Janary Bastos Damacena - A juventude hoje parece desconhecer o significado de uma palavra, que para muitas pessoas com mais de 20 anos foi (não que os mais novos não saibam, mas não conhecem tão bem ou não sabem o que é realmente bom, salvo umas boas almas), ou ainda é na maioria dos casos, uma “religião”, falo do rock’n’roll. Ninguém sabe por onde se desviou a antiga arte de fazer um som de qualidade que se ouve no volume máximo, talvez as bandas de hoje sejam menos criativas que as do passado, ou simplesmente inventaram de mais, tanto que quase acabaram com as obras primas do rock já existentes. Neste artigo detalharei onde o rock n’roll parou e o que está acontecendo com o atual cenário musical.A aparência tornou-se mais importante que o som. A aparência no rock’n’roll, nunca foi tão valorizada quanto está sendo hoje em dia; vemos artistas que não se preocupam com sua música, dando maior enfoque a seu visual, poses no palco e se sua “roupinha” está bem para uma entrevista. Incrivelmente os shows de rock atuais, mais parecem desfiles de moda bizarra do que um estilo musical; bandas como Korn e Slipknot querem passar para seus fãs a pose de “os Bad Boys”, enquanto a novata Avril Lavigne (embora muito bonitinha) tenta se retratar por uma rebelde/neo- punk. Tudo isso seria irrelevante caso a música de tais artistas fossem dignas de serem consideradas rock. Exemplos de como reter o equilíbrio perfeito entre visual/música boa, pode ser visto com os precursores de visuais mais extravagantes: Alice Cooper, Kiss e, em grau muito mais baixo, Marilyn Manson. Poderiam até mesmo ser considerados “posers” como a galera do Glan Rock, que foram criticados por elevar um pouco mais o conceito de visual rockeiro, mas sem perder a qualidade de suas músicas ou desmerecer o prestigio do qual gozam até hoje. Em tempo, o Glan Rock abriga várias bandas que marcaram a historia no cenário, tais como: Aerosmith, Skid Row, Motley Crue e Guns n’ Roses.
Cultura Pop
Hoje em dia descobriu-se que o rock’n’roll é uma mina de ouro para quem a possui e/ou a controla, pois com massacrante processo da mídia na formação pop-cultural das pessoas na escolha de novas bandas. Fatos do tipo “2 meses na rádio e nada mais” ou “banda de 1 sucesso”, tornam-se cada vez mais comuns em nossa sociedade atual. Tudo gira ao redor da renda, ou seja, uma banda de rock que faz um sucesso por menor que seja, traz lucros pra quem investe nessa banda, o que gera o primeiro fator de má qualidade de som no rock; antigamente as bandas de rock demoravam a alcançar a fama e mais ainda para ter dinheiro (não que o processo tenha melhorado) mas agora o que ocorre são bandas pré-montadas, que fazem uma música mais ou menos e vendem milhões de discos, tudo por causa da mídia que também recebe comissão e por isso exagera na exposição e ridicularizaçã o de artistas. Por exemplo, uma banda pode ser formada para gerar um único sucesso e depois acabar, como o NewRadicals. quase ninguém lembra deles, mas foram montados para fazer um sucesso (conseguiram com uma música) e logo depois terminaram com a banda. O mesmo se aplica em relação às rádios que escolhem algumas bandas do momento e elevam tais bandas ao auge durante no máximo 3 meses, quando fazem uma nova seleção; e o pior de tudo é que todas as rádios fazem isso, então as pessoas são obrigadas a seguirem o modismo (as mentes fracas, pois quem experimentou o verdadeiro rock, sabe do que falo aqui). Em determinado ano uma estação de rádio Estadunidense, que inaugurava, fez uma programação até hoje inigualada tocando apenas uma música durante 24 horas, Stairway to Haven do Led Zeppelin (música que vale todos os seus 8 minutos); diferentemente do que acontece hoje em dia. Não que as rádios tenham que fazer programações no mesmo estilo, longe disso, mas elas deveriam ter mais consideração com seus ouvintes além de apenas pensar em seus lucros.
Problemas do rock atual
Sem dúvida nenhuma, é bem verdade que a época e o ambiente em que foram criadas as bandas antigas, gerou uma gigantesca contribuição para que tais bandas tornassem únicas. O maior fato decorrente dessa afirmação, talvez seria o de que cada uma das maiores bandas de Rock revolucionou sua época porque eram novos estilos, novas combinações que não abusavam em nada. O que seria da década de 50 sem Elvis Presley ou dos anos 80 sem o Iron Maiden? Diferentemente de nossos dias atuais em que existem problemas como o excesso de plágio de antigas obras primas do rock, que tornou-se comum e descarado, e a falta de criatividade com qualidade, faz do Rock n’Roll verdadeiro algo extinto, tentando ser resgatado por bandas chamadas de “novos Beatles” ou “salvadores do Rock”; denominação completamente equivocada. Ainda existem outros problemas como os rockeiros de butique, que se dizem rockeiros, mas na verdade não passam de seguidores da moda, apenas se vestem igual a bandas do momento e/ou tendências de moda que se apresentam como moda de rebeldia juvenil.
Os maiores discos da história do rock’n’roll
A lista apresentada a seguir não está excluindo uma ou outra banda, mas sim mostrando os maiores lançamentos gravados (discos), que fazem parte da cultura do Rock. Então mesmo que uma banda tenha feito muito sucesso, ela pode não ter marcado... Para quem quer conhecer mais ou começar a gostar de Rock de qualidade, vale a pena conferir estes discos, as perolas do Rock! Crazy Man Crazy - Bill Halley (1953) Mabellene - Chuck Berry (1955) Elvis Presley - Elvis Presley (1956) Here’s Little Richards - Little Richards (1956) Highway 61 Revisited - Bob Dylan (1964) Rubber Soul - The Beatles (1965) Out Of Our Heads - Rolling Stones (1965) Pet Sounds - Beach Boys (1966) The Doors - The Doors (1967) Are You Experienced? - Jimi Hendrix (1967) IV - Led Zeppelin (1971) Paranoid - Black Sabbath (1971) Machine Head - Deep Purple (1972) Kiss - Kiss (1973) Alladin Sane - David Bowie/Ziggy Stardust (1973) Ramones - Ramones (1976) News Of The World - Queen (1977) Lust For Life - Iggy Pop (1977) Never Mind the Bollocks... - Sex Pistols (1977) Van Halen - Van Halen (1978) The Wall - Pink Floyd (1979) Back in Black - AC/DC (1980) The Number of the Beast - Iron Maiden (1982) Kill’em All - Metallica (1983) The Unforgettable Fire - U2 (1984) Brothers in Arms - Dire Straits (1985) By the light of the moon - Los Lobos (1987) Appetite for destruction - Guns n`Roses (1987) Crazy World - Scorpions (1990) Nevermind - Nirvana (1991) OBS: Para pesquisas sobre Rock nacional, é recomendado ler o livro "Dias de Luta". "Rock’n’roll não se aprende, nem se ensina...nasce- se com ele no sangue!" Raul Seixas
http://www.roquenro u.com.br/ roquenrou/ leitores. asp?cod=172
terça-feira, 15 de maio de 2007
rock’ n’ roll, velho e do bom!
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Modernismo
A arte rebelde do nosso tempo
As catástrofes sociais que abalaram o mundo na primeira metade do século XX mostraram o quanto era falso continuar fazendo música em termos de passado.
Pesquisas rítmicas, o ressurgimento de formas musicais antigas para resultados modernos, o uso de várias tonalidades (politonalismo) ou de nenhuma (atonalismo) não constituem mero exotismo. Simplesmente refletem, com a força do real, a verdade da nossa época.
Quando lgor Stravinsky (1882-1971) estreou a sua Sagração da Primavera, a 29 de maio de 1913, foi um escândalo. Mas o escândalo passou e a influência do compositor cresceu sem cessar, a despeito de todos os ataques da crítica.
Uma corrente agressivamente nacionalista desenvolveu-se com Béla Bartók (1881-1945) e Zoltán Kodály (1882-1967), na Hungria; fazendo com que os compositores de todo o mundo volvessem sua atenção para o interior de suas respectivas pátrias, revivificando o mesmo espírito que decênios antes levara à formação do Grupo dos Cinco, na Rússia.
Nos Estados Unidos, George Gershwin (1898-1937) valeu-se do "jazz", em busca das fontes originais da expressão musical de seu povo. Antes dele, Edward Alexander MacDowell (1861-1908) pesquisara o folclore indígena, estilizando-o em trabalhos de nítida influência alemã.
No Brasil, Heitor Villa-Lobos (1887-l959) também buscou no folclore a inspiração para sua obra. Alexandre Levy (1864-1892), Aiberto Nepomuceno (1864-1920) e Emesto Nazareth (1863-1934) se haviam antecipado a ele, explorando os elementos indígenas, africanos e europeus que originaram a nossa cultura.
Contudo, foi Villa-Lobos quem fez com que a música brasileira alcançasse sua expressão mais genuína, divulgando-se internacionalmente. Uma outra corrente da música contemporânea busca inspiração nos barrocos ou nos clássicos, como Monteverdi, Pergolesi e outros. É o Neoclassicismo ou o Neobarroco. Stravinsky passa por esta fase, em novo momento de sua diversificada carreira.
Erik Satie (1866-1925) contribuiu com um movimento também anti-romântico, desenvolvendo, na mesma época de seu compatriota Debussy, um idioma harmonicamente arrojado.
Partindo de Satie, reuniu-se na França o Grupo dos Seis - Francis Poulenc, Darius Milhaud, Arthur Honegger, Louis Durey, Germaine Tailleferre e Georges Auric, aos quais coube a implantação do Neo-Impressionismo, em termos de desligamento de Debussy. Ao mesmo tempo, o alemão Paul Hindemith (1895-1963) e Benjamin Britten (1913), na Inglaterra, empenhavam-se em reconquistar o público, fazendo "música funcional", mais habilidosa e acessível.
Dodecafonismo
As primeiras experiências dodecafônicas realizadas por Arnold Shoemberg, na década de 20, São suas Cinco peças para piano, op. 23, e Suíte para piano, op. 25. Nessas peças Shoemberg elabora um sistema de composição em que dispôe, segundo suas necessidade composicionais, as 12 notas em uma determinada ordem (a série dodecafônica), que deve ser respeitada ao longo da peça. Isso garante a unidade dos elementos utilizados dentro da composição atonal.
Serialismo
A prática dodecafônica, assumida por dois de seus alunos, Anton von Webern (1883-1945) e Alban Berg 1885-1935), assume diversas faces. O romantismo atonal de Berg em suas óperas Wozzek e Lulu, e o pontinhismo de Webern – inexistência de melodia, com sons pontilhados no silêncio – são considerados marcos na música do século XX. No pontilhismo, Webern isola cada uma das notas da série dodecafônica, evitando assim relação harmônica entre elas. Outra importante contribuição de Webern, que também tem a influência forte de Schoemberg, é a expansão da idéia de melodia de timbres: uma melodia pode ser criada não apenas mudando-se as notas, mas também mudando-se os timbres. Nesse sentido ele reinstrumenta uma obra de Johann Sebastian Bach (o cânon a seis vozes da Oferenda musical), na qual a melodia de Bach alcança os mais diversos instrumentos da orquestra. A textura pontilhista e a melodia de timbres tornam-se um fascínio entre os compositores mais jovens, que então expandem a idéia de série para os ritmos, para os timbres, para as intensidades, desenvolvendo o serialismo integral.
Neoclassicismo
Em sentido oposto à trajetória progressista de Shoemberg, o compositor Igor Stravinski busca os ritmos marcados e repetitivos das músicas rituais populares. Suas primeiras obras de impacto são os balés O pássaro de fogo, de 1910, Petroushka, de 1911, e A sagração da primavera, de 1913. Assim como as obras de Debussy, têm forte influência sobre as escolas nacionais que perduram nessa época. De caráter marcante, Stravinski e sua música traçam os rumos da música atonal não-dodecafônica, fundando, em 1918, o neoclassicismo na música. Utiliza melodias extraídas do passado medieval e renascentista, de cantos populares e do jazz americano, que se misturam a um atonalismo repleto de dissonâncias. São dessa época A história de um soldado (1918) e As bodas (1923). Seguem esses caminho, entre outros, Paul Hindmith (1895-1963) e diversos compositores franceses.
America
Mesmo distante do centro das revoluções musicais do século, desenvolve-se na América uma nova música que tem como referência a obra inovadora da Claude Debussy. Os principais representantes desse movimento são os compositores norte-americano Charles Edward Ives (1874-1955) e o brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959), que servem de modelos composicionais no continente, até o pós-guerra. Ambos encontram na harmonia atonal livre novas formas musicais para exprimir suas idéias.
Estados Unidos
De modo bastante radical e pioneiro, Charles Ives faz uso de intervalos microtonais menores do que o eio-tom entre as notas de uma escala cromática e também dos clusters, cachos de notas que tendem ao ruído, tocados com as palmas das mãos, ou mesmo com o antebraço, sobre as teclas do piano. Sua obra exerce influência direta sobre Henry Cowell, definindo uma nova vertente para a música morte-americana.
Brasil
Villa-Lobos utiliza combinações instrumentais inusitadas, como em seu Choro nº 7, onde o clarinete deve ser tocado como se fosse um trompete, sem a boquilha, ou ainda em sua Suíte Sugestina, de 1929, onde três metrônomos – instrumento mecânico utilizado para marcar o andamento musical – são usados como instrumentos de percussão. Bastante admirado por compositores europeus, especialmente pelos franceses Darius Milhaud (1892-1974), Olivier Messiaen (1908-1992) e Edgard Varese (1885-1965), permanece como um dos marcos da música brasileira.
As catástrofes sociais que abalaram o mundo na primeira metade do século XX mostraram o quanto era falso continuar fazendo música em termos de passado.
Pesquisas rítmicas, o ressurgimento de formas musicais antigas para resultados modernos, o uso de várias tonalidades (politonalismo) ou de nenhuma (atonalismo) não constituem mero exotismo. Simplesmente refletem, com a força do real, a verdade da nossa época.
Quando lgor Stravinsky (1882-1971) estreou a sua Sagração da Primavera, a 29 de maio de 1913, foi um escândalo. Mas o escândalo passou e a influência do compositor cresceu sem cessar, a despeito de todos os ataques da crítica.
Uma corrente agressivamente nacionalista desenvolveu-se com Béla Bartók (1881-1945) e Zoltán Kodály (1882-1967), na Hungria; fazendo com que os compositores de todo o mundo volvessem sua atenção para o interior de suas respectivas pátrias, revivificando o mesmo espírito que decênios antes levara à formação do Grupo dos Cinco, na Rússia.
Nos Estados Unidos, George Gershwin (1898-1937) valeu-se do "jazz", em busca das fontes originais da expressão musical de seu povo. Antes dele, Edward Alexander MacDowell (1861-1908) pesquisara o folclore indígena, estilizando-o em trabalhos de nítida influência alemã.
No Brasil, Heitor Villa-Lobos (1887-l959) também buscou no folclore a inspiração para sua obra. Alexandre Levy (1864-1892), Aiberto Nepomuceno (1864-1920) e Emesto Nazareth (1863-1934) se haviam antecipado a ele, explorando os elementos indígenas, africanos e europeus que originaram a nossa cultura.
Contudo, foi Villa-Lobos quem fez com que a música brasileira alcançasse sua expressão mais genuína, divulgando-se internacionalmente. Uma outra corrente da música contemporânea busca inspiração nos barrocos ou nos clássicos, como Monteverdi, Pergolesi e outros. É o Neoclassicismo ou o Neobarroco. Stravinsky passa por esta fase, em novo momento de sua diversificada carreira.
Erik Satie (1866-1925) contribuiu com um movimento também anti-romântico, desenvolvendo, na mesma época de seu compatriota Debussy, um idioma harmonicamente arrojado.
Partindo de Satie, reuniu-se na França o Grupo dos Seis - Francis Poulenc, Darius Milhaud, Arthur Honegger, Louis Durey, Germaine Tailleferre e Georges Auric, aos quais coube a implantação do Neo-Impressionismo, em termos de desligamento de Debussy. Ao mesmo tempo, o alemão Paul Hindemith (1895-1963) e Benjamin Britten (1913), na Inglaterra, empenhavam-se em reconquistar o público, fazendo "música funcional", mais habilidosa e acessível.
Dodecafonismo
As primeiras experiências dodecafônicas realizadas por Arnold Shoemberg, na década de 20, São suas Cinco peças para piano, op. 23, e Suíte para piano, op. 25. Nessas peças Shoemberg elabora um sistema de composição em que dispôe, segundo suas necessidade composicionais, as 12 notas em uma determinada ordem (a série dodecafônica), que deve ser respeitada ao longo da peça. Isso garante a unidade dos elementos utilizados dentro da composição atonal.
Serialismo
A prática dodecafônica, assumida por dois de seus alunos, Anton von Webern (1883-1945) e Alban Berg 1885-1935), assume diversas faces. O romantismo atonal de Berg em suas óperas Wozzek e Lulu, e o pontinhismo de Webern – inexistência de melodia, com sons pontilhados no silêncio – são considerados marcos na música do século XX. No pontilhismo, Webern isola cada uma das notas da série dodecafônica, evitando assim relação harmônica entre elas. Outra importante contribuição de Webern, que também tem a influência forte de Schoemberg, é a expansão da idéia de melodia de timbres: uma melodia pode ser criada não apenas mudando-se as notas, mas também mudando-se os timbres. Nesse sentido ele reinstrumenta uma obra de Johann Sebastian Bach (o cânon a seis vozes da Oferenda musical), na qual a melodia de Bach alcança os mais diversos instrumentos da orquestra. A textura pontilhista e a melodia de timbres tornam-se um fascínio entre os compositores mais jovens, que então expandem a idéia de série para os ritmos, para os timbres, para as intensidades, desenvolvendo o serialismo integral.
Neoclassicismo
Em sentido oposto à trajetória progressista de Shoemberg, o compositor Igor Stravinski busca os ritmos marcados e repetitivos das músicas rituais populares. Suas primeiras obras de impacto são os balés O pássaro de fogo, de 1910, Petroushka, de 1911, e A sagração da primavera, de 1913. Assim como as obras de Debussy, têm forte influência sobre as escolas nacionais que perduram nessa época. De caráter marcante, Stravinski e sua música traçam os rumos da música atonal não-dodecafônica, fundando, em 1918, o neoclassicismo na música. Utiliza melodias extraídas do passado medieval e renascentista, de cantos populares e do jazz americano, que se misturam a um atonalismo repleto de dissonâncias. São dessa época A história de um soldado (1918) e As bodas (1923). Seguem esses caminho, entre outros, Paul Hindmith (1895-1963) e diversos compositores franceses.
America
Mesmo distante do centro das revoluções musicais do século, desenvolve-se na América uma nova música que tem como referência a obra inovadora da Claude Debussy. Os principais representantes desse movimento são os compositores norte-americano Charles Edward Ives (1874-1955) e o brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959), que servem de modelos composicionais no continente, até o pós-guerra. Ambos encontram na harmonia atonal livre novas formas musicais para exprimir suas idéias.
Estados Unidos
De modo bastante radical e pioneiro, Charles Ives faz uso de intervalos microtonais menores do que o eio-tom entre as notas de uma escala cromática e também dos clusters, cachos de notas que tendem ao ruído, tocados com as palmas das mãos, ou mesmo com o antebraço, sobre as teclas do piano. Sua obra exerce influência direta sobre Henry Cowell, definindo uma nova vertente para a música morte-americana.
Brasil
Villa-Lobos utiliza combinações instrumentais inusitadas, como em seu Choro nº 7, onde o clarinete deve ser tocado como se fosse um trompete, sem a boquilha, ou ainda em sua Suíte Sugestina, de 1929, onde três metrônomos – instrumento mecânico utilizado para marcar o andamento musical – são usados como instrumentos de percussão. Bastante admirado por compositores europeus, especialmente pelos franceses Darius Milhaud (1892-1974), Olivier Messiaen (1908-1992) e Edgard Varese (1885-1965), permanece como um dos marcos da música brasileira.
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