrevero sério entre eles ocorreu quando Yoko Ono foi convidada a
participar da gravação do Álbum Branco. Apesar de toda a sua espiritualidade e calma, George foi o único que teve coragem de peitar a japonesa. "O Bob Dylan e outros amigos meus disseram que você tem uma reputação horrível em Nova York e que você traz vibrações negativas", teria dito para a intrusa. John morreu sem entender por que não desceu a mão em George naquele dia.

Com Ringo a relação de John sempre foi de total carinho e admiração. Tanto que os dois seguiram tocando juntos nos anos 70. Mas com Ringo todo mundo se dava bem. No auge dos Beatles, Ringo, George e John foram morar no campo, em mansões próximas. O único que permaneceu em Londres o tempo todo foi Paul. Em pelo menos duas ocasiões, John ficou muito irritado com seu parceiro. A primeira foi quando Paul assumiu numa revista já ter usado LSD. John, que nessa época praticamente almoçava e jantava ácido lisérgico, ficou com inveja de não ter sido ele o beatle a ser associado com a droga. A outra vez foi no fim da banda. John já havia avisado internamente que não ficaria mais nos Beatles, mas foi convencido a não falar nada para não derrubar as vendas do disco Abbey Road. Então Paul apareceu com seu primeiro LP solo dizendo que não via mais os Beatles gravando algo. "Fui um trouxa por não ter anunciado o fim dos Beatles. Aí o Paul foi lá
e fez, e para promover o disco dele", John declarou.

Yoko sempre desconfiou que os sentimentos de John por Paul eram mais fortes do que o mundo podia imaginar. Por conta de comentários que ele fazia, Yoko chegou a achar que houve um momento, no começo da vida adulta, em que John quis ter um caso com Paul. Mas isso nunca teria acontecido por Paul ser um heterossexual convicto.

John e os Amigos
O baixista Stu Sutcliffe, o Stu, foi o melhor amigo de John na faculdade de artes de Liverpool. Os dois adoravam literatura, gostavam de desenhar e se sentiam estimulados um pelo outro. A identificação era tanta que John o convidou para tocar baixo nos Beatles. Ele tinha pouca intimidade com o instrumento, mas era bonito, algo importante numa banda de rock. Stu tocou em Hamburgo, na famosa turnê inicial da banda. Acabou se apaixonando pela fotógrafa alemã Astrid e ficando por lá até a súbita morte, aos 21 anos, de hemorragia cerebral.

Segundo exames, Stu teria sofrido um trauma na cabeça que acabou ocasionando sua morte. Pauline, sua irmã mais jovem, escreveu um livro de memórias relatando um episódio em que John teria dado um chute na cabeça de Stu. Paul, aliás, teria socorrido Stu após o golpe. Philip Norman ouviu Paul sobre o episódio, e o ex-beatle afirmou que tal passagem nunca teria acontecido. Já a história de que Stu havia sido agredido por um grupo de vândalos no camarim de um show dos Beatles em 1961 tem várias testemunhas. Sua morte pode ter decorrido daí.

John ficou arrasado com a perda. "Eu me espelhava no Stu. Precisava dele para que ele me dissesse a verdade", chegou a afirmar. Tudo o que Stu produzia - desenhos, poemas, fotos -, John colava em seu quarto. São também muitas as especulações sobre um romance entre os dois na adolescência.

Outro homem importante na vida de John foi Brian Epstein, o empresário que ajudou a projetar os Beatles e que nunca teve substituto. O competente e dedicado Epstein era gay. E completamente apaixonado por John. Nem por isso John era delicado com o empresário. Quando convidaram Epstein a escrever sua autobiografia, John sugeriu que o nome fosse "Judeu Afeminado". Mas ser tratado dessa maneira não diminuía o fascínio de Epstein pelo líder dos Beatles. A história mais curiosa entre os dois ocorreu em abril de 1963, quando John resolveu passar uma temporada de dez dias na Espanha com Epstein.

Ninguém sabe ao certo o que se passou durante a viagem. John chegou a fazer piadas sobre ter efetivamente feito sexo com o empresário. Mas no aniversário de 21 anos de Paul McCartney, um DJ do Cavern Club (casa noturna de Liverpool que catapultou os Beatles para o estrelato) chamado Bob Wooler resolveu tocar no assunto. Perguntou para John o que havia rolado na "lua-de-mel" espanhola com Epstein. A resposta do beatle foi uma sequência de socos que quase levou o DJ à morte. Anos depois, fazendo a terapia do grito primal, John teria dito que o encontro físico com o empresário fora algo insignificante, além de admitir sentir imensa culpa por tê-lo tratado tão mal durante o tempo em que trabalharam juntos. Epstein morreu aos 32 anos, de overdose acidental de comprimidos contra insônia.

John e as mulheres
O relacionamento entre John e a primeira mulher, Cynthia, durou quase toda a trajetória dos Beatles. Os dois se casaram quando ela engravidou de Julian, em 1962. Por um tempo, ela foi escondida para não estragar os planos de marketing de Brian Epstein. O empresário achava que os integrantes dos Beatles tinham de passar a imagem de solteirões, que poderiam ficar com as fãs a qualquer instante. E John ficava. O casamento nunca o impediu de namorar as fãs.

No livro de Norman é descrita uma cena numa festa da cantora Cilla Black, em 1967, que ilustra bem o relacionamento entre eles. A reunião na casa da cantora servia para comemorar a primeira participação de John Lennon num filme sem os Beatles. Um dos presentes na festa contou para a anfitriã que Cynthia estava escondida no armário do seu quarto. Cilla subiu as escadas e atestou que aquilo era verdade. Ao ser indagada sobre o motivo da atitude, Cynthia respondeu que queria ver quanto tempo demoraria para John dar conta do sumiço dela. A cantora, que também era empresariada por Epstein e conhecia John de longa data, foi cruel na resposta: "É melhor você aceitar: ele nunca vai te procurar".

A falta de atenção de John com Cynthia virou obsessão por Yoko. Assim que se conheceram, numa exposição dela, sentiram-se profundamente atraídos. A paixão avassaladora tomou forma em 1968, ano em que os Beatles gravaram o Álbum Branco. O ciúme de John era tão doentio que ele fez Yoko - sete anos mais velha, vinda de dois divórcios, e mãe de Kyoko - listar todos os homens com quem ela já tinha dormido. O círculo de amigos de Yoko diminuiu consideravelmente por causa desse ciúme. E John passou a levá-la a todos os seus compromissos.

Em meados dos anos 70, a relação entre eles esfriou e John viajou para a Califórnia com a secretária May Pang (por sugestão de Yoko), nos 18 meses que ficaram conhecidos como "o fim de semana perdido". Terminada a aventura, o casal reatou e viveu os cinco anos mais pacíficos de seu relacionamento. Após dois abortos naturais, Yoko conseguiu engravidar de Sean. John estava feliz com a criança, curtindo Yoko de novo, em paz com Paul depois de trocas de farpas que se seguiram ao fim dos Beatles e empolgado com sua música. Até que um infeliz o assassinou em Nova York e o transformou numa lenda maior do que até então já era.

Orquestra Municipal de Sopros e Coral Municipal de Caxias

“Beatles

A Razão e a Paixão”

Arranjos de: Marcio Buzatto, Alexandre Ostrovsky e Gilberto Salvagni

Datas: 14 e 15 de fevereiro de 2009

Hora: 21h

Local: Teatro Municipal Pedro Parenti Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima. Caxias do Sul/RS

Participação especial Duo da Cia. Municipal de Dança


Direção Artística: Gilberto Salvagni e Cibele Tedesco


Ingressos: R$ 5,00


Adquira antecipadamente seu ingresso na secretaria da Casa da Cultura
(54) 3221-3697
Endereço: Rua Dr. Montraury, 1333 - Centro - Caxias do Sul/RS

Mais informações acesse o site: www.orquestradesopr os.com
Caxias do Sul/RS - A Capital da Cultura em 2008

Marcio Buzatto
Bacharel Regência e Composição Musical
Maestro Coral da UFRGS e Coro da URI-Erechim
Coord. Departamento de Regentes FECORS

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

álbuns de Elvis que estão na Billboard Charts esta semana




The following are the Elvis entries on the Billboard Charts for this week:

Top Country Albums - Collectors Edition: Elvis Inspirational Memories - 75
Top Country Albums - Elvis Christmas Duets - 29
Top Country Catalog Albums - Elvis: 30 No.1 Hits'- 3
Top Country Catalog Albums - The Essential Elvis Presley - 19
Top Holiday Albums - Elvis Christmas Duets - 26
Top Pop Catalog Albums - Elvis: 30 No.1 Hits - 47
Top Christian and Gospel Albums - Collectors Edition: Elvis Inspirational Memories - 63
Top Internet Albums - Elvis Christmas Duets - 13

In Sweden "White Christmas" drops from 1 to 4 in the budget Top 10.

Lançamento da Temporada 2009

Com o incentivo da Vale e da Prefeitura do Rio, a Orquestra Sinfônica Brasileira tem o prazer de anunciar sua Temporada 2009, uma programação de concertos que promete movimentar o calendário artístico. Datas importantes como os cinquenta anos de morte de Heitor Villa-Lobos e o bicentenário de nascimento de Mendelssohn e de morte de Haydn serão lembradas através de obras desses autores, além da celebração do Ano da França no Brasil, com peças de Debussy, Ravel e Saint-Säens, dentre outros. Para acompanhar a OSB neste repertório, contaremos com a participação de alguns dos solistas mais aclamados nas salas de concerto de todo o mundo, como Joshua Bell, Ivo Pogorelich, Maria João Pires, Antônio Meneses, Karen Gomyo, Alexander Toradze e as estréias brasileiras de David Guérrier e da menina-prodígio Aimi Kobayashi. O diretor artístico e regente titular da orquestra, Roberto Minczuk, conduzirá a maior parte dos concertos da Temporada, mas a OSB terá também a oportunidade de ser regida por outros grandes maestros, como Marcos Arakaki, Stefan Lano, Günter Neuhold, Fábio Mechetti, Roberto Tibiriçá e Cláudio Cruz.

O Theatro Municipal, fechado para a reforma que comemora seu centenário, só reabrirá em julho. Até lá, as séries de concertos da OSB acontecerão na Sala Cecília Meireles e oferecerão ao público duas opções de data e horário. Visite nosso site e conheça todas as atrações e a agenda dos espetáculos que vão garantir sua emoção neste ano.

Período de Assinaturas aberto

Está aberto até o dia 8 de março o período de assinaturas para as séries de concertos da Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro. Ao adquirir uma assinatura, você confirma seu lugar nos espetáculos da orquestra com antecedência, ganha descontos, participa de promoções especiais e recebe seus ingressos em casa, com comodidade. Quem já é Assinante OSB terá prioridade para renovar os assentos reservados em seu nome até o dia 16 de fevereiro, e do dia 17 a 21 do mesmo mês para realocar seus lugares ou adquirir novos. Quem ainda não é Assinante OSB poderá realizar sua assinatura a partir do dia 22 de fevereiro. O processo de compra pode ser feito pela Internet, por telefone ou pessoalmente e você conhece os benefícios de se tornar um assinante clicando aqui.

Mozarteum Brasileiro abre temporada 2009 unindo música e teatro na apresentação “Haendel Gala”

Programação do Mozarteum Brasileiro abre com o Coral da Academia do Festival de Música de Schleswig-Holstein e a Orquestra Elbipolis regidos por Rolf Beck; apresentação dramatúrgico-musical em homenagem ao compositor barroco alemão Haendel estreia exatos 250 anos após sua morte; atores brasileiros Sérgio Viotti e Daniel Warren interpretam o compositor e seu biógrafo Romain Rolland

O Mozarteum Brasileiro dá início à sua temporada 2009 de concertos internacionais no dia 14 de abril, com a apresentação dramatúrgico-musical alemã “Haendel Gala”, exatos 250 anos após a morte do compositor barroco George Friedrich Haendel. A atração é composta pelo Coral da Academia do Festival de Música de Schleswig-Holstein e pela Orquestra Elbipolis, de Hamburgo, ambos sob regência de Rolf Beck, com intervenção cênica dos atores brasileiros Sérgio Viotti (representando o compositor) e Daniel Warren (representando seu biógrafo, Romain Rolland). As apresentações acontecem nos dias 14 e 15 de abril, terça e quarta-feira, na Sala São Paulo, na capital paulista, e dia 16 de abril, quinta-feira, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. Os conjuntos regidos por Beck se apresentam ainda, gratuitamente e ao ar livre, no Auditório Ibirapuera, na manhã do domingo, 19 de abril, com uma versão somente musical e mais curta desse espetáculo.

O repertório das apresentações nas Salas São Paulo e Cecília Meireles inclui trechos dos principais oratórios compostos pelo alemão radicado na Inglaterra: “Israel no Egito”, “Messias”, “Judas Maccabeus”, “Música para os fogos de artifício reais”, “Salomão” e “Jephtha”. Ao longo da apresentação, os atores relembrarão a biografia do compositor alemão enquanto introduzem trechos de sua obra executados pelos músicos e cantores.

Trajando figurino típico do século XVIII, o personagem de Sérgio Viotti dialogará com o de Daniel Warren sobre a vida e paradeiro de Haendel à época da elaboração das obras executadas pela orquestra e coral. Apontando a importância de cada composição em sua carreira, eles relatam os percalços enfrentados pelo músico ao longo de sua vida na Inglaterra, intercalada por períodos em outros países, ora para cuidar da saúde ora para obter o reconhecimento profissional que não conseguia em solo britânico. Naquele país, Haendel enfim conseguiu reconhecimento e aclamação públicos com a composição de Judas Maccabeus, em 1747, pouco tempo antes de começar a perder a visão e ser obrigado a encerrar sua carreira de compositor.

Rolf Beck

Trabalhando como regente de coral desde 1968, o alemão Rolf Beck criou, em 1972, o Vokalensemble Marburg; em 1983, o Coral da Bamberger Symphoniker e o conjunto instrumental Concerto Bamberg; e mais recentemente, fundou a Academia Coral do Festival de Música Schleswig-Holstein, da qual também é diretor artístico. Foi diretor da Bamberger Symphoniker, da orquestra e do coral NDR Hamburg, e do Festival de Música Schleswig-Holstein.

Os grandes oratórios corais e peças religiosas de Haendel, Mozart e Beethoven, além das obras de Felix Mendelssohn e Johannes Brahms, são há muito tempo um foco de seu repertório, que também inclui composições do século XX.

As várias orquestras que Rolf Beck regeu incluem a Bamberger Symphoniker, Sinfônica de Varsóvia, Orquestra Sinfônica de Praga, Capella Istropolitana, Orquestra Gulbenkian de Lisboa, Orquestra Sinfônica de Jerusalém, Filarmônica de Osaka e o Kanazawa Ensemble.

Academia Coral do Festival de Música de Schleswig-Holstein

Com a fundação bem sucedida da Academia Coral do Festival de Música de Schleswig-Holstein, no ano de 2002, a Academia Orquestral criada no Castelo de Salzau por Leonard Bernstein ganhou um importante viés pedagógico.

Regentes de corais internacionalmente reconhecidos reúnem jovens cantoras e cantores da Europa em um conjunto musical homogêneo. Obras corais de diferentes gêneros, do programa a capella até obras sinfônicas, são estudadas em diversas fases de trabalho e apresentadas a um amplo público em concertos, nos Festivais de Música de Schleswig-Holstein e em turnês de concertos.

Além do trabalho atrativo com a literatura coral, os participantes de todos os naipes têm a possibilidade de concorrer a uma master classe de Christoph Prégardien, para também estudar as partes solistas do “Alexander’s Feast” de Haendel e, no âmbito dos concertos, apresentar-se como solistas ao lado de Christoph Prégardien.

Orquestra Elbipolis

A jovem orquestra barroca, cujo núcleo é composto de músicos renomados de Bremen, Hamburgo e Berlim, realizou muito num curto espaço de tempo. Os convites para festivais, como o Festival de Música de Schleswig-Holstein, o Festival de Bach de Leipzig, os Festivais Musicais de Potsdam-Sanssouci e o Festival de Música de Rheingau, representam marcos significativos na sua biografia.

A ”Deutschlandradio“ (Rádio da Alemanha) convidou Elbipolis em 2005, juntamente com o excelente flautista Suíço Maurice Steger, para um concerto ao vivo no Mosteiro Neuzelle de Brandenburgo; a NDR de Hamburgo (Rádio do Norte da Alemanha) dedicou ao conjunto em 2007 um fim de semana inteiro para trabalhar o tema Orpheus. Os músicos do norte da Alemanha sempre chamam a atenção com a sua mistura refrescante de sólido trabalho e apresentação inconvencional.

A estreia com o CD conceitual “Don Quixote em Hamburgo“, com música de Telemann, Mattheson e Conti (Raumklang, 2005), foi recebida com euforia e em 2008 o conjunto recebeu um convite da Filarmonia de Colônia. O motivo para tal sucesso rápido é, talvez, a adoção do lema de Georg Philipp Telemann, que outrora compôs o seguinte poema: “Prazer e Aplicação podem achar caminhos / Mesmo sob espessa neve / E um empreendimento ousado / Opõe-se à impossibilidade. Logo aparecem grandes obstáculos? Com entusiasmo! Você vai superar. Veja a dificuldade para os anões / Considere-se um gigante."

Sérgio Viotti

Ator, escritor, diretor, tradutor, dramaturgo, produtor de programas culturais radiofônicos, crítico de teatro, dança e ópera nascido em 1928, Viotti iniciou sua carreira ligada às artes cênicas como ator amador em 1949, e em seguida rumou para a Inglaterra. Em Londres, trabalhou na rádio BBC durante quase nove anos e atuou como crítico e diretor teatral. De volta ao Brasil, dirigiu peças no Pequeno Teatro de Comédia de Antunes Filho e n’O Tablado, e estreou profissionalmente como ator em 1961, quando recebeu o Prêmio Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT, na categoria de ator revelação. Seguiu carreira teatral de sucesso e só ingressou na televisão em 1986, veículo em que trabalhou quase ininterruptamente nos últimos mais de 20 anos.

Daniel Warren

O ator brasileiro Daniel Warren é conhecido como apresentador do programa do Disney Channel “Art Attack”, em que ensina o público infantil a produzir objetos artísticos com materiais simples, usando como ingrediente principal a criatividade. Fez inúmeras propagandas televisivas e, nos palcos, faz parte do jovem grupo de humor “Os Cretinos”, que alterna apresentações solo com participações na “Terça Insana”. Dirigido por Jô Soares, dividiu o palco com Bibi Ferreira e Juca de Oliveira no espetáculo “Às Favas com os Escrúpulos”.

Mozarteum Brasileiro

O Mozarteum Brasileiro foi fundado em 1981 por Sabine Lovatelli e Claude Sanguszko com o compromisso de manter a sociedade atualizada sobre os conceitos e expressões artísticas que se desenvolvem nos principais centros ao redor do mundo. Uma das mais importantes associações culturais do país, o Mozarteum traz ao País o melhor da música de concerto e da dança, possibilitando o intercâmbio entre artistas brasileiros e as instituições culturais internacionais, oferecendo masterclasses abertas ao público, bolsas de estudos para jovens instrumentistas e realizando palestras sobre história e interpretação musicais.

Com foco na música clássica, a instituição trouxe para o Brasil as mais importantes orquestras do mundo, entre elas as Filarmônicas de Berlim, Viena, Munique e de Nova Iorque, companhias de dança como o Bolshoi e o New York City Ballet e também renomados solistas, grupos de câmaras, coros e regentes.

Masterclasses gratuitas

O Mozarteum Brasileiro, em parceria com o Instituto Baccarelli, escola de musicalização de crianças e adolescentes em situação de risco localizada no bairro de Heliópolis, em São Paulo, oferece regularmente masterclasses abertas para estudantes, realizadas por musicistas das orquestras participantes de suas temporadas internacionais.

No dia 15 de abril, das 10h às 13h, os integrantes da Orquestra Elbipolis e o maestro Rolf Beck ministrarão seis masterclasses (violino, viola, violoncelo, contrabaixo, música de câmara e prática coral) no Instituto Baccarelli para estudantes ativos e alunos ouvintes. As masterclasses serão realizadas no Instituto Baccarelli, situado à Estrada das Lágrimas, 2317 – São João Clímaco. Os interessados em participar como alunos ativos ou ouvintes deverão inscrever-se previamente através do telefone (11) 3815-6377 (Mozarteum Brasileiro), de segunda a sexta, das 9 às 12h30 e das 14 às 18 horas. A inscrição é gratuita.

Clube do Ouvinte

O maestro, compositor e pianista Sérgio Igor Chnee é o curador e apresentador dessas palestras de caráter informal, batizadas de Clube do Ouvinte e realizadas uma hora antes de cada apresentação em São Paulo. Elaborados para atender expectativas de todo tipo de público, os encontros relacionam a obra ao período histórico em que foi composta, permitindo que os ouvintes entendam melhor o papel da música na sociedade. As palestras, com 40 minutos de duração, acontecem antes dos espetáculos, são gratuitas e para participar basta apresentar seu ingresso para o concerto. As vagas são limitadas.

Patrocínio

Em 2009, o Mozarteum Brasileiro tem como mantenedores as empresas Credit Suisse, Credit Suisse Hedging-Griffo, Mantecorp, Novartis, Siemens e TenarisConfab e conta com patrocínio ouro de Bradesco Prime, Clariant, Comgás, ING Wholesale Banking Brazil e Pirelli e patrocínio prata de Brasilprev, Carbocloro, Degussa Evonik e Fosfértil. O Instituto Votorantim e Monsanto patrocinam as atividades educativas da instituição.

Serviço:
São Paulo

Local: Sala São Paulo
Datas: dias 14 e 15 de abril, segunda e quarta-feira
Horário: 21h
Lotação: 1.437 lugares
Endereço: Praça Julio Prestes, s/nº Centro São Paulo
Duração: 90 minutos com intervalo de 20 minutos.
Informações: (11) 3223-3966
Ingressos: setor A – R$ 230,00 / setor B – R$ 200,00 / setor C – R$ 140,00 / setor D – R$ 85,00
Vendas Pessoalmente: Sala São Paulo e pontos de venda Ingresso Rápido
Telefone: (11) 2163-2000
Internet: www.ingressorapido.com.br
Estacionamento: R$ 8,00

Local : Ala externa do Auditório Ibirapuera
Data: 19 de abril, domingo
Horário: 11 horas
Duração: 70 minutos sem intervalo
Endereço: Parque Ibirapuera - Av. Pedro Álvares Cabral – Portão 3.
Telefone: (11) 5908-4299
Estacionamento Zona Azul – R$1,80 por duas horas. Domingo das 8h às 18h.
Entrada Gratuita

Rio de Janeiro
Local: Sala Cecília Meireles
Data: dia 16 de abril, quinta-feira
Horário: 20h
Duração: 90 minutos com intervalo de 15 minutos
Lotação: 885 lugares
Endereço: Largo da Lapa, 47 - Centro – Rio de Janeiro, RJ
Informações: 21. 2332.9160 / 21. 2332.9176
Ingressos: Plateia: R$ 80,00 Plateia Superior: R$ 40,00
Vendas: www.ingresso.com.br ou pelo telefone (21) 4003-2330
Manobristas no local e estacionamento conveniado ao lado da Sala Cecília Meireles