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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Itália lança projeto multimilionário para salvar Pompeia - cultura - variedades - Estadão

Itália lança projeto multimilionário para salvar Pompeia - cultura - variedades - Estadão

Itália lança projeto multimilionário para salvar Pompeia

Plano batizado como 'Projeto Grande Pompeia' deve contar com mais de US$ 100 milhões (R$ 182 milhões) em recursos da Itália e da União Europeia.

05 de abril de 2012 | 17h 18
O governo italiano lançou um projeto multimilionário para ajudar a preservar as ruínas de Pompeia, um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo.
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, lançou o plano de investimento batizado como "Projeto Grande Pompeia", que deve contar com mais de US$ 100 milhões (R$ 182 milhões) em recursos da Itália e da União Europeia.
O anúncio chega em meio a crescentes preocupações de que o governo italiano esteja negligenciando a conservação das ruínas.
Parte da "Casa dos Gladiadores", por exemplo, desmoronou um ano e meio atrás. Roma estaria agora determinada a impedir que o processo de decadência continue.
Localizada onde atualmente está Nápoles, a cidade romana foi enterrada há 2 mil anos por erupções do vulcão Vesúvio.
Recursos
A conservação das ruínas foi, em diversas ocasiões, alvo de críticas, em virtude da adoção de diferentes modelos de preservação arqueológica. Autoridades italianas foram inclusive acusadas por organismos internacionais de serem ineficientes. Agora, região poderá receber mais recursos.
Entre as primeiras ações financiadas pelo novo fundo estarão obras no que é conhecido como "Casa Sirico", uma propriedade que teria sido de dois irmãos de uma família abastada.
O projeto foi bem recebido por alguns dos críticos, como o grupo Italia Nostra, que faz campanhas pela preservação do patrimônio cultural do país.
Para os ativistas o anúncio é um "excelente primeiro passo", embora de acordo com suas estimativas a preservação total do sítio arqueológico custaria o dobro dos valores investidos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

domingo, 1 de abril de 2012

O desafio e o negócio de formar leitores - cultura - variedades - Estadão

O desafio e o negócio de formar leitores - cultura - variedades - Estadão

O desafio e o negócio de formar leitores

Tendo o governo como grande cliente - para o MEC, trata-se de assegurar o hábito da leitura -, o lucrativo mercado dos paradidáticos se amplia e atrai editoras consagradas em outros segmentos

30 de março de 2012 | 22h 00
Maria Fernanda Rodrigues - O Estado de S.Paulo

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil revelou que 48% do público leitor frequenta a escola - André Dusek/AE
André Dusek/AE
Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil revelou que 48% do público leitor frequenta a escola
Enquanto o Fundo Nacional da Educação (FNDE) se encarrega de entregar para as bibliotecas de 148 mil escolas públicas os mais de 10 milhões de livros paradidáticos que o MEC comprou em 2011, uma verdadeira operação de guerra que envolve um grande depósito em Brasília, os Correios e os mais diversos meios de transporte, editoras brasileiras estão de dedos cruzados na esperança de terem ao menos um título selecionado na edição de 2013 do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). O período de inscrição das obras, exclusivamente literárias, foi encerrado este mês e o resultado deve sair em setembro.
A apreensão é justificada. A escolha de um único título, se tomado como exemplo o programa deste ano, pode representar um contrato de venda de 55.744 exemplares e um cheque de R$ 790.420,56, como foi o caso da Cortez, a editora que conseguiu o 2.º valor mais alto por um livro no PNBE 2012, mas que acabou ganhando na quantidade. Na negociação, cada volume de Histórias de Quem Conta História, antologia de contos organizada por Lenice Gomes e Fabiano Moraes e ilustrada por Ciça Fittipaldi, saiu por R$ 13,80. O preço nas livrarias é R$ 39. O contrato incluiu a produção do livro no formato MecDaisy, para os deficientes visuais, uma exigência desde 2011. O título mais barato custou R$ 2,10.
O que cada editora chega a ganhar por edital é público, mas a conta final não é clara. Isso porque existe um número limite de obras a serem inscritas e, na ânsia de terem mais títulos selecionados, elas cedem os direitos de outros tantos títulos para distribuidoras, gráficas ou escritórios de editoração. Usam também seus diversos selos e diferentes CNPJs. Assim, um livro à venda nas livrarias com o logotipo de determinada editora estampado na capa ganhará o selo da nova detentora dos direitos antes de chegar às bibliotecas escolares.
Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro, reconhece que muitos não veem com bons olhos a prática, mas ela enxerga aí um novo modelo de negócio. “Às vezes me pergunto o que há de errado nisso. Entendo que faz parte do negócio, porque a distribuidora vai ganhar menos, a editora vai ganhar menos e está se promovendo de alguma forma a viabilização desse negócio. Não é ilegal, faz parte de um novo modelo.”
“Essa é uma coisa que se os editores quiserem fazer não temos como interferir, porque o autor entrega sua obra para quem ele quiser”, explica Sonia Schwartz, coordenadora-geral dos programas do livro da FNDE, órgão responsável por fazer o edital e acompanhar todas as etapas do processo, exceto a avaliação e a escolha dos felizardos, função do MEC. O programa existe desde 1998, mas já teve diferentes formatações - no começo dos anos 2000 eram as crianças, e não as bibliotecas, que ganhavam os livros.
Este ano, foram investidos R$ 60,8 milhões na compra dos livros que vão atender 22 milhões de alunos da Educação Infantil, da 1.ª a 5.ª série do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos. Contando a distribuição e o controle de qualidade, que é feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas, o total chega a R$ 81.797.946,11 - o mercado editorial brasileiro é estimado pela Fipe em R$ 4,2 milhões. Em 2013, será a vez dos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Médio receberem os acervos que variam, dependendo do edital, de 25 a 60 obras.
Na mira. Esses números superlativos não passaram despercebidos pelos grandes grupos editoriais internacionais, que garantem o seu quinhão comprando editoras brasileiras, como foi o caso da espanhola Santillana, hoje dona da Moderna e da Objetiva, ou iniciando operação no País. Maior grupo editorial do mundo, a Person já estava no mercado de didáticos do Brasil por meio do sistema de ensino SEB (COC, Dom Bosco, Pueri Domus e Name) quando comprou, em 2011, através da subsidiária Penguin, 45% da Companhia das Letras. Para além do prestígio internacional, o negócio vai inserir a Companhia no ainda mais lucrativo mercado de didáticos.
Edições SM e Leya são outros dois bons exemplos de editoras recém-chegadas que já encontraram espaço nas concorridas listas do governo. Quem experimentou, mas desistiu porque não entendeu o funcionamento do burocrático processo, foi a francesa Hachette, 6.ª no ranking das maiores editoras. Em janeiro, no entanto, um funcionário dela esteve em São Paulo em busca de parceiros.
Participar de um edital desses é recompensado, mas sofrido. “Tem que seguir os parâmetros preestabelecidos, caso contrário seu livro está desclassificado. É um trabalho gigantesco que mexe muito com as editoras. Você mobiliza todo mundo e é uma decisão do tipo faz ou não faz”, comenta Karine Pansa, agora como dona da Girassol, de livros infantis.
Marcos Pereira já fez e não faz mais. Até o fim dos anos 90 ele era dono da Salamandra, presença constante nas listas governamentais até hoje, mas a vendeu para a Moderna. Agora ele dirige, ao lado do irmão Tomás, a best-seller Sextante. “Quando optamos por uma linha mais comercial, saímos desse meio porque o governo não vai comprar O Monge e o Executivo. Deveria, mas não vai”, diz. Ele concorda que números enchem os olhos e que talvez tivesse sido mais acertado criar um selo para esse segmento, mas não tem do que reclamar. Pereira conta que a Sextante vende anualmente cerca de 5 milhões. “O governo não compra o Código Da Vinci, mas o mercado compra e já comprou 1,8 milhão de exemplares.”
Não é o foco da Sextante, mas é um bom negócio para grandes editoras como Companhia das Letras, Ática, SM, FTD e WMF Martins Fontes, para citar algumas das que faturaram mais de R$ 1 milhão no edital que está sendo concluído, e é imprescindível para as independentes. Metade do que a Hedra ganha desde que foi criada há mais de uma década vem dessas vendas para escolas, conta o proprietário Jorge Sallum. Com a ideia de ampliar ainda mais esse porcentual, ele criou no começo do ano a Hedra Educação.
Se por um lado o programa profissionalizou a edição de obras infantis e juvenis e viabilizou a sobrevivência de algumas casas, por outro as editorias se tornaram reféns de temas, modismos e lições. “É muito difícil a literatura infantil libertar-se de sua parceria com a escola e, através desta, com a educação. As boas obras, incluindo-se aqui as divertidas e ligeiras, tratam sempre de questões fundamentais da humanidade”, diz a pesquisadora Marisa Lajolo. Para ela, uma boa biblioteca deve ter todos os tipos de livros. “Desde os adotados e indicados pela escola até - e mesmo sobretudo - o que a comunidade da escola quer ler. Penso, por exemplo, em best-sellers, geralmente ausentes de acervos escolares.”
Quem escolhe quais livros o MEC vai comprar para abastecer as bibliotecas e salas de leitura das escolas públicas são, segundo o edital, instituições públicas que formam equipes com professores do seu quadro funcional, professores convidados de outras instituições de ensino superior e professores da rede pública de ensino.
No lote que está sendo entregue neste momento estão histórias clássicas, velhas conhecidas das prateleiras das bibliotecas, como Os Três Porquinhos e A Cigarra E A Formiga, e obras mais recentes. Como Treinar o Seu Dragão, série adaptada para o cinema, é uma delas. Algumas curiosidades da lista: foram comprados três livros baseados na história da Chapeuzinho Vermelho para alunos de creches e dos anos iniciais, e os jovens e adultos que voltaram à sala de aula vão treinar a leitura com Branca de Neve Em Cordel. Mas vão ler também Guimarães Rosa, Vinicius de Moraes, Clarice Lispector, entre outros.
Procurado ao longo da semana pelo Sabático para discorrer sobre os objetivos, metas, critérios de escolha e comissão de avaliação, o MEC apenas destacou por e-mail, por meio de sua assessoria de imprensa, pontos do edital que tratam do assunto.
Qualidade. Fernando Paixão trabalhou na Ática por 35 anos e acompanhou as mudanças do setor. “Na medida em que a literatura se transforma em mercado, e isso envolve grandes números, as editoras acabam fazendo mais do mesmo e isso não é bom. Um segue a receita do outro. É dinâmico, mas acho que cada vez menos os projetos literários são pensados com mais antecedência”, comenta.
Jorge Sallum vê melhoras na produção, contudo faz ressalvas. “O Brasil se tornou uma excelência em livro infantil por causa do PNBE. É bom para as escolas e é bom para as editoras, mas vejo uma distorção: muitas editoras que não faziam livro infantil começaram a fazer e abandonaram seus projetos originais. O País não pode viver só de livro infantil. Costumo dizer que o PNBE infantilizou um pouco o mercado editorial.”
Bruno Lerner, 35 anos de mercado e superintendente da Melhoramentos, lamenta a onda do politicamente correto e conta que por causa de um único palavrão em Meu Pé De Laranja Lima, clássico de José Mauro de Vasconcelos, perdeu uma grande venda. Diz também que o equilíbrio entre oferta e procura ainda não é o ideal. “Fazemos um bocado de pesquisa e vemos que esses meninos querem mais histórias centradas no dia a dia deles e nem sempre é o que acaba indo para os programas. Essa distância diminuiu nos últimos anos, mas ainda existe.” A Melhoramentos tem Ziraldo e Ruth Rocha entre seus autores, no entanto investe também em gente nova. “Toni Brandão e Tiago de Melo Andrade são nomes novinhos que foram despontando e já vendem no nível de um Ziraldo em algumas licitações”. Breno credita a escolha de um autor à qualidade de seu trabalho, à divulgação das editoras nas escolas, setor que cresceu muito nos últimos anos, e à disponibilidade do escritor para visitar escolas.
Ilan Brenman, autor do best-seller Até As Princesas Soltam Pum, publicou, em 15 anos de carreira, 50 títulos por diversas editoras, que venderam mais de 500 mil exemplares - muitas vezes um escritor nacional de livro adulto não consegue esgotar a primeira tiragem de 2 mil. Ele não abre mão do contato com as crianças. “O autor infantil e juvenil tem que ir onde os leitores estão. Temos um papel central na formação desses futuros leitores, que acham que escritor ou é velho ou já morreu”, comenta.
Mas só o esforço do governo, das editoras e dos autores não garante que o brasileiro seguirá lendo quando acabar os estudos. Segundo a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 48% dos leitores estão estudando e 84% dos não leitores já saíram da escola. O professor foi indicado por 45% dos entrevistados como o maior incentivador da leitura. A média de leitura é de 4 livros ao ano.
“Que escola é essa que não consegue criar leitores para a vida inteira e fazer o sujeito sentir que a leitura e a biblioteca são coisas dele?”, questiona Maria Antonieta Cunha, diretora do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura. Como fazer? “É fundamental que a escola tenha moderadores de leitura verdadeiros, que são os que conseguem fazer o olhinho da criança brilhar com a história e passar adiante seu entusiasmo. Depois, é fundamental que o livro responda a esse entusiasmo.” E vale tudo, do clássico à literatura de entretenimento.
Ísis Valéria Gomes, diretora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), concorda que a raiz da leitura está na escola. “O professor tem que ser leitor e tem que ter o livro na mão porque a criança tem que conviver com o objeto livro”, diz. Mas a formação de professores já é outra história.
Minha biblioteca já distribuiu mais de 4 milhões de livros
Diferentemente do que acontece com os programas governamentais, que compram livros para as bibliotecas das escolas, na cidade de São Paulo 500 mil alunos do Ensino Fundamental e 380 mil da Educação Infantil ganham livros para levar para casa e, assim, começar a formar sua própria coleção. Iniciativa da Secretaria Municipal da Educação apoiada pela Câmara Brasileira do Livro, o programa Minha Biblioteca existe desde 2007 e já distribuiu mais de 4 milhões de exemplares. A cada ano, dois livros são dados para os estudantes matriculados de 1ª à 9ª série, público-alvo desde o início. As crianças menores, contempladas desde 2011, ganham um título por ano. Clássicos de Machado de Assis e Tolstoi aparecem na lista ao lado dos populares Como Treinar o Seu Dragão e O Guia dos Curiosos.

sexta-feira, 23 de março de 2012

BRAZILIAN PORTUGUESE IS THE BEST LANGUAGE | More Intelligent Life

BRAZILIAN PORTUGUESE IS THE BEST LANGUAGE | More Intelligent Life

RAZILIAN PORTUGUESE IS THE BEST LANGUAGE

Brazilian newspaper_mono_72.jpg
If you want a decent return on your investment, says Helen Joyce, the best language to learn is Brazilian Portuguese...
Some lunatics learn languages for fun. The rest of us are looking for a decent return on our investment. That means choosing a language with plenty of native speakers. One spoken by people worth talking to, in a place worth visiting. One with close relatives, so you have a head start with your third language. One not so distant from English that you give up.
There really is only one rational choice: Brazilian Portuguese. Brazil is big (190m residents; half a continent). Its economic prospects are bright. São Paulo is Latin America’s business capital. No other country has flora and fauna more varied and beautiful. It is home to the world’s largest standing forest, the Amazon. The weather is great and so are the beaches. The people are friendly, and shameless white liars. You’ll be told “Your Portuguese is wonderful!” many times before it is true.
You won’t need a new alphabet or much new grammar, though you may find the language addicted to declensions and unduly fond of the subjunctive. You’ll learn hundreds of words without effort (azul means blue, verde means green) and be able to guess entire sentences (O sistema bancário é muito forte: the banking system is very strong). With new pronunciation and a few new words you’ll get around in Portugal and parts of Africa. If you speak Spanish, French or Italian, you’ll find half the work is already done — and if not, why not try? With Portuguese under your belt you’ll fly along.
Best of all, you’ll stand out. Only about 10m Brazilians have reasonable English, and far more Anglophones speak French or Spanish than Portuguese, of any flavour. I did not choose this language; it was thrust on me by the offer of a job in São Paulo. But when I think of my sons, now ten and five, one day being able to write “fluent Brazilian Portuguese” on their CVs, I feel a little smug.
Helen Joyce is The Economist's São Paulo correspondent
Which do you think is the best language to learn? Have your say by voting in our online poll
Editor's note: Thanks to our ever-alert readers—the first was Caio Capelari—for pointing out that the original illustration for this article featured a Portuguese newspaper and not a Brazilian one. We do appreciate that an ocean separates the newsstands of Rio from those in Lisbon. And thanks to Andrew Stickland for sending a new image from São Paulo this morning.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

The Book Bench: Englishing the Iliad: Grading Four Rival Translations : The New Yorker

The Book Bench: Englishing the Iliad: Grading Four Rival Translations : The New Yorker

Englishing the Iliad: Grading Four Rival Translations

Homer-Iliad.jpgThis week in the magazine, Daniel Mendelsohn reviews a new version of Homer’s Iliad, translated by Stephen Mitchell. He also discusses the translation and his piece in this week’s Out Loud podcast.

A good way of getting a sense of the values and priorities of the Iliad’s many translators is to compare how they translate a given passage. The best showcases for these comparisons aren’t necessarily the poem’s “big moments” but smaller, more ordinary passages, such as the one I’ve chosen below, lines 795-800 from Book 13. This is one of the dozens of extended similes that Homer uses to convey how a given event looks and feels—in this instance comparing the massed ranks of Trojan troops preparing for battle to waves breaking on a shore during a wild storm at sea. A reasonably straightforward translation might look like this:

And they went in like a maelstrom of quarrelsome winds
that goes earthward beneath Father Zeus’ thunderbolt
and with an inhuman din churns with the salt sea, the many
roiling waves of the greatly-roaring ocean
cresting, flecked with white, some before, and others hard behind;
So too the Trojans were packed together, some before, others hard behind.

But simply to convey what Homer’s words mean gives no sense of the real challenge that the translator faces, which is to think of ways to reproduce the wonderful sound effects Homer contrives here to evoke the sounds of the sea. Below is a line-by-line transliteration of the Greek text—with the stressed syllables in ALL CAPITALS—with translations of each word or phrase just beneath.

1Greekpic.jpgHOI d’isan AR-ga-le-OAN a-neh-MOAN ah-tah-LAHN-toy ah-EL-lay,

They went (of quarrelsome) (winds) (resembling) (a maelstrom)
2Greekpic.jpgHAY rha th’oo-POH BRON-TAYZ PAH-TROS Di-os AY-si peh-DON deh,

that beneath (the thunderbolt) (of Father) Zeus goes earthward
3Greekpic.jpgTHEH-speh-see-OY d’oh-mah-DOY ha-li MIZ-geh-tai, EN deh teh POLL-ah

(with an inhuman) (din) (the salt sea) (churns), and many
4Greekpic.jpgKU-mahtah PAH-PHLAH-DZON-tah poh-LEE-PHLOYZ-BOY-oh thah-LASS-ays

Waves roiling (of the loudly-roaring) sea
5Greekpic.jpgKUHR-ta phah-LAY-ree-oh-OAN-tah, pro MEN T’AHLL’, OW-tahr ep’ ALL-ah:

Curved white-capped (in front) some, (but) (hard behind) others
6Greekpic.jpgHOSS TROE-EHS pro men ALL-oy ah-RAY-roh-tehz, OW-tahr ep’ ALL-oy

(just so) (the Trojans) (in front) some (were packed together) (but)( hard behind) (others)

Note, first of all, how the last words of the first, third, fifth, and sixth lines of this passage all end with the same sound combination, loaded with liquid “l”s (aellêi, “maelstrom”; polla, “many”: ep’ alla, “others hard behind,” ep’alloi, “others hard behind”): these liquid “l” sounds (with some explosive “p”s thrown in in the third, fifth, and sixth lines) beautifully evoke the sounds of the roiling waters, even as the insistent repetition of the “p-ll” sound cluster from line to line gives a sense of whitecaps breaking on the beach, one after another. (In other words, the near-rhyming words do what the waves do.) And, as if to make the analogy concrete, the sixth line—which reconnects the imagined world of the sea to the narrated world of the Trojans at war—repeats the “some before … others hard behind” language of the fifth: the waves are all’ … ep alla; the Trojans are alloi … ep’ alloi. So the sixth line is packed behind the fifth, imitating its sound cluster precisely the way in which the Trojan ranks, packed together in battle formation, are massed one behind the other.

Also of note is the way that the two adjectives in the fourth line—paphladzonta, the “roiling” waves, and polyphloisboio, the “greatly-roaring” sea—replicate each other’s consonants: the “p”s, the “ph”s, the “l”s, the soft “s”s and “z” sounds. If you repeat those languidly unspooling words, you’re making the noises of the surf.

With that in mind, let’s compare some notable translations of this vivid passage. Here is Richmond Lattimore’s 1951 rendering:

They went on, as out of the racking winds the stormblast
that underneath the thunderstroke of Zeus-Father drives downward
and with gigantic clamour hits the sea, and the numerous
boiling waves along the length of the roaring water
bend and whiten to foam in ranks, one upon another;
so the Trojans closing in ranks, some leading and others
after them, in the glare of bronze armor followed their leaders.

Lattimore is alert to Homer’s effects, particularly his play with consonant sounds. His “drives downward” in line 2 nicely gets the “d” and “n” sounds in the Greek eisi pedon de, “goes earthward”; and I particularly like the way he reproduces all those liquid “l” sounds in his line “boiling waves a long the length of the roaring water.” He also strives to reproduce the “some … other” construction of the Greek in his “one upon another … some leading and others after them.” You’ll notice, too, that Lattimore favors a long, six-beat line that mimics the six-beat line that Homer uses—one of the ways he tries to conjure the grandeur and expansiveness of Homeric verse.

Four decades after Lattimore, Robert Fagles’s 1990 translation took the field, establishing itself as the preëminent English translation. Fagles uses a loose five-beat line. It can be a bit too loose—it sometimes feels like stacked prose—but has an admirable clarity:

Down the Trojans came like a squall of brawling gale-winds
blasting down with the Father’s thunder, loosed on earth
and a superhuman uproar bursts as they pound the heavy seas,
the giant breakers seething, battle lines of them roaring,
shoulders rearing, exploding foam, waves in the vanguard,
waves rolling in from the rear. So on the Trojans came,
waves in the vanguard, waves from the rear, closing.

Fagles’s sensitivity to the alliteration of “l” is clear, especially in his first two lines (“squall of brawling gale-winds” is really good), and it’s nice that he tries to suggest Homer’s line-ending alliterations with his end-rhyming “roaring” and “closing”. And at the end of this passage he uses a striking repetition of the word “waves” to suggest the important repetitions of both sounds and words in the original (particularly that “some … others” construction). Some readers will appreciate the way that Fagles (who wrote poetry of his own) amplifies Homer’s “curved” and “white-flecked” waves into waves with “shoulders rearing, exploding foam,” although a little of this poeticizing goes a long way. The big mistake, to my mind, is the way Fagles blurs the line between the two parts of the simile: the waves and the battle-lines of Trojans. By importing the diction of warfare into the first part of the simile (“battle-lines” of waves, a “vanguard” of waves), he actually weakens the impact of the simile overall. Nonetheless, it’s a strong, successful rendering, with an energy and verve appropriate to the lines themselves.

To my mind, the sensitivity to sound effects shown by both of those translators isn’t strongly present in the new translation by Stephen Mitchell. What I like best about Mitchell’s version is its strong five-beat rhythm—arguably the best yet in English. But as his rendering of our passage shows, there’s virtually no attempt here to reproduce the sound effects in the Greek:

The Trojans attacked like a blast of a sudden squall
that swoops down to earth with lightning and thunder, churning
the dark sea into a fury, and countless waves
surge and toss on its surface, high-arched and white-capped,
and crash down onto the seashore in endless ranks:
just so did the Trojans charge in their ranks, each battalion
packed close together.

The only repetition here is “ranks” in the fifth and sixth lines, and we get virtually none of those alliterations and sea-sounds, which the earlier translators grappled with. I find, too, that there is a general heightening of diction—“attacked” for “went in,” “swoops” for “goes,” “countless” for “many,” “battalion” for “rank”—and a loss of some fine points (“fury” misses the fact that Homer’s thespesioi homadoi, “with an inhuman din” is meant to evoke a sound). There’s a lot of energy here, but Homer knows better how to pace himself and mete out his effects.

I’ve done a translation myself (of a modern Greek poet), and my guess is that you could spend an entire working day solving the problems presented in this six-line passage—nailing down the meaning in a first draft, perhaps, and then spending several hours working out how to get the sound effects, to say nothing of the rhythm. At this rate, it would take about seven years to translate the Iliad—assuming you worked on weekends. That’s just about how long it took Alexander Pope to produce his Iliad; it was announced in 1713 and the final volume was published in 1720. Many consider it the greatest English Iliad, and one of the greatest translations of any work into English. It manages to convey not only the stateliness and grandeur of Homer’s lines, but their speed and wit and vividness:

As when from gloomy clouds a whirlwind springs,
That bears Jove’s thunder on its dreadful wings,
Wide o’er the blasted fields the tempest sweeps;
Then, gather’d, settles on the hoary deeps;
The afflicted deeps tumultuous mix and roar;
The waves behind impel the waves before,
Wide rolling, foaming high, and tumbling to the shore:
Thus rank on rank, the thick battalions throng,
Chief urged on chief, and man drove man along.

One small example of the many beauties of this translation is the precision and detail of the fifth line. In Homer, those two gurgling adjectives, paphladzonta and polyphloisboio slow the line down mightily—you have to chew on them a bit, roll them around in your mouth, make the surf-noises. Pope manages this in English by dragging the line out with the many s sounds— “deeps,” “tumultuous,” “mix”; and by placing “deeps” before “tumultuous,” he forces your tongue to drag a bit as it searches for the helpful “t” in “tumultuous” to latch onto again before you can move on. It’s just one of many tiny effects that accumulate to make this at once the grandest and the most minutely detailed there is ever likely to be.