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terça-feira, 1 de julho de 2008

BEATLEMANIA - Ricardo Pugialli lança livro

'Beatles inovavam e Stones não', diz autor de 'Beatlemania' Leandro Souto Maior, JB Online RIO - Além de grande quantidade de músicas conhecidas no mundo inteiro, impressiona também a grande quantidade de livros, CDs, DVDs e artefatos em geral que até hoje são lançados sobre os Beatles, e sempre com boas vendagens. E ainda há muito o que se ouvir e ler a respeito dos cabeludos de Liverpool. Mais um livro acaba de ser lançado, desta vez com um atrativo especial para os fãs brasileiros. Beatlemania (Ediouro), do pesquisador Ricardo Pugialli, acompanha a história da banda desde suas primeiras apresentações até o fim oficial. - Existem poucos livros sobre os Beatles feitos no Brasil. O primeiro deles foi Os anos da beatlemania, feito por mim e o Marcelo Fróes em 1992 - relembra Pugialli, que em 1993 atuou como consultor na vinda do maestro e produtor dos Beatles, George Martin, no Projeto Aquarius. - Não estou trazendo nenhum segredo fenomenal nunca revelado, mas desminto muita coisa e apresento os fatos da maneira que chegaram aqui para a gente no Brasil. O lançamento traz um ponto de vista brasileiro de quem ficou amigo do George Martin e de pessoas relacionadas com os Beatles e a gravadora Apple, como Derek taylor e Neil Aspinal. Em 1993 e 1994 eu freqüentava a Apple Corps e via e ouvia muita coisa, muito material que chegava. Apesar disso, nunca estava com uma máquina fotografica, isto é, não oferecia riscos para o 'santuário'. Eles continuam com muito medo de tantas pessoas que roubaram o material deles - diz o autor. Pugialli acredita que a ditadura foi um dos principais fatores que fizeram os Beatles não terem se apresentado no Brasil nos anos 60. - Além do cachê muito alto, provavelmente não vieram por causa do regime militar. Eles estavam cansados do jogo que os governantes faziam usando-os como marionetes - acredita. Em formato de almanaque, Beatlemania apresenta textos curtos pontuando os fatos marcantes da trajetória do grupo e fotos de posteres, ingressos e muita memorabilia em geral, de sua coleção particular e de amigos. Ricardo Pugialli quer pegar não só os fãs e colecionadores antigos, mas também as novas gerações de beatlemaníacos, mais afeitos aos novos tipos de trasmissão de informações rápidas pela internet. Assim como em Os anos da beatlemania, o prefácio do novo livro também foi feito por George Martin. - Ele é um doce de pessoa. Existem pessoas que não são um milésimo do que ele é e são cheio de 'marra' - conta Pugialli, lembrando que a passagem de Martin pelo Brasil foi um momento muito feliz. O produtor chegou a chorar no aeroporto quando foi embora. O autor faz noite de autógrafos de Beatlemania nesta terça-feira, às 19h, na livraria do Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo, 316. Além de autografar o livro, o público poderá conferir clipes dos Beatles em um telão e conhecer e trocar informações com colecionadores e apaixonados pelo quarteto de Liverpool, como Lizzie Bravo - a brasileira que gravou vocais em Across the universe -, Ricardo Pires - dono de uma das maiores coleções de Beatles -, José Roberto 'Oldies' - também colecionador, que forneceu muito material para o livro - e Nélio Rodrigues - escritor do livro Sexo drogas e Rolling Stones. - Fui aluno do Nélio, e sempre brinquei com ele na faculdade dizendo que eu era um garoto que amava os Beatles e odiava os Stones. O que eu acho é que os Beatles a cada disco é uma banda nova, e os Stones são sempre os Stones - polemiza. Em seu site (www.tucunare. bio.br), Pugialli disponibiliza conteúdo adicional de seus livros (incluindo o Almanaque da Jovem Guarda). Sobre os Beatles, estão lá todos os instrumentos que eles usaram, capas dos discos e artigos de época. - Com o material inédito que eu sei que ainda existe sobre eles, acredito que seria possível fazer tranquilamente mais uns oito Anthologys. Mas o que eu acho que virá por aí serão os discos de carreira remasterizados, já que até hoje os álbuns não passaram por esse processo, com diversas 'bonus tracks' - aposta.

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