MEMPHIS, Estados Unidos, 14 Ago 2007 (AFP) - Trinta anos depois de sua morte, Elvis continua rendendo muito dinheiro, mais até do que ele ganhou nos seus mais áureos tempos, mas todo este lucro tem um preço: a marca do "rei" está estampada, às vezes, em objetos surpreendentes.
Atualmente, em uma feira de exposição em Memphis, uma centena de estandes oferece todo o tipo de artigos aos fãs vindos do mundo inteiro para prestar homenagem ao ídolo.
O rosto do "Rei", seus cabelos, suas roupas e sua célebre postura estampam tudo o que é humanamente imaginável.
Existe, obviamente, pratos decorativos, pôsteres, mantas, isqueiros, relógios, roupas, baralho de cartas.
Mas há também os artigos mais inusitados, como roupa íntima masculina com o selo do cantor, um busto de Elvis que se mexe e canta, além de marcas de café e vinho com o nome do ídolo.
O finlandês Ari Heino pagou 87 dólares por uma réplica de uma ferradura feita por Elvis nos anos 50. Outras foram vendidas por dez dólares, mas a de Ari era a cópia mais bem feita.
"Não é de ouro, mas pode ser que um dia ela valha como ouro", disse à AFP o finlandês.
Tudo na exposição tem a licença da Elvis Presley Enterprises, uma empresa de marketing que permite cuidadosamente a imagem do "Rei" e recusa quase a totalidade das demandas de utilização do nome e da imagem de Elvis.
"A proliferação de artigos sem licença é um combate permanente que o nosso serviço jurídico leva", declarou à AFP Jack Soden, o diretor-presidente da Elvis Presley Enterprises.
Estas perdas são mínimas se comparadas aos milhões de dólares ganhos graças às licenças concedidas a algumas companhias prolíferas, como a americana Hershey's. A empresa acaba de lançar uma edição limitada de uma guloseima feita de manteiga de amendoim e banana, em memória ao sanduíche preferido do "Rei".
A batalha judicial tem a intenção de proteger o valor da marca Elvis, mas Soden prefere usar o termo "herança".
Os produtos "pouco dignos" simplesmente desaparecem do mercado. Os últimos dias da vida de Elvis, quando o astro tinha ganhado peso e sofria de perdas de memória, são fechados na gaveta.
Resultado: a Elvis Presley Enterprises movimentou, no ano passado, 48 milhões de dólares, sendo 13,6 milhões apenas devidos aos direitos de imagem.
Este número deve ainda aumentar sob a tutela do bilionário Robert Sillerman, que comprou 85% das ações da empresa por cerca de 100 milhões de dólares em 2005.
"A família Presley - Lisa Marie e Priscila - nunca tiveram dinheiro para comercializar o Elvis da maneira como deve ser feito", considerou Amos Maki, o jornalista local responsável pela cobertura do ponto de vista econômica de Graceland, a mansão onde o "Rei" viveu.
"Eles fizeram um ótimo trabalho com recursos mínimos. Agora com Sillerman, isso vai mudar de dimensão", acredita ele.
Tudo vai começar com um projeto de expansão e renovação de Graceland e do hotel "Heartbreak" , um investimento de 250 milhões de dólares, que compreende um centro de convenções e a modernização do velho museu em homenagem a Elvis.
Há também o centro de espetáculos Elvis em Las Vegas, que conta com uma turnê do Cirque du Soleil, cujo tema é o papa do rock.
"As expectativas com relação ao Elvis são ilimitadas", afirmou Soden, "o fenômeno Elvis é maior do que nunca".
Uma das razões se deve à expansão do mercado dos meios de comunicação, assim como um grande desejo da cultura popular, pondera Andrew Bergstein, professor de marketing na Universidade de Penn State. E além do mais, uma marca como Elvis se explica também pela grande nostalgia dos consumidores.
mso/pg
quinta-feira, 13 de março de 2008
A MARCA ELVIS DÁ MAIS LUCRO DO QUE NUNCA
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário