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domingo, 27 de março de 2011

Sem acordo, músicos da OSB deverão ser demitidos

Quarenta e três dos 82 músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) deverão ser demitidos por não terem comparecido às recentes avaliações de desempenho determinadas pela direção.

Ontem, foi realizada uma reunião no Ministério do Trabalho entre instrumentistas, representantes da Fundação OSB e seus advogados, mas não houve acordo. A OSB propôs a reabertura de seu Plano de Demissão Voluntária (PDV), enquanto os músicos tentavam reverter a necessidade de se submeter às provas.

"Toda orquestra sinfônica do mundo quer melhorar, mas não se consegue isso fuzilando metade dos músicos", lamentou o primeiro flautista Renato Axelrud, na OSB há 30 anos. "Estamos frustrados. A OSB é um projeto de vida de muita gente e nossa avaliação é tocar para o público", disse o spalla (primeiro violino) Michel Bessler, 35 anos de OSB.

Entre os músicos, há gente premiada e professores de renome. Eles não compareceram às provas porque discordam do modo como foram estabelecidas: sem diálogo, no início das férias, com data e repertório definidos pela direção. Trinta e cinco fizeram; parte deles, estrangeiros que temem não conseguir permanecer no Brasil se perderem o vínculo empregatício. Seis apresentaram atestados médicos e deverão ter o exame remarcado.

O maestro Roberto Minczuk, diretor artístico e regente titular da OSB, disse que "a avaliação se faz num contexto mais amplo, em que o histórico de cada músico é levado em consideração. As audições têm como objetivo identificar as deficiências, para que eles possam se aperfeiçoar."

Fonte: Estadão - 24 de Março de 2011

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