segunda-feira, 8 de agosto de 2011
LANÇAMENTO. Daniel foi meu professor na facul.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Lançamento explica a "guerra" de Nietzsche contra Platão
| Divulgação |
| Livro expõe os principais debates da filosofia contemporânea |
sábado, 16 de julho de 2011
Gregos e macedônios brigam por Alexandre, o Grande
Em permanente disputa com os gregos, Macedônia promove campanha de reafirmação da identidade nacional
Numa exibição precisamente calibrada de engenharia política e civil, o país ergueu uma estátua de bronze de 14,6 metros de Alexandre, o Grande, com 30 toneladas, na praça central de Skopje, a capital.
“Essa é uma maneira de a Macedônia afirmar sua existência nacional”, disse Vasiliki Neofotistos, antropólogo da State University of Nova York, que estuda política de identidade na Macedônia. “A Macedônia quer avançar a tese de que representa uma pedra fundamental para a civilização ocidental”.
Passado - Não de trata meramente de uma questão filosófica. O vínculo com um herói histórico ajuda a levar a auto-estima de um povo que acredita ter sido marginalizado por séculos.
O projeto da estátua é controverso. Custou cerca de 13 milhões de dólares, o equivalente a 19 milhões de reais. Os nacionalistas acham que o valor vale a pena. “Uma nação que perde sua identidade não é ninguém”, afirmou o etnógrafo Alexandar Ristecski, de 32 anos.
O conflito diplomático com os gregos é antigo. Quando a Macedônia declarou independência da Iugoslávia, em 1991, a Grécia imediatamente protestou quanto ao nome e à bandeira, acusando o novo país de fazer reivindicações ao território grego e de tentar separar a antiga civilização macedônia da cultura helênica. Os macedônios tinham a expectativa de se unir à Otan em 2008. Os gregos levantaram o veto por discordar do nome do novo país.
“Essa iniciativa de reconstrução da nação macedônia está definitivamente destruindo as chances de um acordo com a Grécia", protestou Vladimir Milcin, diretor executivo da Fundação Sociedade Aberta Macedônia. “Isso está apenas alimentando seu poder e imagem de que ele é o único e último defensor do nome, identidade e cultura da Macedônia”, disse.
Colcha de retalhos - A política de identidade macedônia é ainda mais complicada pelo fato de 25 por cento da população do país ser de albaneses étnicos. Em 2001, o Exército Nacional de Libertação Albanês se envolveu numa guerr de seis meses contra as forças de segurança da Macedônia - sem obter sucesso.
O encanto da tradição macedônia tem crescido. Alexandre ajudou a apoiar a nação contra o trauma do livre mercado, conflitos políticos e independência, afirmou Pasko Kuzman, arqueólogo do Ministério da Cultura. “Alexandre conquistou o mundo”, acrescentou ele. “Você abriria mão de algo assim? Acho que não”, encerra ele numa tentativa de xeque-mate.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Prometheus, de Gabriel Fauré, ganha primeira montagem brasileira com o NUO
Esta é a primeira audição brasileira desta obra que estreou oficialmente no ano de 1900. Prometheus foi a primeira ópera composta por Fauré (com libreto de Jean Lorrain e Hérold Ferdinand) e, apesar do enorme sucesso alcançado, ficou esquecida. Sua primeira versão foi para orquestra de cordas e 15 harpas, envolvendo cerca de 800 artistas. Mais tarde, entre 1914 e 1917, o compositor, com a ajuda de seus discípulos, reorquestrou-a para uma formação tradicional (mais reduzida) de orquestra.
A história é baseada no mito grego de Prometheus, um semideus que, desobedecendo às ordens Zeus, roubou o fogo do Olimpo e deu aos homens. Para castigá-lo, Zeus elaborou duas vinganças. Contra Prometheus ordenou que os titãs Hefestos, Bia e Kratos prendessem-no a um penhasco para que todos os dias para que uma águia comesse partes de seu fígado, o qual se refazia no dia seguinte. Assim, ele seria condenado a sofrer eternamente. Contra os mortais, Zeus enviou Pandora de presente e com ela uma caixa que, ao ser aberta, libertaria todos os males da humanidade, espalhando-os pelo mundo.
Embora chamada pelo compositor de tragédia lírica, Prometheus resiste a uma categorização fácil, pois sua forma foge ao estilo tradicional das óperas da época. Sua primeira performance foi ao ar livre em Arènes de Béziers, em agosto de 1900, para um público de 10 mil pessoas. Já a estreia revisada – em versão reduzida - foi na Ópera de Paris, em maio de 1917, mas a obra nunca se tornou popular e raramente é montada na Europa.
O Núcleo Universitário de Ópera é pioneiro no trabalho operístico com jovens universitários, vindos das mais diversas faculdades de música. Anualmente, duas montagens são realizadas pelo grupo com sucesso absoluto de público. O trabalho de formação artística vai além da música: os jovens estudam interpretação e passam por uma preparação corporal específica, o que resulta em montagens com performance diferenciada. O NUO é também reconhecido como único grupo estável de ópera da América Latina especializado em encenar operetas da dupla inglesa Gilbert e Sullivan.
Ficha técnica
Opera: Prometheus
Tragédia lírica em 3 atos de: Gabriel Fauré
Libreto: Jean Lorrain e Hérold Ferdinand
Direção geral e regência: Paulo Maron
Preparação corporal: Marília Velardi
Coro e orquestra do Núcleo Universitário de Ópera (NUO)
Produção e realização: NUO www.nuo.com.br
Solistas
Hefestos: Luis Fidelis (barítono)
Bia: Carolina Sobral (soprano)
Kratos: André Esteves (tenor)
Gaia:Angélica Menezes (mezzosoprano)
Andros: Caio Oliveira (tenor)
Aenoë: Natalia Capucim (soprano)
Pandora: Alexandra Liambos (soprano)
Hermes: Rafael Salles (tenor)
Prometheus: Fabrício Branchini (baixo)
Serviços:
Em São Paulo/SP (estreia, 2 récitas)
Dias 2 e 3 de julho – sábado (20h30) e domingo (18 horas)
Teatro Anhembi Morumbi - www.teatroanhembimorumbi.com.br
Dr. Almeida Lima, 1198 – Mooca (Metrô Bresser) – Tel: (11) 2872-1457
Ingressos: R$ 30,00 (meia R$ 15,00) - Duração: 75 min – Classificação etária: 7 anos
Capacidade: 756 lugares – Bilheteria: terça a domingo (14h às 19h ou até início das sessões)
Aceita todos os cartões e dinheiro – Não faz reservas – Estacionamento não conveniado em frente
Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com.br (4003-1212).
quinta-feira, 26 de maio de 2011
"Dossiê Platão" traz abordagem inédita sobre filósofo
da Livraria da Folha
| Reprodução |
| Livro apresenta uma abordagem inédita sobre o filósofo ateniense |
Em "Dossiê Platão", o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. apresenta uma abordagem inédita sobre o pensador ateniense, uma interpretação além do platonismo comum e dos frequentes anacronismos.
Desde Plotino e Agostinho de Hipona, a obra de Platão difundiu ideias que influenciaram teóricos por mais de dois milênios.
Capaz de corrigir a professora Marilena Chaui e de afirmar que o uso do conceito de indústria cultural --associado a Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973)-- é "uma vulgata de cunho marxista que tudo que toca transforma em lixo não biodegradável", Ghiraldelli, autor de mais de 50 títulos, é um nome polêmico no meio acadêmico.
Abaixo, leia um trecho do novo livro.
Visite a estante dedicada às ciências humanas
*
CAPÍTULO 1
1. O divino Platão
| Siga a Livraria da Folha no Twitter |
Não é incomum encontrarmos na historiografia que "Platão" nunca foi outra coisa que não o apelido de um cidadão ateniense chamado Aristocles. No latim, platus, quer dizer "largo" ou "amplo", daí teria vindo o codinome para um homem de ombros largos ou, como a helenista Julia Annas diz, diversas possibilidades, incluindo entre elas até mesmo a referência a um escritor de estilo amplo. Helenistas com trabalhos mais recentes, como a própria Annas, têm preferido lembrar que apesar do avô de Platão ter se chamado Aristocles, não há uma fonte segura que nos dê o nome do filósofo. Pertencente à elite social, política e econômica de Atenas, poderia Platão (427-427 a.C.) ter passado uma vida sendo sempre referido por um apelido? Ou seria mais razoável acreditar que "Platão" nunca tenha sido outro nome senão o nome mesmo de Platão? Não sabemos.
Platão não era um membro comum da elite, mas um daqueles indivíduos cujos parentes foram figuras centrais da vida política ateniense. Segundo sugestão dele mesmo, sua linhagem remetia aos primeiros legisladores gregos, eles próprios ligados nada mais nada menos que aos deuses. Platão teria sido um herdeiro de Sólon, um dos grandes primeiros legisladores de Atenas e o introdutor da democracia na cidade. Sólon foi um dos "Sete Sábios da Grécia", em geral tomados pela tradição helênica como homens ligados às divindades por laços de parentesco ou agraciamento.
Envoltos na nuvem que funde lenda, mito e história, Tales, Periandro, Pítaco, Bias, Cleóbulo, Quílon e Sólon compuseram a lista dos "Sete Sábios". Conta-se sobre eles que certo dia os pescadores de Mileto encontraram uma trípode de ouro e, então, foram ter com o Oráculo de Delfos a fim de saber o que deveriam fazer com o achado. O Oráculo os aconselhou a entregar ao mais sábio dos homens. Eles a deram a Tales, que declinou da honra afirmando que havia outros bem mais sábios. A trípode passou, então, por seis homens da lista e todos tiveram a mesma atitude de Tales. Mas Sólon, o sétimo a recebê-la, ofereceu-a a Apolo, dizendo que o deus era sem dúvida o mais sábio.
Sólon mostrou-se aí não só inteligente, mas efetivamente sábio. Sua atitude não foi a de um mero devoto aos deuses, alguém sempre zeloso de não afrontá-los, mas a de um autêntico legislador capaz de não desperdiçar a oportunidade de deixar um recado a Atenas: por mais conhecimento que um mortal possa ter, ele não tem o conhecimento do tipo daquele que pertence aos deuses.
*
Autor: Paulo Ghiraldelli Jr.
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 128
Quanto: R$ 17,95 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
Folha.com - Livraria da Folha - Professora fala sobre a origem das lendas gregas; ouça - 26/05/2011
FABIO ANDRIGHETTO
da Livraria da Folha
| Divulgação |
| Professora explica a importância das mulheres na tragédia grega |
Susana Castro, professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), explica a presença de personagens femininos fortes nas tragédias gregas buscando elementos em lendas mais antigas.
A mulher do século 5 a.C. não tinha poder no plano político, "em Atenas, o silêncio traz a glória das mulheres", lembra a autora. Porém, elas são ativas nas tramas --geralmente com mais falas que os homens--, um aparente paradoxo.
Lançado nesta quinta-feira (26), "As Mulheres das Tragédias Gregas: Poderosas?" é um livro introdutório que analisa o comportamento e importância das personagens femininas na arte e na mitologia helênica.
Na segunda parte da entrevista concedia à Livraria da Folha, Susana falou sobre a origem dos mitos que os escritores usavam como inspiração para as peças teatrais. Ouça.
Ouça a primeira parte da entrevista
| Siga a Livraria da Folha no Twitter |
Medeia, Clitemnestra, Antígona, Electra, Hécuba, Helena, Penélope, Deméter, Perséfone e as bacantes são examinadas por meio de filósofos como Aristóteles, Hegel, Hölderlin e Schelling.
Parte da coleção "Filosofia em Pílulas", série editada pelo professor Paulo Ghiraldelli Jr., o volume tem lançamento previsto para o dia 26 de maio e está em pré-venda na Livraria da Folha.
Visite a estante dedicada à filosofia
*
" As Mulheres das Tragédias Gregas: Poderosas?"
Autor: Susana de Castro
Editora: Manole
Páginas: 114
Quanto: R$ 17,00 (preço promocional de lançamento)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Musikalische Opfer: Music Ancient Greece - Antiche Musiche Elleniche
Musikalische Opfer: Music Ancient Greece - Antiche Musiche Elleniche
