Da Redação, com Agência Brasil
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Músicos da OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) estão recorrendo à Justiça do Trabalho em ações individuais após serem demitidos por justa causa pela fundação que administra o grupo.
A crise começou há três meses, com a decisão do diretor artístico e regente titular Roberto Minczuk de submeter os 82 integrantes do grupo musical a testes de avaliação de desempenho. Metade deles não compareceu às duas chamadas para a avaliação.
Segundo Deborah Cheyne, presidente do Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro, sete deles tinham atestados médicos e serão recolocados para uma nova audição na quarta-feira, 6 de abril. Outros três também serão chamados por não terem recebido a convocação anterior.
Os 31 músicos que se rebelaram e se recusaram a se submeter à avaliação receberam o comunicado de demissão.
A Fosb (Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira) considerou as negociações com o grupo encerradas, já que eles também não aceitaram a proposta de reabertura do Programa de Demissão Voluntária, que previa indenizações, multa de 40% do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), a manutenção dos salários e do plano de saúde até junho.
Em meio à crise, a Fosb promoverá em maio audições no Rio de Janeiro, Londres e Nova York para selecionar novos músicos para a orquestra. Porém, as contratações preencheriam 13 vagas em aberto e não as dos demitidos.
Redator: Roberto Saraiva

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