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domingo, 27 de novembro de 2011

Projeto Musical - Uma sinfonia diferente!

A vida amorosa de Beethoven
Amor e casamento, sentimento de solidão e busca constantemente frustrada de alguém que preencha o vazio de sua vida: estes são, nos primeiros anos do século XIX, problemas essenciais e secretamente tormentosos para Ludwig van Beethoven. Nesse sentido, é muito significativo que a fidelidade conjugal seja o tema de sua única ópera: Fidélio, composta nos anos de 1805 e 1806, na qual a esposa de um prisioneiro político disfarça-se de homem para ter acesso à fortaleza onde ele está encerrado e descobrir um meio de libertá-lo. Envolvimentos muitos freqüentes e intensos, mas em geral também muito breves, sucedem-se rapidamente, entre 1806 - época em que pareceu estar a ponto de pedir em casamento a amiga Josephine von Deym - e os dez anos seguintes. Relacionamentos saldados por fracassos, dos quais ele se consolava absorvendo-se no trabalho.
Em 1806, mais ou menos na época em que sua amizade com Josephine entrava em uma fase de esfriamento, Ludwig tentou aproximar-se da pianista Marie Bigot. Mas essa oferta de amizade foi muito mal entendida pelo marido da artista, que viu nela uma manobra de sedução. O episódio se encerrou com duas penosas cartas de explicação e pedidos de desculpas enviados por Beethoven a seu amigo Bigot, que conhecera como bibliotecário de um de seus protetores, o nobre russo Conde Andrei Kirilovitch Rasumovsky.
Dois anos mais tarde, Ludwig entusiasmou-se pela jovem Julie von Vering; mas nem chegou a manifestar seus sentimentos, ao perceber que ela estava apaixonada por seu amigo dos tempos de Bonn, Stephan von Breuning, com quem se casou em abril de 1808. (Julie morreria subitamente, aos 19 anos, em março do ano seguinte).
No outubro de 1808, Ludwig aceitou hospedar-se nos alojamentos que lhe foram oferecidos pela Condessa Anna Marie Erdödy, no nº 1074 da Krugerstrasse, no mesmo prédio em que moravam os seus amigos Lichnowsky. Era enorme a confiança que depositava nela como conselheira para assuntos pessoais e de negócios, a ponto de chamá-la de Beichvater(padre confessor). E acredita-se que tenha existido algum tipo de envolvimento amoroso entre ambos, porque, em 1809, numa daquelas suas reações intempestivas bem típicas, Beethoven mudou-se para outro endereço, por suspeitar que a Consessa Erdödy estivesse interessada em seu camareiro. O mal-entendido viria a se desfazer mais tarde e, em 1815, ele dedicaria a essa aristocrata de origem húngara suas duas Sonatas para Violoncelo, Opus 120.
Ainda em 1809, Ludwig cortejou a jovem Therese Malfatti, recorrendo aos bons empréstimos de um amigo, o Barão Ignaz von Gleichenstein, para que pedisse a mão da moça a seu pai, o médico Johann Mafatti. Mas não só a família se opôs ao casamento como parece não ter havido indício de que o afeto de Ludwig fosse correspondido. "Para ti, pobre B (Beethoven) - escreve o músico numa carta da época endereçada a Von Gleichenstein -, não há felicidade no mundo exterior: é em ti mesmo que deves procurá-la. Só no mundo ideal encontrarás amigos e é só em teu próprio coração que deves, agora, procurar apoio."
Um novo alento virá, em maio de 1810, com um namoro inconseqüente, que durou umas poucas semanas, com Bettina Brentano (1785-1859), a irmã do escritor Clemens Brentano. No ano seguinte, porém, ela se casaria com o poeta romântico Achim von Arnim. Nessa época os dois futuros cunhados já eram célebres por terem recolhido, entre 1806 e 1808, os tesouros da poesia popular, na coletânea Das Knaben Wunderhorn (A Trompa Mágica da Infância), que, mais tarde, seria rica fonte de inspiração para um compositor como Gustav Mahler. Um dos biógrafos de Beethoven, o italiano Leonello Vinceni, descreveu Bettina como "uma mulher ao mesmo tempo diabolicamente viva e inexplicavelmente preguiçosa, leal e cheia de maldade, verdadeira e mentirosa, ingênua e maliciosa". Seu temperamento irrequieto e volúvel - a ponto de, nos últimos anos de sua vida, ter entusiasmado pelas teorias socialistas - não era de molde a permitir que fosse estável o seu envolvimento com um homem de caráter forte como Beethoven. Mas para o compositor o contato com ela teve considerável importância.
Foi Bettina quem lhe ofereceu para ler essa grande meditação sobre liberdade que é a peça Egmont de Goethe, para a qual, em junho de 1810, ele escreveria uma música de cena. Foi ela também, de certa forma, a intermediária do primeiro encontro entre o músico e o poeta, em julho de 1812, no balneário de Teplitz (atual Teplice), na Boêmia. "Nunca vi um artista mais concentrado, mais energético, mais profundo", escreveu Goethe, numa carta de 19 de julho à sua mulher, Christiane Vulpius. "Compreendo bem porque a todo mundo ele possa parecer excêntrico". E em 2 de setembro, Goethe comentava, em carta ao compositor Carl Friedrich Zelter: "Em Teplitz, conheci Beethoven e seu talento encheu-me de espanto. É claro que ele tem uma personalidade totalmente indisciplinada e não está todo errado em achar o mundo detestável; mas isso não o torna mais agradável nem para si mesmo nem para os outros. No entanto, há nele muito o que desculpar e lamentar, pois está perdendo a audição, o que talvez prejudique menos a parte musical do que a social de sua natureza, pois esse defeito torna duplamente lacônico a quem já o é por natureza".
É de Bettina Brentano, também, a autoria de um episódio que, por muito tempo, foi tido pelos biógrafos como verdadeiro, pois se encontra narrado numa carta de Beethoven endereçada a ela. Mas hoje se sabe que essa carta é falsa, tendo sido escrita pela própria Bettina. O mínimo que se pode dizer dessa história, entretanto, é que, se não é verdadeira, foi bem inventada, pois se adapta com perfeição ao temperamento altivo e rebelde do compositor. De acordo com ela, passeando junto com Goethe pelo parque de Teplitz, Beethoven teria cruzado a carruagem do casal imperial, que também passava as férias nesse balneário. E, enquanto o poeta se inclinava servilmente, o músico enterrava o chapéu na cabeça e continuava seu caminho com arrogância, os braços atrás das costas.
Texto retirado do livro da coleção "Clássica, A História dos Gênios da Música" - Beethoven III, editora Nova Cultura., São Paulo, 1986, páginas 25, 26 e 27.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

'Tosca', de Puccini, marca reabertura do Theatro da Paz

'Tosca', de Puccini, marca reabertura do Theatro da Paz
Uma nova montagem da "Tosca", de Puccini, deu a largada, na noite de terça-feira, para o 10.º Festival de Ópera do Theatro da Paz - e, de quebra, marcou também a sua reabertura, após oito meses de uma reforma de emergência. Inaugurado em 1878, o prédio é um dos principais símbolos da arquitetura amazônica do período do auge do comércio da borracha - e, restaurado há pouco menos de uma década, precisou ser fechado no começo deste ano por conta de uma infestação de cupins.
"Tosca" subiu ao palco da capital paraense pela última vez em 1905, também após uma reforma no teatro. A escolha de "Tosca" como título de abertura está em consonância com a trajetória que o festival trilhou desde seu início. A comparação com o Festival Amazonas, realizado desde 1997, é inevitável, uma vez que os dois eventos marcaram, na última década, a descentralização da produção de ópera no País. Em Manaus, a escolha de repertório busca espaço para obras pouco ou nunca produzidas no Brasil, como a tetralogia "O Anel do Nibelungo", de Wagner, ou a "Lady Macbeth", de Shostakovich - para o ano que vem, já se fala em "Lulu", de Alban Berg. Já em Belém, a aposta, em geral, é em títulos consagrados do repertório, com o objetivo de resgatar a ligação da cidade e seu público com a ópera.
Nos dois casos, porém, há uma preocupação comum de fazer dos festivais manifestações locais, com uma participação maior de profissionais da região, que trabalham lado a lado com produtores e artistas vindos de outros lugares do País, em especial Rio de Janeiro e São Paulo. Nesta décima edição do Festival do Theatro da Paz, por exemplo, 90% dos profissionais envolvidos são do Pará, cuja tradição musical tem como principal expoente o conservatório centenário, criado por Carlos Gomes em 1896.
Musicalmente, a "Tosca" surpreendeu pelo desempenho, um dos melhores de sua história, da Sinfônica do Theatro da Paz, reforçada por músicos convidados, da qual o maestro Carlos Moreno, diretor da Sinfônica de Santo André, soube tirar, em especial nos dois primeiros atos, coloridos ricos e expressivos. Tanto o tenor Eric Herrero, como Cavaradossi, quanto a soprano Silviane Bellato, como Tosca, passam por um momento de transição vocal em direção a papéis mais pesados mas, muito musicais, crescem ao longo do espetáculo e criam interpretações convincentes de seus personagens - entre os principais momentos da récita da noite de terça-feira estiveram a ária "Vissi D?Arte" e o dueto do terceiro ato. Como Scarpia, o barítono Rodrigo Esteves trabalha bem as possibilidades de seu timbre claro e foi a principal presença em cena, ao lado do Sacristão do baixo barítono Saulo Javan.
A montagem do diretor Mauro Wrona é bem realizada em sua proposta tradicional, que recria os ambientes originais da história, na Roma do século 19, com cenários realistas que criam boa moldura para a ação. Profissional experiente, Wrona trabalha de modo eficiente a caracterização das personagens e a movimentação cênica, em especial em momentos mais complicados, como a entrada do coro no fim do primeiro ato, resultando em um todo orgânico e de narrativa fluente.
O Festival do Theatro da Paz vai até o dia 3 de dezembro e, após "Tosca", tem na programação recitais e concertos com trechos de ópera e uma versão encenada da cantata "Carmina Burana", de Carl Orff.
Fonte: Estadão - 10 de Novembro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Aos 87 anos, Doris Day anuncia que vai lançar álbum

DE SÃO PAULO
A cantora Doris Day, cujo primeiro hit data de 1945, anunciou nesta semana que vai lançar seu primeiro disco após quase duas décadas de hiato.
Day não se apresenta ao vivo há mais de 25 anos.
O disco "My Heart" sai no mês que vem e é uma compilação de músicas nunca lançadas produzidas originalmente por seu filho, Terry Melcher, que morreu em 2004. O álbum inclui as músicas "You Are So Beautiful (To Me)", hit de Joe Cocker. "Eu tinha que cantar algumas canções novas, por que já fiz todas as antigas", disse Day, que mora na Califórnia.

Divulgação
A atriz Doris Day em "Não Me [não.me] Mandem Flores", dirigido por Norman Jewison, em 1964, com Rock Hudson e Tony Randall
A atriz Doris Day em "Não Me [não.me] Mandem Flores", dirigido por Norman Jewison, em 1964, com Rock Hudson e Tony Randall

sábado, 1 de outubro de 2011

Lenny Kravitz não consegue fazer rock debaixo de tanta pose

THALES DE MENEZES
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

Rock in Rio O cantor americano Lenny Kravitz deveria contribuir para injetar mais rock neste Rock in Rio criticado por ter pop e axé no cardápio. Mas ele é incapaz disso.
Porque Kravitz parece cantar rock, mas na verdade não consegue. Sua música é uma colagem de frases musicais do gênero, mas sem nenhuma liga. Ele faz simulacros de canções. São, no máximo, trilha para peças de publicidade que tentam ter uma aura moderna e roqueira.

Roberto Filho/AgNews
O cantor americano Lenny Kravitz se apresenta no 5º dia do Rock in Rio; astro<br> é a penúltima atração do palco Mundo
Lenny Kravitz se apresenta no 5º dia do Rock in Rio; astro
é a penúltima atração do palco Mundo
Se ao menos ele fosse um pouco melhorzinho de palco, mas nessa hora a coisa toda só piora.
Kravitz tem tudo calculado, da roupa "certa" à maneira que ele pensa ser cool de sacudir a cabeça junto ao microfone.
O gestual é um amontoado de poses de rock stars, mas totalmente exagerado, nada natural. Kravitz dá a impressão de ser um ator tentando interpretar um cantor. Um ator canastrão, diga-se.
Depois da quarta ou quinta canção, todas ficam iguais. Sem a mínima personalidade, os temas vão sendo apresentados e esquecidos na mesma velocidade.
Nenhum show sobrevive a tanta afetação.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Stevie Wonder faz show emocionante na quarta noite do Rock in Rio

Cantor conquistou a platéia com grandes sucessos e homenagem ao Brasil.

A noite de quinta-feira (29) no Rock in Rio foi especial para os fãs de Stevie Wonder. Ele conquistou a platéia com demonstrações de carinho pelo Brasil.
Um coro de milhares de vozes. No tributo à Legião Urbana e Renato Russo, os ex-integrantes da banda tiveram a companhia de velhos amigos, da Orquestra Sinfônica Brasileira e de uma plateia emocionada. A noite foi ficando mais agitada com Janelle Monáe no palco, que não poupou energia para balançar a Cidade do Rock. Outra americana também chegou com todo o gás. Nada de pés parados para acompanhar Ke$ha, que até exagerou para agradar: cuspiu no público, se jogou nos braços dos fãs, deu beijo e quebrou a guitarra. Quando o líder do Jamiroquai surgiu vestido como um cacique, um argentino completava 12 horas em pé. Para suportar a dor, ele tomou três analgésicos.

Se essa foi uma das noites mais dançantes do Rock in Rio, Stevie Wonder pode ser considerado o dono da festa. Foi um sucesso atrás do outro. Stevie Wonder preparou uma surpresa: a filha dele cantou “Garota de Ipanema”. Mas foi o cantor que se surpreendeu ao ganhar de presente um dos momentos que já entraram para a história do festival: um coro de 100 mil vozes. E ele ainda cantou em português. Não tinha como não ganhar os fãs de todas as gerações.

Shakira Cantará "Pais Tropical" com Ivete Sangalo #ShakiraInRio

Shakira Cantará "Pais Tropical" com Ivete Sangalo #ShakiraInRio

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rock in Rio: mudança de horários faz show de Stevie Wonder durar mais

Da redação, por Gustavo Morais
Show de Stevie Wonder terá mais tempo de duração
Quem vai ao Rock in Rio na próxima quinta-feira (29) é bom ficar atento, pois, a organização do evento divulgou nesta quarta-feira (28) uma nova grade de horários para os shows que serão realizado no quarto dia de festival.

No Palco Sunset, o Baile do Simonal, com o cantor Diogo Nogueira e o guitarrista Davi Moraes, será a última atração e vai começar mais tarde: às 21h. A cantora Joss Stone cantará um pouco mais cedo, às 17h45, assim como Afrika Bambaataa, com Paula Lima e Boss AC.


Para a alegria dos fãs, no Palco Mundo, a apresentação do cantor Stevie Wonder terá quase uma hora a mais de duração. Além disso, o Concerto Sinfônico Legião Urbana com a Orquestra Sinfônica Brasileira começará 10 minutos mais cedo do que inicialmente programado, às18h50.


Confira como ficou definida a grade de horários dos shows do Rock in Rio nesta quinta-feira:


Palco Sunset

14h30 às 15h20 - Marcelo Jeneci e Curumin
15h50 às 16h50 - Afrika Bambaataa com Paula Lima e Boss AC
17h45 às 18h45 - Joss Stone
21h às 21h40 - Baile do Simonal com Diogo Nogueira e Davi Moraes

Palco Mundo

18h50 às 19h40 - Concerto Sinfônico Legião Urbana com OSB
20h às 21h - Janelle Monáe
21h40 às 22h40 - Ke$ha
23h10 às 0h20 - Jamiroquai
1h10 às 3h30 - Stevie Wonder

“Tivemos muito drama de gravadora”, diz líder da banda Hanson

15 anos depois de despontar para o mundo, Taylor Hanson, 28, fala sobre problemas da fama e a expectativa da vinda para o Brasil

Rafael Bergamaschi, iG São Paulo | 28/09/2011 08:00
Foto: Divulgação
Zac, Taylor e Isaak; Hanson vem ao Brasil em novembro como parte da turnê do disco "Shout it Out"
Em 1997 era difícil ligar o rádio ou sintonizar a MTV sem se deparar com a voz de três adolescentes lorinhos cantando o refrão pouco reproduzível de “MmmBop”. De lá para cá, os garotos de Oklahoma, nos Estados Unidos, cresceram, tiveram um total de oito filhos e vivenciaram tanto o sucesso quanto o anonimato. “Tivemos muito drama de gravadora”, diz o vocalista Taylor Hanson em entrevista ao iG Jovem sobre o período mais difícil da banda, no início dos anos 2000. Os fãs brasileiros de Zac, Taylor e Isaac poderão matar a saudade em novembro, quando o Hanson desembarca em Porto Alegre e São Paulo para duas apresentações, nos dias 4 e 6.
Depois de alguns anos tocando em pequenos festivais municipais e celebrações religiosas, o trio foi descoberto em 1996. Após dois CDs independentes, o sucesso veio com “Middle Of Nowhere”, lançado pela gravadora Mercury.
Se, hoje, os fenômenos teen são Justin Bieber, Miley Cyrus e Jonas Brothers, na época, todos só queriam saber de Hanson. Assim como estes artistas tentam capitalizar ao máximo com DVDs e outros subprodutos, o Hanson também aproveitou a sólida base de fãs para lançar documentários, álbuns ao vivo e até uma revista, “MOE”, que, no entanto, não sobreviveu à décima segunda edição.
Taylor, porém, não gosta muito de comparações: “eles são quem são e nós somos quem somos”, diz sobre o Jonas Brothers, outro trio formado por irmãos que faz sucesso atualmente.
Apesar disso, problemas com fusões de gravadoras, em 2000, fizeram com que o grupo caísse no ostracismo da mesma maneira meteórica que chegou ao topo. Desde então, a Hanson criou o próprio selo - pelo qual gravaram três CDs - e segue contando com o vasto contingente de fãs.
Com a vinda do grupo ao Brasil em novembro, Taylor garante não ver a hora de desembarcar por aqui. “Só tenho lembranças ótimas do país”. Confira abaixo a entrevista na íntegra:
iG: Vocês começaram bastante jovens, agora, quando você vê pessoas como Justin Bieber e Selena Gomez no auge, você se sente velho?
Taylor Hanson:
(risos) Isso faz eu me sentir um pouco velho, sim, quando percebo que faço música por quase 20 anos, o que é uma loucura. Mas, simplesmente, ver artistas mais jovens fazendo sucesso não faz eu me sentir velho. Isso me lembra como o início é difícil, como é complicado fazer sucesso, o que me lembra de quando começamos. Éramos apaixonados por música da mesma maneira que somos hoje. Eu só desejo o melhor para as pessoas, sucesso. É um trabalho duro.
iG: Você acha que os Jonas Brothers são o novo Hanson?
Taylor Hanson:
(risos) Acho que os Jonas Brothers são os Jonas Brothers. Acho que há mais diferenças (entre as duas bandas) do que semelhanças. Não entendo por que as pessoas comparariam. Eles são quem eles são e nós somos quem somos.
iG: Com tanto tempo juntos na estrada, vocês nunca sentem vontade de matar o outro?
Taylor Hanson:
(risos) Sim, claro. A gente incomoda um ao outro, mas estamos na banda e trabalhamos juntos há anos. Em algum ponto as coisas deixam de ser uma colaboração musical e se tornam uma amizade. É um relacionamento que construímos por anos, temos respeito mútuo. Se temos momentos em que estamos bravos com o outro, nós dizemos e lidamos com isso.
Foto: Getty Images Ampliar
Hanson em 1997; "tem muita gente interessada em tirar vantagem do seu sucesso", diz Taylor
iG: Vocês ainda têm que cantar “MmmBop” em todos os shows?
Taylor Hanson:
Nós cantamos “MmmBop” na maioria dos shows, mas temos orgulho dela. É uma música que fizemos e que muitas pessoas conhecem. Para os fãs de verdade, esta é uma de muitas músicas nos shows. Não é um fardo, é uma música da qual temos orgulho.
iG: Como foi lidar com a fama tão jovem?
Taylor Hanson:
Foi desafiador. Acho que o principal que você tem que saber quando começa a fazer sucesso é o que te levou a fazer música em primeiro lugar e quem você é. Tem que conseguir empurrar para longe as outras coisas. Tem muita gente interessada em tirar vantagem do seu sucesso. Outro problema é lidar com os autos e baixos, em um momento você é o favorito, o que todos amam, e no outro você tem que trabalhar e seguir sendo profissional.
Foto: Reprodução Ampliar
No clipe de "MmmBop", trio vai até à Lua
iG: Qual você diria que é o lado mais difícil da fama?
Taylor Hanson:
Acho que é diferente para diferentes pessoas. Para mim é lidar com a percepção de que, de alguma forma, você é diferente das outras pessoas e ser capaz de ter relacionamentos normais com as pessoas que você ama. Acho que quando você atinge certo sucesso em qualquer coisa, as pessoas pensam que você teve tudo fácil ou obteve tratamento diferenciado para conseguir.
iG: Depois de terem gravado “This Time Around”, em 2000, vocês passaram por momentos difíceis. O que aconteceu?
Taylor Hanson:
Tivemos muito drama de gravadora. Nossa gravadora se juntou com outra, e depois com várias outras grandes gravadoras. Vimos-nos trabalhando com uma empresa que não era a mesma de quando começamos. O que passamos não foi incomum, é algo que aconteceu com muitos artistas. Muitas empresas estão mais interessadas em respostas imediatas, resultados rápidos, não, necessariamente sabendo o que precisam dos artistas. Trabalhar com essas gravadoras ficou pouco funcional, por alguns anos, então decidimos criar nosso próprio selo e eu fico feliz que fizemos isso.
iG: Você acha que algum de seus filhos se tornará músico?
Taylor Hanson:
Não seria surpreendente. Teria que ser algo que eles realmente quisessem fazer, claro, não pode forçar alguém a ser músico, ele tem fazer as coisas com paixão. Eu vejo que minhas crianças gostam bastante de música. É uma possibilidade, temos que esperar para ver.
iG: O que é a música para você?
Taylor Hanson:
É uma forma de se comunicar com as pessoas. Música é uma forma de arte incrível, que permite convergir ideias e histórias. É algo pelo qual sempre fui apaixonado. É incomparável com qualquer outra coisa, é um meio maravilhoso que afeta as pessoas.
iG: Como funciona seu processo de criação?
Taylor Hanson:
Funciona de diferentes formas. Para mim, às vezes começa com palavras, outras com música. Para mim o principal na hora de fazer música é manter os ouvidos abertos, você nunca sabe quando a inspiração lhe atingirá, quando algo dará uma ideia. Tem que estar pronto para reagir a isso. Nós três costumamos trabalhar as letras e músicas juntos.
iG: Qual você diria que é o seu maior sonho hoje?
Taylor Hanson:
De uma forma muito ampla, acho que meu maior sonho é criar coisas que inspirem as pessoas. Acho que o poder da música é que afetas as pessoas, faz com que sintamos algo,o que se reflete na vida. Meu sonho é ter uma plataforma para atingir o máximo de pessoas possíveis com arte.
iG: Você já esteve no Brasil antes, quais as melhores lembranças que guarda do país?
Taylor Hanson:
Muitas memórias! Fizemos muitas coisas no Brasil. Andamos de helicóptero sobre São Paulo (risos), eu aprendi um pouco de samba... Eu passei um aniversário no Brasil, acho que fiz 23 anos. Foi um ótimo aniversário, estávamos no Rio e passamos o dia andando pela cidade, conhecendo os pontos turísticos, me lembro uma estátua enorme de Jesus. A comida era maravilhosa... Só tenho lembranças ótimas do país. Claro, tenho que mencionar também os fãs. Fizemos shows maravilhosos, o público era sempre muito animado. Foi uma ótima experiência.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A música no cinema

A música no cinema
por Denis Lopes
Quando vamos ao cinema e assistimos a algum filme, sempre reparamos em quem são os atores, diretores, reparamos também no figurino, nos efeitos especiais e quando muito em alguma canção pop que as vezes é utilizada como tema. Mas e a música orquestral que acompanha o filme inteiro ?
Pois é, isso é comum mesmo, simplesmente não percebemos, mas tente assistir um filme sem música. Imagine um filme de suspense como Psicose sem aquela gloriosa música de Bernard Herrmann ou mesmo em qualquer outro gênero a música é parte integrante do filme, como se interagisse com os personagens, com a paisagem, enfim, não há filme sem música.
Os filmes começaram a ter música no final da década de 20 mas tornou-se algo profissional na década de 30, portanto ainda é considerada uma forma arte bem contemporanea. A propósito, esta arte é considerada como uma das mais complexas, pois o artista, no caso o compositor, além de todo o conhecimento que deve ter sobre composição, regência e orquestração deve ainda ser muito criativo e habilidoso pois o tempo é muito curto. Isso ocorre porque a trilha sonora é uma das últimas etapas na produção de um filme, na verdade ela vem na pós-produção, quando o filme já está praticamente pronto para ser lançado, depois de ser filmado e editado, então os estúdios ficam pressionando a equipe pois já investiram muito e precisam do retorno do investimento e isso faz com que os compositores sejam obrigados a escrever, na maioria das vezes, mais de uma hora de música em poucas semanas, para não dizer, em poucos dias.
Isso ocorreu com Jerry Goldsmith que escreveu a trilha para o filme Chinatown em 10 dias, aliás ele escreveu, orquestrou e gravou em 10 dias e apesar da pressão, esta trilha é considerada um clássico. Portanto esta arte está longe de ser fácil. Muito sigilo, muita pressão, pouco tempo e as vezes pouco reconhecimento, mas vamos tentar mudar um pouco esta história.
De agora em diante, voces poderão acompanhar as novidades, os novos CDs, biografias, enfim, para todos aqueles que se interessam por trilhas sonoras de filmes e seriados de TV também terão seu espaço garantido aqui ! Para dúvidas e curiosidades podem enviar seus e-mails e teremos o maior prazer em responder suas perguntas.

Música Erudita no Brasil

Música Erudita no Brasil
A mais remota referência à música no Brasil encontra-se na carta de Pero Vaz de Caminha, que relata ao rei de Portugal a musicalidade dos nativos. Outras referências aparecem nas anotações do padre Manoel da Nóbrega que chega ao Brasil com os primeiros jesuítas, a partir de 1549, mencionando a música de catequese realizada, em geral, a partir de melodias gregorianas. Os primeiros registros de partituras são de 1557: melodias indígenas anotadas pela tripulação de Jean de Lery.
Barroco
A música do período barroco no Brasil compreende uma larga faixa de gêneros praticados no século XVIII. Dentre as escolas de composição destacam-se as do Recife, Bahia e Minas Gerais.
Bahia
A música renascentista e os antigos organuns medievais servem de modelo à produção da época. A música instrumental começa a ser registrada no século XVI, geralmente por compositores europeus em atividade no país. Na Bahia, encontram-se referências ao padre Pedro Fonseca, primeiro organista da Sé de Salvador, em 1559. A partitura mais remota, de 1759, é um Recitativo e ária, de autoria desconhecida, com texto cantado em português.
Recife
Há documentos no Recife relativos à atuação dos compositores Inácio Ribeiro Nóia (1688-1773) e Luís Álvares Pinto (1719-1789), este descendente de mulatos, cuja obra encontra-se documentada, como seu Te Deum laudamos.
Minas Gerais
Compositores brasileiros que atuavam nas cidades mineiras de Diamantina, Ouro Preto e Tiradentes, no século XVIII, em sua maioria mulatos, deixam a produção mais bem documentada da época. O barroco mineiro se inspira nas óperas napolitanas de compositores como Davide Perez e Jommeli e na música religiosa portuguesa de caráter polifônico. Do início do barroco europeu. Entre seus principais compositores estão José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, Marcos Coelho Neto, Inácio Parreira Neves e Manoel Dias de Oliveira.
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805) nasce em Serro Frio, perto da atual Diamantina, filho de um português e uma escrava liberta, Joaquina Emerenciana. É organista, compositor e professor de música. Em 1789, torna-se alferes. Muda-se para o Rio de Janeiro, em 1801, atuando como organista. Entre suas obras de importância estão a Missa em fá e o Ofício das violetas, escrito para uma orquestra sim violinos.
São Paulo – Embora em menor quantidade, são encontradas obras paulistas do século XVIII. O compositor André da Silva Gomes (Lisboa 1752-S. Paulo 1823) é seu principal representante.
Música na Corte
No final do século XVIII, o carioca José Maurício Nunes Garcia domina uma linguagem composicional própria, com uma riqueza harmônica comparável aos padrões europeus da época. É professor de Francisco Manuel da Silva, autor do Hino Nacional Brasileiro e primeiro diretor do Conservatório do Rio de Janeiro. A chegada da missão cultural, trazida por dom João VI, em 1816, agita o ambiente musical na Corte. O compositor austríaco Sigismund Neukomm (1778-1858) traz a música de Haydn, de quem é o discípulo favorito. A ópera napolitana é representada pelo compositor da metópole Marcos Portugal (1762-1830).
José Maurício Nunes Garcia (1762-1830) nasce no Rio de Janeiro, filho de mulatos. Inicia cedo os estudos de música e em 1792 ordena-se padre. Em 1798, torna-se mestre-capela e professor de música da catedral da Sé do Rio de Janeiro e, em 1808, mestre de música da Capela Real. Destaca-se como compositor e regente, sendo responsável pela estréia do Réquiem de Mozart, em 1819, e da Criação de Haydn, em 1821. De sua obra são conhecidas cerca de 400 peças, destacando-se sua Abertura em ré maior, talvez a primeira grande sinfonia brasileira, a ópera Zemira e a Missa de réquiem, de 1816.
Romantismo
O romantismo no Brasil é basicamente importado da França e inicia-se após a independência. Nessa época, são encenadas diversas óperas no Imperial Teatro de São Pedro de Alcântra, destruído por um incêndio em 1851, e substituído pelo Teatro Provisório, em 1854. Francisco Manuel da Silva funda, em 1833, a Sociedade Beneficência Musical, que promove concertos. Em 1834 é criada a Sociedade Filarmônica do Rio de Janeiro.
Ópera nacional
O fato importante do romantismo brasileiro é a criação de uma ópera nacional. Os principais representantes são os compositores Antonio Carlos Gomes e Elias Álvares Lobo (1834-1901), auxiliados por libertistas como Machado de Assis e José de Alencar. Em 1861, estréia Joana de Flandres, de Carlos Gomes, com texto em português totalmente mutilado pelos cantores italianos que a apresentam. O movimento progressivamente perde força e uma última ópera é apresentada nesse período: O vagabundo, de Henrique Alves de Mesquita.
Antonio Carlos Gomes (1836-1896) nasce em Campinas, São Paulo, filho de Maneco Gomes, músico e regente da banda local. Em 1859, foge de casa para estudar música no Rio de Janeiro. É matriculado no Conservatório de Música do Rio de Janeiro, por ordem do imperador, onde estuda com professores italianos. Em 1860 torna-se preparador de óperas na Imperial Academia de Música e Ópera Nacional. A partir de 1863 parte para estudos em Milão. Adquire notoriedade na Itália, onde compõe as óperas II Guarany, Fosca, Maria Tudor, Lo schiavo, O condor e o oratório Colombo. Em 1895, volta ao Brasil e torna-se diretor do Conservatório Musical de Belém do Pará.
Folclorismo
Ainda voltados para os padrões europeus estão os compositores Glauco Velasquez (1884-1914), seguidor do cromatismo francês, Henrique Oswald (1852-1931), adepto do impressionismo, e Leopoldo Miguez (1850-1902), seguidor do cromatismo de Wagner e Liszt.
O caminho para o nacionalismo das primeira décadas do século XX começa a ser aberto por compositores brasileiros com formação erudita européia, principalmente francesa, representados por Basílio Itiberê (1846-1913), Luciano Gallet (1893-1931), Alberto Nepomuceno (1864-1920), Francisco Braga (1865-1945) e Alexandre Levy (1864-1892), que se utilizam de temas do folclore brasileiro. A tendência de nacionalização da música erudita brasileira está presente também na dança e na canção urbana de Francisca Hewiges Gonzaga (1847-1935), e Ernesto Nazareth (1863-1934), que produz uma música de harmonia simples e de forte aspecto popular.
Chiquinha Gonzaga (1847-1935), pianista e compositora desde a infância. Em 1885, já famosa por suas peças de caráter dançante, compõe uma opereta, A corte na roça, e inicia uma série de 77 partituras teatrais, como A sertaneja, Juriti, e Maria.
Suas composições traduzem, com fidelidade, a ginga, os improvisos e o lirismo das serestas, dos choros e das danças de crioulos.
Modernismo nacionalista
O pleno desenvolvimento do uso de elementos folclóricos é realizado por Heitor Villa-Lobos(1887-1959), cuja obra determina a estética nacionalista brasileira até os dias de hoje. Esse movimento não apenas incorpora elementos das melodias populares e das complexas melodias indígenas, como desenvolve sonoridades típicas, presentes na obra de Villa-Lobos. O canto de pássaros brasileiros, como a araponga, aparece em suas Bachianas 4 e 7; em O trenzinho do caipira reproduz a sonoridade de um trem; no seu Choro 8 busca reproduzir o som de pessoas numa rua. Sua estética espelha uma tendência européia, presente nas obras de Bella Bartok, Stravinsky, Manuel de Falla e, por sua vez, serve de modelo para compositores como Francisco Mignone, Lorenzo Fernandez, Radamés Gnatalli, Mozart Camargo Guarnieri, entre outros. Mesmo após a introdução de elementos da estética dodecafônica no Brasil, diversos compositores figuram em um aparecimento tardio do nacionalismo, como Sérgio de Vasconcelos Correia, Oswaldo Lacerda e Mário Tavares.
Heitor Villa-Lobos (1887-1959) nasce no Rio de Janeiro e começa a tocar violoncelo profissionalmente aos 12 anos. É influenciado por autores populares como Ernesto Nazaré. Viaja pelo paós, se interessa pelo folclore brasileiro e compõe obras como Amazonas e Uirapuru. Participa da Semana de Arte Moderna de 1922. Vive na Europa de 1923 a 1930, onde é marcado pelo impressionismo. Entre suas principais obras estão suas Bachianas brasileiras e o Choro, onde funde a música do compositor alemão Bach e o chorinho.
Música Contemporânea
No período que se estende da década de 40 até os dias de hoje, a música brasileira vive movimentos de nacionalização e de internacionalização. A introdução do dodecafonismo po H. J. Koellreuter na Bahia, o movimento Música Viva, o Manifesto de 1946, o movimento Música Nova e a música eletrônica marcam o período.
Música viva
Em 1939, ao nacionalismo identificado com a ditadura Vargas opões-se o Movimento Música Viva, liderado pelo compositor e professor alemão Hans Joachim Koellreuter, introdutor da música dodecafônica no Brasil. Entre seus alunos destacam-se os compositores Claudio Santoro (1919-1989), Guerra Peixe (1914-1993), Eunice Catunda (1915-) e Edino Krieger (1928). Embora com tendência diversa da original, a Escola de Música da Universidade Federal da Bahia é herdeira direta dos Seminários de Música de Salvador, dirigidos por Koellreuter. São seus representantes o compositor Ernest Widmer e seus alunos Lindenberg Cardoso, Rufo Herrera, Jamary de Oliveira e recentemente Fernando Cerqueira (1941) e Paulo Lima (1954).
Manifesto de 1946
Em 1946, Cláudio Santoro, Guerra Peixe, Eunice Catunda e Edino Krieger assinam o manifesto de 1946, que tem o objetivo de recuperar o trabalho com a música popular brasileira, a partir das ferramentas fornecidas por Koellreuter. Guerra Peixe e Santoro seguem, posteriormente, um caminho mais pessoal, marcado por elementos da música regional, e influenciam a música popular instrumental brasileira. Embora não ligados ao manifesto, diversos compositores aderem ao uso livre de elementos da tradição brasileira., como Kilza Setti, Ronaldo Miranda, Marlos Nobre, Almeida Prado. Atualmente destacam-se Mariza Rezende (1944), Roberto Victório (1959) e Sergio Rojas (1960).
Claudio Santoro (1919-1989) nasce em Manaus. Atua como violinista até 1938, iniciando-se na composição ao término de seus estudos no Conservatório do Distrito Federal. Em 1940, torna-se aluno de Koellreuter e entra em um período estritamente dodecafônico. Incorpora depois elementos da música folclórica e, por fim, aproxima-se da composição progressista, em obras como Impressões de uma usina de aço e Ode a Stalingrado. Em 1947 estuda com Nadia Boulanger, em Paris.
Música nova
Também de tendência internacionalista é o movimento Música Nova, de 1963, liderado por Gilberto Mendes (1922) e Willy Correa de Oliveira (1938). As peças de Willy, como a série Phantasiestuck, Um movimento vivo, La flamme d’une chandelle refletem o pensamento dos serialistas da escola de Darmstadt e as idéias dos poetas concretistas Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari.
Destacam-se ainda Mário Ficarelli (1937), Aylton Escobar e novas gerações de compositores voltados para o teatro musical como Eduardo Álvares (1959), Luiz Carlos Czeko (1945), Carlos Kater (Tim Rescala) (1961) e Tato Taborda (1960). Na música instrumental, destacam-se compositores como Silvio Ferraz (1959), Lívio Tragtemberg (1963) e Eduardo Seincman (1955).
Gilberto Mendes (1922- ) nasce em Santos, São Paulo. Tem contato com a música de Cláudio Santoro e Olivier Toni. Autodidata, é um dos pioneiros da música aleatória e do teatro musical no Brasil. Em 1962, idealiza o festival Música Nova, que até hoje revela compositores. Entre suas peças, destacam-se Santos Football Music, Beba-Coca-Cola, Ulisses em Copacabana. Sua mais recente produção reflete uma tendência para a "nova consonância", movimento que retoma elementos das músicas tonais e modais.
Música eletrônica
O movimento reflete as tendências da música eletrônica européia e americana e ganha vitalidade, apesar das limitações de infra-estrutura e defasagem com relação aos grandes centros de produção musical. Entre seus compositores estão Jorge Antunes (1942), Conrado Silva e Rodolfo Coelho de Souza (1952). Mais recentemente ganha impulso com a implantação de novos estúdios eletrônicos (Stúdio Panaroma-UNESP-FASM e Laboratório de Linguagebs Sonoras, em São Paulo) e a multiplicação de estágios de compositores brasileiros em estúdio da Alemanha, França e Estados Unidos. Destacam-se Flo Menezes (1962), Rodolfo Caesar (1950), Paulo Chagas, Paulo Álvares (1960), Augusto Valente, Aquiles Pantaleão (1965) e José Augusto Mannis (1958).

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Shakira será homenageada em edição 2011 do Grammy Latino

Bob Tourtellotte
De Nova York

  • Robert Marquardt/Getty Images Shakira se apresenta em Barcelona (29/5/2011)
Os organizadores do Grammy Latino, o prêmio máximo da música latina, nomearam nesta segunda-feira a colombiana Shakira como pessoa do ano para ser homenageada na premiação anual, em novembro.
Shakira, que foi indicada a três prêmios Grammy neste ano, incluindo álbum do ano por "Sale el Sol", será premiada não apenas por suas canções e performances, mas também por seu trabalho filantrópico através da Fundação Pies Descalzos.
"Estamos honrados em homenagear esta mulher dinâmica e socialmente consciente, cuja ilustre carreira tocou tantas pessoas em todo o mundo, tanto musicalmente quanto pessoalmente", disse em comunicado Gabriel Abaroa Jr, presidente da academia de gravação latina.
Shakira, de 34 anos, ganhou fama como cantora no início dos anos 1990, combinando rock, música latina e mediterrânea com sua dança original.
Em 1996, Shakira lançou "Pies Descalzos", com os singles de sucesso "Estoy Aqui" e "Se quiere ...Se Mata". Seu primeiro álbum internacional, Laundry Service, estreou em 2001 e tornou-se o álbum de maior sucesso da cantora até agora.
A fundação de Shakira se concentra em ajudar crianças pobres por meio da educação.

sábado, 24 de setembro de 2011

Hanson brother opens up ahead of Chicago stop


Zac (from left), Taylor and Isaac Hanson are performing in Chicago on Tuesday and Wednesday at the House of Blues. (Provided photo)
Buy Kane County Chronicle Photos »
It’s been quite a musical ride for Hanson, which struck pop gold in 1997 with the song “MmmBop.”
The three brothers from Tulsa, Okla. – Isaac, Taylor and Zac – will perform Tuesday and Wednesday at the House of Blues, 329 N. Dearborn Ave., Chicago, as part of the band’s “Musical Ride Tour,” where fans are given the chance to vote online to choose the album they want Hanson to play each night.
Meiko also is on the bill. The show starts at 6 p.m. and tickets are $32.50 in advance, $35 the day of the show, available at www.livenation.com.
The Kane County Chronicle recently had the chance to talk to 25-year-old Zac Hanson about the tour and other topics.
How has the tour been going?
It’s going great. It’s definitely something different than we’ve ever done.
It’s been surprising how well it has worked, and how it feels like a body of work. You don’t really reflect on things that much in your life, especially when you’re 25.
You guys perform two nights in Chicago. How is that going to work?
Each night we’ll play whichever album wins. An album is maybe 13 songs, but we’re still playing upwards of 21 songs in a show.
You’re still going to hear songs from every record, songs that you recognize, singles, stuff like that. You’re getting a variety. We’re just featuring an album as a centerpiece for the set.
“Rolling Stone” readers were recently asked to pick the worst songs of the ‘90s, and “MmmBop” ended up No. 6 on the list.
It’s amazing how a song can end up on the worst and best lists in sort of the same breath. That song has been highlighted as one of the best songs of the ’90s, and obviously, one of the worst.
How do you take that?
Oh, I don’t take it at all. The truth is, that song represents a really unique moment in time.
It was No. 1 in 27 countries at the same time. There was a whole group of people who were sick of grunge music and torn jeans, and then we came out with the song.
Unfortunately, it may have opened up the door for a lot of crappy, synthesized pop music. That song was so huge, it became sort of a cultural statement, it became sort of pop culture, not music.
Last year, the band released it’s fifth studio release, “Shout It Out,” and you guys got to play with such music pioneers as Funk Brothers bassist Bob Babbitt and horn arranger Jerry Hey, who worked with artists like Michael Jackson, Quincy Jones and Earth, Wind and Fire. How was that experience?
It was awesome. Bob Babbitt played on records that we grew up listening to. Our original influences to want to make music were late ’50s and early ’60s rock ’n‘ roll and Motown records.
Whenever you sit in a room with someone like that, you are in a little bit of awe. And Jerry Hey is an amazing arranger.
So was the album a kind of homage to the music you grew up with?
When you look at songs from the album like, “Thinking ’Bout Somethin’ ” or “Give A Little,” they definitely harken back to those records. They sort of have a sensibility about them.
In some ways, I think it is. I don’t know if I would call it our homage. We didn’t try to make a record that way.
But it’s part of who we are. I think you do hear it in there.
Are you guys working on new songs?
Right now, the focus is obviously this tour that goes through basically the end of the year. But next year, we will be definitely working on a new project, a new album of sorts. We have lots of different ideas.
Are you guys going to go in a new direction, try something you haven’t done before?
I think we’re always trying to do things we haven’t done before. It’s not about being something different, for us, it’s about continually inspiring yourself.
If you’re not excited about the record, if you don’t feel like you’re pushing yourself, then you are not doing your job and no one else is going to feel excited about it.
Are you finding that people who grew up with your music have families of their own now and are introducing them to your music?
Absolutely. We are a reflection of a lot of our fans. People have followed the band for years and years now. We see a lot of familiar faces.
I think the core Hanson base has been with us for 15 years now. You see some of them with their husbands and wives and kids, which is cool.
It’s such a unique experience for me. I was 6 years old when we played our first paying professional gig.
Next year is the 20th anniversary of us being a band. To be almost 20 years into it and to have already done so much and have fans that are introducing their younger brothers and sisters and their kids to your music, it’s sort of surreal and amazing.
It’s sort of one of those things where you go, “Wow.” You go into it hoping for those kinds of results and to actually have them, you don’t know what to do with yourself.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Beatles 1965 anti-segregation contract sells for over $20,000

The 1965 Beatles contract which contained a clause saying the group wouldn't play to a segregated audience sold Tuesday for $23,033 (including the buyer’s premium), reports Nate D. Sanders Auctions, the company that put the item up for bids. The contract, signed by Beatles manager Brian Epstein, sold above the pre-auction estimate of  $3,000-$5,000.
 

The contract between the Beatles management company Nems Enterprises, Inc. and Bay Area concert promoter Paul Catalana was signed on March 24, 1965. It called for at least 150 uniformed police officers for protection and for “$40,000 guaranteed against 65% of the gross box office receipts over $77,000” for the Aug. 31, 1965, concert held at the Cow Palace in Daly City, near to San Francisco. .
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The Beatles said in the contract that they would not perform in front of a segregated audience at the Cow Palace in Daly City, California. In 1964, the Beatles initially refused to perform at the Gator Bowl in Jacksonville, Florida because the concert was slated to be segregated. The Beatles performed only after city officials allowed the stadium to be integrated. A similar clause in which the Beatles declared they wouldn't perform to segregated audiences was also present during their 1965 and 1966 U.S. tours, historian Mark Lewisohn told Beatles Examiner.

 

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sábado, 20 de agosto de 2011

Vagas para Orquestra Sinfônica de São José dos Campos

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), recebe, até o dia 31 de agosto, as inscrições para o processo de licitação para os cargos de maestro, spalla e 31 vagas para músicos, que irão compor o núcleo profissional da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos (OSJC).
Os interessados podem ser representados ou possuir cadastro como pessoa jurídica, com idade mínima de 18 anos, que atendam as condições do edital de licitação, composta por teste de aptidão no qual profissionais artísticos da área de música irão avaliar se o candidato possui os pré-requisitos técnicos e artísticos necessários para integrar a OSJC. As inscrições podem ser feitas por via postal ou pessoalmente na Secretaria Geral da FCCR, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
As vagas
A licitação prevê o preenchimento de uma vaga para o cargo de maestro da OSJC e entre as responsabilidades, ficará aos seus cuidados a orientação artística da orquestra, propondo e orientando a definição dos programas de concertos anuais. O interessado em ocupar a vaga de spalla, deverá ser músico profissional e primeiro violinista. Terá a função de dedicação à formação dos novos músicos coordenando os ensaios de núcleos semiprofissional e avançado. Já as 31 vagas para músicos do núcleo profissional foram divididas em naipes com um chefe de naipe cada, sendo: naipe de cordas composto por oito violinistas, cinco violistas, três violoncelistas e dois contrabaixistas. O naipe de madeira será composto por dois flautistas, dois oboístas, dois clarinetistas e dois fagotistas. Além disso estão sendo ofertadas duas vagas de trompistas e trompetistas para o naipe de metais e uma vaga de timpanista para o naipe de percussão.
A abertura dos envelopes será realizada no dia 31 de agosto, às 9h para spalla, às 10h para músicos e 15h para maestro. Os contratos terão duração de 12 meses e prevê uma carga horária mínima de 30 horas semanais.
A orquestra
A Orquestra Sinfônica de São José dos Campos (OSJC) tem por objetivo principal a difusão da música instrumental e a formação e aperfeiçoamento de músicos instrumentistas, além do incentivo à formação de público e acesso da população a programas artísticos de qualidade. Nasceu a partir das oficinas de música da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, configurando-se em 2002 como uma orquestra de cordas e a partir de 2004, como orquestra sinfônica.
Serviços:
Secretaria Geral (Sede FCCR) Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade – Santana – São José dos Campos/SP. CEP: 12.211-115.
Informações: (12) 3924-7348 ou pelo site: www.fccr.org.br

Alunos carentes ganham instrumentos comprados com doação judicial

Desembargador Fausto Martin De Sanctis prestigiou recital dos 11 estudantes do Conservatório de Tatuí que foram beneficiados pela ação da Justiça Federal
Um recital dos 11 alunos que ganharam instrumentos musicais do Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos” marcou o encerramento, dia 14 de agosto, de evento realizado em conjunto pela escola de música de Tatuí, do Governo do Estado de São Paulo e pela Justiça Federal. Os novos instrumentos entregues aos alunos carentes pelo Conservatório foram comprados graças à doação de R$ 138 mil da Justiça Federal, quantia proveniente de acordo judicial de delação premiada.
No Teatro Procópio Ferreira, em Tatuí, o desembargador Fausto Martin De Sanctis – responsável pela doação – subiu ao palco para cumprimentar os beneficiados e assistiu atentamente ao recital. Ele participou também da palestra “O Magistrado e a Comunidade”, no Salão Villa-Lobos.
Os instrumentos adquiridos pelo Conservatório de Tatuí são de nível profissional e, em todos os casos, sonho de consumo dos músicos. Segundo o diretor-executivo do Conservatório, Henrique Autran Dourado, não existe um músico bom sem um instrumento de ótima qualidade. “São instrumentos muito valiosos, que os alunos só poderiam adquirir após tornarem-se profissionais”, explica Dourado.
A negociação para concretização da doação teve início em novembro de 2010, quando o então juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo e o diretor-executivo do Conservatório de Tatuí participaram de evento realizado pela Secretaria de Estado da Cultura. Naquela ocasião, Dourado deu informações sobre a escola de música ao magistrado que, posteriormente, demonstrou interesse em efetivar a doação que beneficiasse alunos talentosos, mas que não tinham condições financeiras de possuir bons instrumentos. A oficialização da doação ocorreu em 10 de dezembro do ano passado.
“As doações em prol da comunidade começaram quando eu estava na 6ª Vara e dávamos cestas básicas às instituições de caridade. Contudo, queríamos mais e estas ações começaram a crescer. Se os assistidos forem bem atendidos, teremos menos problemas sociais”, contou De Sanctis. “Na verdade, as ações dos alunos permitiram isso, além da excelência do trabalho do professor Henrique à frente do Conservatório. Com poucas, mas suficientes conversas, ele me demonstrou a qualidade do Conservatório de Tatuí”, destacou o hoje desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
Para a escolha dos 11 beneficiados, o núcleo de assistência social do Conservatório de Tatuí, a assessoria pedagógica e os coordenadores das áreas de música erudita analisaram as condições financeiras e o aproveitamento pedagógico dos alunos. Numa segunda fase, essa seleção foi feita em conjunto com a Justiça Federal.
De acordo com o termo de compromisso assinado entre aluno e Conservatório, a instituição estadual terá a guarda dos instrumentos, que serão emprestados condicionalmente até o término do curso. Ao se formarem no Conservatório de Tatuí, os estudantes terão a posse definitiva do equipamento por mérito e dedicação. Por outro lado, se for reprovado ou desistir do curso, perderá o direito ao instrumento. Em qualquer um desses casos, os instrumentos serão destinados, sob as mesmas condições, a outros alunos carentes.
Dentre os alunos contemplados com os instrumentos estava o tímido César Augusto Garcez, de 14 anos. Ele toca clarinete e executou a obra Caximbo, de K-chimbinho. “Quando eu soube que ganhei fiquei surpreso e ansioso. É uma motivação a mais para eu continuar estudando música”, conta. Além de Garcez, foram beneficiados com a ação da Justiça Federal Marcelo Pinto da Silva (contrabaixo), Cristiano Lourenço dos Santos (viola), Daniel Barbosa Soares (trombone), Diego Afonso Morales (saxofone), Jean Gerard (oboé), Paulo Roberto de Oliveira (tuba), Rafael Victor Frazzato Fernandes (violoncelo), Renan da Silva Sena (trompete), Tiago Caires da Silva (bombardino) e Wesley Alexandre Martins de Oliveira (fagote).
Justiça e Cidadania
Para discutir as ações da justiça que beneficiam a população, o Conservatório de Tatuí promoveu a palestra “O Magistrado e a Comunidade”, com a presença do desembargador De Sanctis e do juiz da comarca de Tatuí Marcelo Salmaso. Na ocasião, Salmaso assinou um convênio com a Fatec do município para que as máquinas caça-níqueis apreendidas fossem destinadas aos alunos do curso de tecnologia da informação, para o reaproveitamento dos componentes eletrônicos. Desta maneira, são construídos totens com acesso à internet e colocados em locais públicos da cidade.
“O objetivo principal da Justiça é condenar ou inocentar, mas também podemos ter outro foco (as ações judiciais que beneficiam a comunidade). Todos nós devemos valorizar a geração futura, mantendo um compromisso com o passado e o futuro”, afirma o desembargador De Sanctis. “Hoje vivemos um mundo novo, com problemas novos e precisamos de soluções novas, pois as antigas não são mais suficientes”, completou Salmaso.
Na palestra, o juiz de Tatuí destacou ainda os problemas enfrentados pela sociedade pós-moderna. Entre tantos, focou na cisão da relação entre pais e professores, além dos valores imediatistas dos jovens. Salmaso também defendeu o ensino da música como importante fator para a diminuição da criminalidade. “Os principais problemas com a criminalidade partem da educação. Os jovens atuais precisam de reconhecimento e desafios, e isso eles podem encontrar no mundo do crime. No entanto, na música temos o mesmo reconhecimento e desafio e é preciso esforço para chegar a algum lugar.”

Osesp vai transmitir concerto ao vivo pela internet

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo anunciou ontem que fará sua primeira transmissão ao vivo pela internet. Será na semana que vem, quando a nova regente titular do grupo, a maestrina Marin Alsop, rege um programa com a "Sinfonia nº 5" de Prokofiev e o "Concerto para Violino" de Korngold com solos de Renaud Capuçon. Já está no ar o hotsite que será utilizado para a transmissão gratuita - concertodigital.osesp.art.br - no dia 27 de agosto, às 16h30.
Depois da exibição ao vivo, o concerto ficará disponível por um mês para os internautas. Segundo comunicado da orquestra, as transmissões "devem se tornar uma vertente importante no futuro da orquestra". A Osesp anunciou ainda que a interpretação da Quinta de Prokofiev inaugura um projeto de gravação de todas as sinfonias do compositor, com regência de Alsop, para o selo Naxos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão - 19 de Agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Maestro Daniel Barenboim é indicado ao Nobel da Paz

O maestro e pianista argentino Daniel Barenboim, de 69 anos, será indicado ao Prêmio Nobel da Paz por se valer da música para trazer paz ao Oriente Médio. O anúncio oficial sobre a indicação do maestro será feito no dia 17, na Academia Argentina de Letras, em Buenos Aires. Cerca de 2.500 pessoas na Argentina apoiam a indicação. Em 1999, ao lado do falecido intelectual palestino Edward Said, Barenboim reuniu jovens árabes, israelenses e iranianos para formar a Orquestra West-Eastern Divan, que viaja pelo mundo para propagar a paz por meio da música. "A música não pode resolver conflitos, mas ela tem a capacidade de fazer as pessoas se interessarem e se apaixonarem pela mesma coisa", disse Barenboim terça-feira antes de sua orquestra executar um concerto na Coreia do Sul. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Estou cansado de ser único representante de um gênero que nem consigo definir", diz Seu Jorge

  • Seu Jorge posa para ensaio da revista Alfa (agosto/2011) Seu Jorge posa para ensaio da revista "Alfa" (agosto/2011)
A edição de agosto da revista “Alfa” traz uma entrevista com Seu Jorge. O cantor vive um momento de mudanças. Mudou de casa e de bairro, do Pacaembu para o Morumbi, em São Paulo, acaba de se separar da mulher e anunciou que o seu novo álbum, “Músicas Para Churrasco volume 1”, lançado em julho, marca a despedida do ritmo que o alçou à glória, o samba rock de “Burguesinha” e “Mina do Condomínio”, hits que o levaram à lista dos 50 artistas que mais faturaram com direitos autorais no país em 2009. “Estou cansado de ser o único representante de um gênero que nem eu consigo definir. Posso fazer mais pela música”, diz.
O novo álbum de Seu Jorge é o disco mais povão da carreira do cantor, com letras como “A Doida”, primeira música de trabalho do CD que fala de um homem que banca a conta de uma mulher na noite. A edição revela ainda que o cantor vai virar erudito. Ele já começou a compor um álbum de voz e violão com orquestra, em parceria com o maestro Miguel Atwood-Ferguson, de Los Angeles. “Quero viajar o mundo com o maestro, a partitura e só. Tocar com todas as filarmônicas, depois vir para o Brasil. Imagina o prefeito de Nova York me recebendo? É isso que desejo para a minha vida”, diz.
De família pobre, de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, atualmente Seu Jorge guarda na garagem de sua casa uma Lamborghini Gallardo, um Mustang GT e um Porshe Panamera S. Quando questionado se está rico, ele balança a cabeça negativo e fala que não se dá ao luxo nem de comer sobremesa. “Comprei os carros porque preciso estar preparado para o caso de algum diretor me chamar para fazer um filme de ação”, diz.